Propina a vereador poderia ser “empréstimo”

Defesa alega empréstimo para justificar dinheiro a Amauri Cardoso

Durante depoimento prestado na Justiça, pelo vereador Amauri Cardoso (PSDB), a defesa de pessoas ligadas a um esquema de tentativa de compra de voto do parlamentar tenta descaracterizar a propina, insinuando que o dinheiro entregue era, na verdade, parte de um empréstimo. O vereador esteve prestando depoimento no caso que trouxe à baila mais um escândalo envolvendo a administração do ex-prefeito cassado, Barbosa Neto, e relatou que ocorreu tentativa de torná-lo um tomador de empréstimo de Ludovico Bonato, que em outros tempos foi seu amigo.

Na avaliação do vereador advogados quiseram também tentar pegá-lo em contradição no seu depoimento. O inquérito está sendo encerrado, no episódio que antecedeu a instalação de uma Comissão Processante, na Câmara Municipal, que culminou com a cassação do mandato do ex-prefeito.

Com o depoimento do ex-diretor de Operações da Sercomtel Alysson Tobias de Carvalho, o delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Londrina, Alan Flore, concluiu o inquérito instaurado em maio, originado das investigações que levaram à cadeia cinco pessoas ligadas ao ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) acusados de envolvimento na tentativa de compra de voto do vereador Amauri Cardoso (PSDB) para não abrir a Comissão Processante da Centronic (que acabou cassando o mandato de Barbosa).

O vereador, em entrevista, negou a tese defendida pelos advogados dos acusados de que o dinheiro entregue a ele por Ludovico Bonato seria parte do pagamento de um empréstimo. “Os advogados tentam colocar situações novas para que você entre em contradições. Ficou muito claro de onde veio esse dinheiro. Veio de apoiadores do Barbosa ou de pessoas muito próximas a ele. Nunca houve pedido de empréstimo, isso foi propina mesmo”,reforçou.

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