PMDB perde apoio de presidente do Partido

Em Londrina, Norte do Paraná, o PMDB teve uma baixa sensível na campanha para o governo do estado, onde o candidato é Roberto Requião, ex-governador de 3 mandatos, que não conseguiu unir o partido. Sérgio Bahls, funcionário de carreira da Sanepar, que sempre esteve envolvido em campanhas políticas, está em licença e trabalhando para o atual governador do estado, Beto Richa.

A decisão de Bahls é pessoal, mas não foi aceita pelo PMDB, partido ao qual pertence. Mesmo que exerça cargo na empresa de saneamento e já tenha sido até mesmo presidente da Sanepar em Londrina, na gestão de Requião, Sérgio Bahls resolveu que o momento é de mudança. Ele trabalha na campanha do tucano e disse que não se sentiria bem fazendo campanha contra o governo ao qual está servindo.

Leonilso Jaqueta, ex-vereador e coordenador da campanha de Requião em Londrina, diz que não aceita a postura do filiado e que ele deve se desfiliar, ou será expulso. Comentou que o ex-governador ficou bastante chateado com a deserção do antigo aliado. Porém, é sempre bom recordar, o PMDB teve um posicionamento anterior de questionamento à candidatura Requião, que só vingou após manobras nos bastidores, em que dizem ter sido preponderante a atuação do atual candidato ao senado, Marcelo Almeida, da família detentora de dois dos mais lucrativos pedágios do Paraná.

Bahls, por sua vez, diz que entrou no MDB pelas mãos de José Richa e Wilson Moreira, dois ex-prefeitos da cidade, e que já deu sua contribuição ao partido. Não pretende deixar a campanha de Beto Richa e também antecipou que pedirá a desfiliação do partido.

Requião vai perdendo aliados também no interior, onde na última eleição conseguiu superar Osmar Dias por percentual mínimo. Em cidades com baixo índice de escolaridade e menor população, Requião conseguiu superar o adversário na última eleição em que se elegeu, com diferença pequena. Agora, o ex-governador parece não ter mais tal condição, até pela falta de aliados e por posições assumias por ele durante o mandato. Uma das maiores alegações dos que deixaram de apoiar Requião, é o fato de ele ter cometido um “estelionato eleitoral”, quando prometeu em campanha reduzir ou acabar com o pedágio e não conseguiu nem uma coisa nem outra. Os ainda aliados de Requião defendem o ex-governador, dizendo que ele impetrou inúmeras ações contra as concessionárias. Isso, porém, não foi o prometido. É dever de ofício, do governante, acionar o judiciário quando contratos não são cumpridos. O candidato, na época, acenou com um benefício que o eleitor esperou e não recebeu.

Antenor Ribeiro – Destaknews

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