Negado HC para Gaievski

Ex-assessor da ministra Gleisi Hoffmann continuará preso. Na primeira tentativa, com pedido de  liminar, os defensores do ex-prefeito de Realeza não foram atendidos. Porém, os advogados do ex-assessor especial da Casa Civil do governo federal, Eduardo André Gaievski, aguardam para os próximos dias a decisão do mérito do pedido de liberdade negado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) na segunda-feira (2). Rodrigo Biezus e Rafael Antônio Seben estão na capital paranaense, e disseram que definirão os próximos passos da defesa na tarde desta terça-feira (3). Gaievski foi preso em Foz do Iguaçu e está detido em Curitiba em um local sigiloso. Ele responde, entre outros crimes, por estupro de vulneráveis e assédio sexual praticados enquanto ainda era prefeito de Realeza, no sudoeste do Paraná.

No pedido de liberdade apresentado na quinta-feira (26), dois dias antes de o ex-assessor ser preso pela Polícia Civil na casa de um tio na cidade fronteiriça de Foz do Iguaçu, no Oeste do estado, os advogados apontam que “as retaliações” que o ex-prefeito vem sofrendo são motivadas por desavenças entre uma promotora e conselheiros tutelares de Realeza – “reconhecidos desafetos” de Gaievski – que os denunciou por irregularidades no uso do veículo do órgão.

Os dois citam ainda que uma das supostas vítimas teria sido instruída pela procuradora sobre o que deveria falar para incriminar o ex-prefeito, o que “maculou todo o processo probatório”. Gaievski é suspeito de pagar por encontros com adolescentes de 13 e 14 anos e em alguns casos trocá-los por empregos na prefeitura. Ele esteve à frente do Executivo Municipal por oito anos, entre 2005 e 2012, até ser convidado pela ministra Gleisi Hoffmann, ex-diretora da Itaipu Binacional, para assumir o cargo de assessor especial da Casa Civil.

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