Médicos cubanos devem deixar o Brasil

O governo cubano comunicou nesta quarta-feira (14/11) que vai se retirar do programa Mais Médicos devido a declarações “ameaçadoras e depreciativas” do presidente eleito Jair Bolsonaro, que anunciou modificações “inaceitáveis” no projeto.  “Diante dessa realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa ‘Mais Médicos’, anunciou o ministério cubano, que comunicou ter informado o governo brasileiro. A decisão significa que os milhares de médicos cubanos que trabalham no Brasil dentro do programa deverão retornar à ilha. O programa teve início no governo Dilma Rousseff e gerou questionamentos pela não aplicação do Revalida, processo que poderia aferir a capacidade dos médicos cubanos, revalidando o diploma adquirido em Cuba.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro fez críticas antes e durante a campanha eleitoral ao programa de médicos cubanos. Questionou a formação dos cubanos, iria modificar a forma de contratação, não mais enviando os valores para o governo cubano, que ficava com o percentual maior da remuneração e também abriu as portas do país para que os médicos pudessem trazer seus familiares,  e exigiria a revalidação dos diplomas.

“O povo brasileiro, que fez do Programa Mais Médicos uma conquista social, que confiou desde o primeiro momento nos médicos cubanos, aprecia suas virtudes e agradece o respeito, sensibilidade e profissionalismo com que foi atendido, vai compreender sobre quem cai a responsabilidade de que nossos médicos não podem continuar prestando seu apoio solidário no país”, afirmou o Ministério da Saúde Pública de Cuba.

Ao assumir o governo o novo presidente certamente determinará ao Ministro da Saúde que proceda à contratação de médicos que possam substituir os cubanos, caso os mesmos não permaneçam no Brasil. Caso seja um país democrático, Cuba certamente não se oporá a que os profissionais médicos que vieram para o país e queiram permanecer, sigam no Brasil desempenhando a função para a qual foram contratados. Desde que passem pela revalidação, que determinará se têm a formação adequada para o exercício da medicina.

Antenor Ribeiro – Destak News

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *