Exército atuará para combater queimadas

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (23) que estuda enviar o Exército para combater as queimadas na Amazônia por meio de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Segundo ele, a decisão será tomada ainda nesta manhã. “É uma tendência [determinar uma GLO. A tendência é essa, a gente fecha agora de manhã”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada.

De acordo com Bolsonaro, ontem (23) houve uma reunião para tratar do assunto. “O que tiver ao nosso alcance nós faremos. O problema é recurso”, ressaltou.

Em despacho publicado ontem em edição extra do Diário Oficial da União, o presidente determina que todos os ministérios, de acordo com suas competências, adotem “medidas necessárias ao levantamento e combate a focos de incêndio na região da Amazônia Legal para a preservação e a defesa da Floresta Amazônica, patrimônio nacional”.

Realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República, as missões de GLO ocorrem nos casos em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública. Nessas ações, as Forças Armadas agem por tempo limitado, com o objetivo de preservar a ordem pública, a integridade da população e garantir o funcionamento regular das instituições.

A Amazônia vem sofrendo ao longo dos últimos vinte anos notadamente, ações de exploradores, que provocam as queimadas e prejudicam o bioma amazônico. Especialistas têm feito alertas ao longo dos anos, nem sempre acatados pelas autoridades responsáveis.

Paulo Brando, doutor em Ecologia Interdisciplinar pela Universidade da Flórida e pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, o Ipam, ainda em 2007, explicava que a maior perda de vegetação, um total de 12% da área analisada – equivalente a um milhão de campos de futebol – ocorreu nesse ano, quando a temperatura na região de MT ficou 2,5ºC acima da média e o volume de chuvas caiu 20%. É algo parecido como o que está acontecendo agora em 2019.

Ag. Brasil

Antenor Ribeiro – Destak News

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