Contrastes

Às vezes fico imaginando a cena em que um Anjo aparece e anuncia para a jovem Maria, que devia ter entre 15 e 16 anos, que ela seria “bendita entre as mulheres”, como “bendito era o fruto do seu ventre”. Penso no espanto da mulher, virgem e comprometida, que recebe um aviso destes. E o Anjo explicou como tudo aconteceria. E também visitou José, que iria desposar Maria, para que não se surpreendesse com o estado de gestação da sua noiva.

Fico pensando como foi a viagem que fizeram, com a gravidez alcançando já seus últimos dias e um recenseamento tendo que ser cumprido numa cidade distante pelo menos uns cem quilômetros de Nazaré.

O Messias prometido estava para chegar e em Belém não havia lugar em hospedarias. O casal se abrigou numa gruta, que servia como estrebaria para alguns animais. Ali Maria deu à luz. Numa simples manjedoura o Salvador foi colocado. Um berço humilde. E a Estrela Guia levou até o local os 3 Reis Magos, enquanto no campo os Anjos anunciavam aos pastores que nascera o Messias, o tão esperado salvador.

Essas recordações me levam à infância, aos sonhos que tive com os ensinamentos que recebi a respeito do nascimento de Jesus. Hoje olho à minha volta, quando o Natal se aproxima em mais um Dezembro e me assusto com a realidade do século 21, quando luzes e árvores de Natal, decorações europeias, carros de Papai Noel e Trenzinhos levam crianças para passeios aos shoppings, para que possam escolher presentes que querem receber. Vejo algumas campanhas buscando alimento para o corpo físico, sem qualquer alusão ao espírito verdadeiro de Natal.

O bom velhinho, vestido como se estivéssemos atravessando um rigoroso inverno, com neve e tudo mais, parece substituir aquela manjedoura simples, onde ficou o filho de Deus feito homem. A humanidade parece se esquecer de dar Glória a Deus nas alturas, para que haja paz na terra aos homens de boa vontade. O maior presente que poderíamos receber, foi Ele que nos deu, ao oferecer a vida eterna, sacrificando sua própria vida no Gólgota. O Natal verdadeiro passa longe das lojas e dos presentes. É momento para agradecer a Deus que amou de tal forma o mundo, que deu seu filo unigênito para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.

Antenor Ribeiro – Destak News

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