Condenado Marcos Colli vai para PEL

Em Londrina o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Katsujo Nakadomari, determinou nesta terça-feira (24) a transferência do advogado Marcos Colli, condenado a 70 anos e seis meses de prisão por filmagem, fotografia e abuso sexual de três irmãs de seis, nove e 13 anos, da cela que ocupa no 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM) para uma cela da unidade 1 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1). A acomodação atual cumpria determinação legal, que prevê detenção em tal acomodação para quem é portador de diploma do curso de direito.

A transferência foi realizada na tarde desta terça-feira (24) e, antes de ser levado para a unidade prisional, ele foi encainhado até o Instituto Médico-Legal (IML), onde passou por exames para constatar a integridade física do advogado. Agora com a condenação o advogado perde direito a cela especial e todo cuidado será tomado apenas para que ele não seja vítima de retaliação de outros presos. No código da cadeia, pedófilo sofre assédio e estupro. O diretor da PEL deve acomodar Marcos Colli em uma cela isolada.

A condenação em primeira instância – referente a um dos quatro processos que ele responde na Justiça pela acusação de pedofilia -, saiu na última quarta-feira (18). Além da pensa de reclusão, ele também foi punido com 645 dias-multa, ou seja, cerca de R$ 15 mil.

As acusações formalizadas contra ele são de abusar sexualmente de várias crianças e adolescentes, especialmente moradoras da periferia, filmando e fotografando os estupros. Ele teria dado presentes às vítimas em troca de sexo.

Marcos Colli já foi candidato a vereador e a prefeito de Londrina. Quando foi preso, ele exercia o cargo de assessor da presidência da Câmara Municipal e era presidente do Partido Verde.

A expectativa, nesta semana, é que a 6ª Vara Criminal deva divulgar outras três sentenças contra Colli.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *