Cesta básica encareceu demais

A banana teve aumento vertiginoso no preço. Batata inglesa subiu e ainda não normalizou o preço. Cebola continua com valor acima da média dos últimos tempos. Em virtude das chuvas, hortaliças dispararam. Comprar está cada vez mais caro em qualquer rede supermercadista. As promoções são diárias, em setores diferentes. E o consumidor corre para aproveitar de alguma forma, algum produto que possa equilibrar seu orçamento.

Não há preços tabelados. Já passou a época do congelamento de preços. É a lei da oferta e da procura que prevalece. Com o dólar em alta, o óleo de soja teve majoração significativa na sua embalagem de 900 Ml.  Os laticínios igualmente apresentaram altas importantes e o setor de carnes bovinas levou junto, no aumento dos preços, os suínos e também aves. Está difícil para a dona de casa comprar a cesta básica com os mesmos produtos, gastando o que tinha para essa despesa há alguns meses atrás.

Uma desaceleração aqui e ali até chega a ser comemorada pela equipe econômica, mas não tem grande significado para o assalariado e muito menos para o aposentado. A política do governo para o setor de petróleo e gás, não é benéfica para quem compra gás de cozinha ou abastece veículos a gasolina e álcool. Falar do preço do produto na refinaria é para inglês ver. E não há medida prática que tenha sido tomada para realmente conter a exploração no setor. Fica fácil verificar a diferença de preços nos últimos dois anos, com os números da Transparência do governo. Só não vê quem não quer. E o pior cego é o que não quer enxergar.

Paulo Guedes entrou no governo como uma esperança de mudança na política de sua pasta e até agora praticamente nada produziu. Reforma tributária permanece em alguma gaveta e só em casos de ameaça de greve, como a dos caminhoneiros, temos alguma ação de redução que o governo pode fazer para impedir um aumento que machucaria ainda mais a categoria. É pouco para quem prometeu tanto. Salários de primeiro escalão são estratosféricos, mas não ocorreu ação política para impedir que haja tamanha distância entre os ganhos de ministros e de contribuintes do INSS que podem chegar a uma aposentadoria, cumpridas todas as exigências, pouco maior do que R$ 6.000,00.

Não se espera o fim do Bolsa Família. Nem que haja extinção da pobreza em um mandato de governo que não roube. Porém, se esperava mais do que aconteceu até aqui em Fevereiro de 2021. O Brasil está quebrado? Não! Suas reservas foram reduzidas? Sim… mas há compromissos sociais que precisam ser cumpridos. Ainda na Pandemia do Coronavírus, a extinção do Auxílio Emergencial para quem vinha recebendo, é uma perda importante. Após estabelecer uma calmaria política, elegendo seus candidatos nas duas casas do Congresso, aguarda-se um plano de governo que justifique o voto de milhões de brasileiros que elegeram Jair Messias Bolsonaro.

Antenor Ribeiro – Destak News

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