Atentado em jornal francês mata 12

Subiu para 12 o número de pessoas mortas, incluindo dois policiais, e várias feridas no ataque promovido hoje (7) contra os escritórios do jornal satírico francês Charlie Hebdo.

O presidente francês, François Hollande, qualificou o ataque de hoje contra um jornal satírico francês de “atentado terrorista” de “extrema barbárie” e divulgou um balanço de 12 mortos e quatro feridos em estado crítico.

O ataque foi feito por dois homens armados e encapuzados que entraram no hall da redação do jornal e dispararam pelo menos uma arma automática, segundo fontes citadas pelos jornaisNouvel Observateur, Libération e Le Figaro.

A presidência francesa informou que o presidente, François Hollande, se dirigia para o local e convocou uma reunião do gabinete de crise para às 15h (horário local).

As autoridades elevaram o nível de alerta de segurança na região parisiense para o máximo.
Uma pessoa disse que dois homens “armados com um [fuzil] kalashnikov e um lança-foguetes” atacaram o edifício, no centro de Paris, e “trocaram tiros com as forças de segurança”.

A redação do jornal satírico, publicado semanalmente, já tinha sido atacada em novembro de 2011, quando um incêndio de origem criminosa destruiu as suas instalações.

Esse incidente ocorreu depois de o jornal publicar um número especial sobre as primeiras eleições na Tunísia após a destituição do Presidente Zine el Abidine Ben Ali, vencidas pelo partido islâmico Ennahda, no qual o profeta Maomé era o “redator principal”.

O jornal tornou-se conhecido em 2006 quando decidiu republicar charges do profeta Maomé, inicialmente publicados no diário dinamarquês Jyllands-Posten e que provocaram forte polêmica em vários países muçulmanos.

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