Ação petista sob investigação

MP quer investigar ações petistas nas eleições 2018

O procurador regional eleitoral de minas Gerais, Bruno Nominato, pediu à Justiça Eleitoral acesso aos dados cadastrais de usuários de dois aplicativos suspeitos de serem usados em um esquema de pagamento de influenciadores digitais para fazer campanha a candidatos do PT nas redes sociais, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato.

Nominato quer que as empresas Apple e Twitter revelem no prazo de 48 horas a identidade de usuários cadastrados nos aplicativos Follow e Brasil feliz de Novo, desenvolvidos por uma empresa do deputado federal e candidato a senador Miguel Corrêa (PT-MG) para disseminar notícias favoráveis à esquerda e ao PT na internet. Corrêa nega irregularidade. O Jornal “O GLOBO” revelou que 14 candidatos petistas e também do PR tiveram conteúdo de campanha divulgado pelos aplicativos. Segundo a reportagem, um funcionário da empresa Follow disse em um vídeo que pagaria até R$ 1.000 (um mil reais) para ativistas que aceitassem divulgar em seus perfis nas redes sociais, especialmente no Twitter, notificas favoráveis aos candidatos selecionados através dos aplicativos.

Segundo a Procuradoria, o objetivo do pedido é identificar os verdadeiros autores das postagens para que eles possam ser convocados a depor pelos promotores eleitorais que vão investigar o caso.

Este episódio ganhou repercussão no fim de semana depois da publicação de uma série de posts exaltando a gestão do governador do Piau, Wellington Dias (PT), candidato à reeleição. Segundo resolução do Tribunal Superior Eleitoral, é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca como tal e contratado exclusivamente por partidos políticos, coligações e candidatos e seus representantes.

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