Bloqueios em rodovias continuam

Apesar de um anunciado acordo que teria sido firmado entre o governo e caminhoneiros na quarta-feira (25), a categoria mantém diversos pontos de rodovias federais parcialmente ou totalmente bloqueados na manhã desta quinta-feira (26). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio Grande do Sul, há 27 trechos interditados pelos manifestantes nas BRs-101, 116, 158, 285, 386, 392, 468, 470 e 272.

Em Santa Catarina, ainda há 11 pontos de bloqueios com interdição parcial das pistas. Os caminhoneiros ocupam trechos das BRs-116, 282, 470, 158 e 163.

Na BR-163, em Mato Grosso do Sul, manifestantes bloqueiam os quilômetros 256, 267 e 270, em Dourados, e os quilômetros 614 e 618, em São Gabriel do Oeste. Na BR-463, no quilômetro 102, em Ponta Porã, também há interdição total.

Em Mato Grosso, dez interdições iniciadas ontem (24) continuam nas BRs-364, 163 e 70. Segundo a PRF, os manifestantes estão liberando a passagem de caminhões com carga viva e produtos perecíveis, carros de passeio e ônibus.

Pela proposta apresentada ontem, o governo promete sancionar a Lei dos Caminhoneiros sem vetos, prorrogar por 12 meses o pagamento de caminhões por meio do Programa Procaminhoneiro, além da criação, por meio de negociação entre caminhoneiros e empresários, de uma tabela referencial de frete. Nesse item, os representantes dos caminhoneiros pediram que o governo atue na mediação com os empresários.

As manifestações dos caminhoneiros, que tiveram reflexo em mais de dez estados, já provocam desabastecimento de combustível e alimentos em algumas cidades.

O líder dos caminhoneiros, que encabeçou o movimento sem recorrer a sindicato, associação ou confederação da categoria, critica o tipo de acordo anunciado e quer avanços. Em seu entendimento se o caminhoneiro ceder agora, continuará “pagando para trabalhar”, já que o valor do diesel não deixa margem de lucro com o valor do frete pago. O governo, por sua vez, parece intransigente com relação ao preço do diesel e anunciou que não reduzirá a Cide sobre o produto.

Com este impasse cresce a ameaça de desabastecimento em alguns pontos do país. O Brasil, com sua malha rodoviária extensa, precisa do transporte terrestre e sua interrupção gerará certamente prejuízos em várias áreas.O temor maior dos cidadãos é com relação aos gêneros alimentícios. A falta de combustível em algumas cidades já preocupa. Há também maus empresários que já usam a crise para aumentar seus lucros e o Procon se mantém atento à espera de denúncias.

Antenor Ribeiro – Destaknews

Com informação da Ag. Brasil

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