Greve dos Correios continua

Greve continua em todo o país

Em assembleia na segunda-feira (23) à tarde, em frente ao Ministério das Comunicações, funcionários dos Correios decidiram pela continuidade da greve iniciada no último dia 17. Os trabalhadores marcaram um protesto para amanhã (24), às 16h, em frente ao Ministério do Planejamento, de onde partirão em passeata até a rodoviária do Plano Piloto e, em seguida, distribuirão carta aberta pedindo apoio da população.

A pauta da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) reivindica aumento de 15% e a reposição de perdas salariais no período 1994 a 2002, calculadas em 20%. Os empregados da ECT querem mais segurança nas agências, manutenção do plano Correios Saúde, implementação de Plano de Cargos Carreiras e Salários. Além disso, pedem a contratação de 10 mil funcionários e redução de jornada de trabalho dos atendentes para 6 horas.

“Queremos sensibilizar o governo a retomar as negociações para podermos avançar na nossa pauta”, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno e diretora da Fentect, Amanda Gomes Corsino. Ela explicou que o piso salarial da categoria é o menor entre todas as estatais (R$1.004) e que a quantidade de funcionários não é suficiente para atender à demanda da população.

TST determina manutenção de 40% dos empregados dos Correios em atividade durante greve

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Eizo Ono determinou a manutenção das atividades de pelo menos 40% dos empregados dos Correios em cada unidade da empresa durante o período de greve, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A decisão foi publicada hoje (23) no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. O ministro foi sorteado como relator do dissídio coletivo instaurado pelos Correios contra federações dos trabalhadores.

Os Correios pediam na Justiça a manutenção de 80% das atividades, mas o ministro Eizo Ono considerou que o limite “ensejaria quase que a normalização dos serviços prestados pela ECT, a frustrar o exercício do direito fundamental dos empregados à greve”. A manutenção de 40% das atividades, segundo o ministro, visa a prestação de serviços indispensáveis, os quais sindicatos, empregados e empregadores estão obrigados a garantir em caso de greve.

A empresa e os representantes dos funcionários não negociam desde o dia 17, quando a reunião de mediação entre os Correios e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), terminou sem acordo.

Entre as reivindicações dos trabalhadores está o aumento real de salário de 15%, além de uma recomposição da inflação de 7,13%. Os Correios ofereceram reajuste de 8% no salário, sendo 6,27% de recomposição da inflação e 1,7% de ganho real, e de 6,27% nos benefícios.

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