Secretário do Trabalho denuncia esquema na pasta

MP deve investigar possível esquema de propina na pasta do Trabalho

Empossado no início de agosto, juntamente com a equipe da nova administração de Londrina, o Secretário do Trabalho, Rodrigo Carlo Sotille, denunciou um contrato suspeito com empresa Brasilserv.
A denúncia foi levada ao prefeito José Ribeiro e com cópia para conhecimento do Ministério Público de Londrina, que deverá investigar mais um possível caso de corrupção na administração do prefeito cassado Barbosa Neto (PDT). Há suspeita dea cobrança de propina na Secretaria de Trabalho e Emprego, quando era titular da pasta Neiva Vieira. O contrato suspeito, de R$ 25,5 mil mensais com a empresa Brasilserv, sediada em Campo Grande (MS), foi rompido na última sexta-feira. Pelo contrato, a empresa disponibilizava 14 funcionários que faziam o atendimento direto ao público, encaminhando para vagas de trabalho ou o pedido de seguro-desemprego. A princípio o secretário já estranhou uma empresa do Mato Grosso estar à frente deste trabalho. E passou então a ”investigar” a empresa em 13 de agosto, quando funcionários terceirizados denunciaram estar com os salários atrasados. O secretário tomou conhecimento, então,  que a empresa não depositava o FGTS, não contribuía com o INSS e não havia registro no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) dos funcionários.
Em sua investigação particular o secretário descobriu que quase todos os números de telefone disponibilizados pela empresa estavam desativados. O único que atendeu era de uma lan house, sem relação com a Brasilserv. ”Fiz um relatório e encaminhei ao prefeito e ao Ministério Público”, esclareceu. ”Não poderia admitir que uma Secretaria do Trabalho empregasse pessoas sem as garantias trabalhistas.”

O secretário manteve contato com dois representantes da empresa para exigir que fosse efetuado o pagamento dos salários atrasados. Então, os empresários teriam sugerido manter um ”pedágio”, conforme seria prática na gestão da ex-secretária Neiva Vieira para que as parcelas mensais não sofressem atraso. Essas conversas telefônicas entre Sotille e os empresários teriam sido gravadas.

O assunto deve ser alvo de investigação do Ministério Público, que por enquanto não se pronunciou a respeito.

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