Assad vê Rússia como aliada

Assad agradece a Putin apoio contra ação armada na Síria

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente da Síria, Bashar Al Assad, agradeceu o apoio do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Ele se referiu aos esforços de Putin para impedir a operação armada na Síria, como defendem os Estados Unidos, com o apoio do Reino Unido e da França. A informação foi dada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria (equivalente ao das Relações Exteriores), Walid Al Muallem.

Na semana passada, durante a Cúpula do G20 (que engloba as maiores economias mundiais), na qual estavam presentes os principais líderes políticos do mundo, o presidente russo condenou a ação militar na Síria e disse que a operação deveria ter a autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Síria conta ainda com o apoio da China, do Irã e da Venezuela.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu a dificuldade em obter a autorização do Congresso norte-americano para a intervenção militar na Síria. Ele alega que a operação deve ocorrer em reação aos ataques químicos que mataram mais de 1.000 pessoas. Segundo Obama, o governo Assad coordenou os ataques.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa

Putin admite apoiar EUA se for comprovado ataque químico

Daniel Lima e Renata Giraldi*
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, admitiu hoje (4) a possibilidade de apoiar uma ação militar, comandada pelos Estados Unidos, na Síria, se for comprovado que o governo do presidente Bashar Al Assad usou armas químicas contra civis. A intervenção militar na Síria divide opiniões entre os líderes internacionais. O Brasil se manifestou contrário à ação.

Putin condicionou, porém, sua decisão à aprovação da iniciativa pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. O órgão vai se reunir para discutir o tema, mas a data ainda não foi definida. O presidente norte-americano, Barack Obama, diz que a intervenção só ocorrerá se o Senado aprovar a medida. A previsão é que a votação ocorra no próximo dia 9.

O presidente russo reiterou que não dispõe de informações precisas sobre os ataques com armas químicas na Síria, no último dia 21. Imagens divulgadas por organizações não governamentais mostraram que cerca de mil crianças, adolescentes e mulheres foram mortos nos ataques.

O presidente da Rússia defendeu um estudo minucioso sobre o que ocorreu na Síria. Um grupo de peritos das Nações Unidas esteve no país para verificar a situação e o resultado da perícia é aguardado pela comunidade internacional.

“Estaremos convencidos por um estudo profundo da questão e pela existência de provas que sejam óbvias e que possam mostrar claramente quem aplicou e quais ferramentas foram usadas. Depois disso, estaremos prontos para agir de maneira mais forte e séria”, disse Putin.

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