Que pena!

E o Chico Buarque não é mais o mesmo. Eu gostava de suas músicas. Uma poesia simples, mas entremeada de crítica política, que caia na alma da gente, nos anos 70, como a chuva na terra seca do sertão. Hoje, o Chico parece que desanimou. Ou ficou cego, o que é pior. Procurei uma música mais recente do Chico, em que ele pudesse estar pedindo apuração dos fatos lamentáveis do “Mensalão”, que dá uma rima sensacional e não encontrei em nenhuma página de jornal ou num pedaço de papel de pão. Vasculhei na internet e encontrei umas fotos de 2010, dele ao lado da Dilma, apoiando… e parece que valeu o apoio, para que a Cristina Buarque tivesse sua boquinha no governo. Nada além…

Cadê você, Chico…? “Apesar de você… amanhã há de ser outro dia!”
Procurei alguma declaração sobe o movimento das ruas, que merece o aplauso de quem não compactua com a corrupção, o abuso de autoridade, o roubo descarado, a injustiça, e não encontrei nem uma linha assinada pelo Chico. Espero que esteja bem de vida. Gravou muitos discos, CDs, DVDs, teve composições maravilhosas gravadas por muitos e deve receber do ECAD. Não precisa nem da Bolsa Família que o governo que ele apoia dá. “Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague!”
No Rio, que continua lindo, Chico deve estar vendo a Banda passar, sem sair do alpendre. Talvez seja vizinho do governador… coma na mesma mesa, beba da mesma água. São do mesmo bloco de apoio a este governo que agora vem mostrar que o país está “muito melhor”, com esse IDHM que aponta números questionáveis. Que pena!

Antenor Ribeiro – Destaknews

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