Protestos no Egito matam 33 e ferem milhares

Protestos se intensificam no Egito, deixando 33 mortos e 1,8 mil feridos

Os embates entre policiais e manifestantes, no último fim de semana, no Egito provocaram pelo menos 33 mortes e deixaram 1,8 mil pessoas feridas. Os números se referem apenas aos confrontos registrados na Praça Tahrir, no Cairo, na capital egípcia. Os manifestantes reivindicam o fim do regime militar, instaurado desde a saída do poder do então presidente egípcio Hosni Mubarak, há nove meses.

Os protestos continuavam na segunda-feira pelo terceiro dia consecutivo no Cairo. Os manifestantes exigem a renúncia do chefe do Conselho Supremo das Forças Armadas e principal dirigente do país, o marechal Hussein Tantaoui. Para dispersar as pessoas que ocupavam a praça, foram usados balas de borracha, gás lacrimogêneo e golpes de cassetetes.

As manifestações se estendem da Praça Tahrir até as imediações do Ministério do Interior. A onda de violência começou no dia 19, uma semana antes das primeiras eleições legislativas no país (marcadas para o dia 28) desde a queda de Mubarak, em 11 de fevereiro deste ano.

 

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