Paralisação dos caminhoneiros afeta vários setores

Os caminhoneiros entraram nesta quinta-feira (24) no quarto dia de manifestações contra o preço elevado dos combustíveis. Na noite da quarta-feira (23), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou uma redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias. A decisão, segundo ele, busca contribuir com uma possível trégua no movimento da categoria. O anúncio, no entanto, não foi bem recebido pelo categoria, que algo mais consistente e sem essa temporariedade.

Em Londrina, Norte do Paraná, diversos postos em todas as regiões da cidade, estão fechados pela falta de produtos para comercialização. Alguns abusos nos preços foram notados na quarta-feira e a orientação é para que se peça a nota fiscal de venda ao consumidor, que é obrigatória e posteriormente se procure o órgão de proteção ao consumidor, que é o Procon. Outros poderão encaminhar a denúncia diretamente ao Ministério Público.

Em Brasília, há registros de postos fechados, com estoque de combustível zerado. Em São Paulo, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do estado, José Alberto Paiva Gouveia, informou que, desde o início dessa quarta-feira (23), os postos de abastecimento do estado não receberam combustível, e há estoque para operar só por até três dias. No Rio de Janeiro, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Município (Sindcomb), ao menos metade dos postos da capital estará, nesta quinta-feira, sem algum dos três combustíveis: gasolina, diesel ou etanol.

Ainda no Rio, os produtos comercializados nas Centrais de Abastecimento (Ceasa), principal centro de distribuição de hortifrutigranjeiros no estado, já registram grande alta de preços. Em São Paulo, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) informa que as paralisações já causam desabastecimento nos supermercados, em especial nos itens hortifrutigranjeiross, que são perecíveis e de abastecimento diário.

Há movimento no setor político para que se reveja a política de reajuste dos combustíveis como um todo, já que causa revolta na população saber que o Brasil exporta para países vizinhos a preços bem inferiores aos praticados no varejo brasileiro. E com isso o consumidor acaba apoiando o movimento dos rodoviários, que fecham estradas e impedem circulação de mercadorias até mesmo pelas vias férreas.

O temor das donas de casa é pelo desabastecimento dos gêneros alimentícios.

Antenor Ribeiro – Destaknews

Com Ag. Brasil

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