Operação da PF prende em Londrina

O advogado Tiago Cedraz, filho de Aroldo Cedraz, ministro do Tribunal de Contas da União, é alvo da quarta fase da Operação Registro Espúrio deflagrada nesta terça-feira pela polícia Federal. O ministro não é investigado. O escritório Cedraz Advogados disse que “confia no esclarecimento dos fatos e espera que prevaleça a lei acima de qualquer perseguição pessoal”.

A operação, autorizada pelo STF, investiga supostos desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário, administrada pelo Ministério do Trabalho, que nos últimos anos teve ministros ligados a partido que apóiam o governo, como Carlos Luppi, PDT. Segundo as investigações, os desvios chegam a R$ 9 milhões. A Conta é alimentada com contribuição sindical e integra o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que custeia benefícios ao trabalhador como, por exemplo, o seguro-desemprego e o abono salarial. O apartamento e o escritório de Tiago Cedraz foram alvos de mandados de busca. O sócio dele, Bruno de Carvalho Galiano, é alvo de mandado de prisão temporária. A PF chegou a pedir a prisão também de Tiago Cedraz, mas o Supremo negou. Ele é investigado pelos supostos crimes de peculato e corrupção ativa.

Em Londrina, nesta operação, também foi preso Mauri Viana Pereira, que é presidente da Fenatracoop, Federação Nacional dos Trabalhadores Celetistas nas Cooperativas do Brasil. A Fenatracoop disse que irá prestar todas as informações necessárias assim que o departamento jurídico da entidade tiver acesso à integra do processo. No total a PF cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e 9 de prisões temporárias em Brasília, Goiânia, Anápolis, São Paulo e Londrina.

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