Termina rebelião no 2º DP

Em Londrina, Norte do Paraná, presos do 2º Distrito Policial começaram, na manhã desta quarta-feira (16), uma nova rebelião na carceragem. De acordo com informações de repórter da Rádio Paiquerê AM, um tiro teria sido disparado e um carcereiro foi feito refém dos detentos. O distrito está superlotado há algum tempo e mesmo com a transferência de alguns presos para o 5º DP, na região Norte, a situação ainda é crítica.

Com disparos de tiros, o carceiro foi atingido de raspão no braço. Uma tensa negociação foi entabulada e os presos quiseram a presença da imprensa, permitindo que o apresentador Cid Ribeiro, da Tv, fosse intermediador.A principal reivindicação dos presos era a transferência de presos, por conta de superlotação. O Distrito tem capacidade para 122 pessoas, mas abriga  atualmente 375.
As conversas foram intermediadas pelo capitão Paulo Silotto, pelo delegado-chefe da 10ª SDP, Márcio Amaro, e pelo comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Samir Geha. Devidamente protegido por colete a prova de balas, o apresentador ouviu a reivindicação dos presos e aproximadamente meia hora depois as armas foram entregues. O carcereiro foi libertado e recebeu atendimento médico. Com o fim da rebelioão, policiais cvis entraram nas galerias para revistar todas as celas em busca de outras armas e também drogas.

Aparentemente as revistas realiadas no 2º DP são superficiais, pois as armas utilizadas pelos detentos não foram detectadas na entrada.

 

Um comentário em “Termina rebelião no 2º DP

  • 16 de Maio de 2012 em 1:39 pm
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    Neste momento está ocorrendo uma rebelião no 2º DP, devido a superlotação e a forma desumana em que se encontram os presos. Não foi por falta de tentativa por parte do CDH – Londrina, houve visita (com a presença da imprensa inclusive) naquele estabelecimento, fizemos reuniões com as entidades da sociedade civil e de classe, elaboramos documentos pedindo providencias para que se transferissem os presos doentes e os que já se encontram condenados para outras cadeias. E até hoje NÃO houve nenhuma resposta da Juiza da VEP – Vara de Execuções Penais e muito menos do Governo do Estado, para que se resolvesse o problema…. O Resultado está ai. Rebelião. Dai eu sou obrigado a escutar de manhã cedo, comentarios de gente desinformada, que só sabe criticar. Triste….
    Almir Escatambulo

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