Mínimo de R$ 1.006 e máximo de R$ 39 mil

Com a possibilidade de o salário Mínimo para 2019 ser fixado em R$ 1.006 (um mil e seis reais), e a possibilidade de o Presidente Temer elevar de R$33 mil para R$39 mil o salário dos Ministros do Supremo, é de se perguntar por que tratamento tão desigual.

Óbvio está que é possível se ter o maior e o menor salário definidos por lei. Porém, esta lei parece não contemplar as mesmas necessidades daqueles que receberão os salários. Para a sobrevivência com o mínimo se pressupõe que o assalariado também será usuário e consumidor de água, energia elétrica, transporte, moradia, alimentação, vestuário. Tem despesas fixas que precisa honrar mensalmente. Raciocinando com apenas um indivíduo e não uma família fica difícil de acreditar que o valor estipulado em proposta para o ano de 2019 seja suficiente.

Para sobreviver com um mil e seis reais, proposta do governo atual para o salário mínimo, o cidadão terá que “rebolar”,como se diz popularmente. O comparativo pretendido apenas revela que o percentual de reajuste pedido pelos ministros, está muito além do acenado pelo governo para quem trabalha duro, levantando cedo, voltando tarde para casa, usando transporte público, saúde pública deficiente, sem escola de qualidade para os filhos, sem segurança adequada nas grandes cidades brasileiras… e sem defensores verdadeiros de sua causa no Congresso Nacional.  E a estranheza se torna maior quando os que querem a elevação do seu maior salário de R$33 para R$39 mil, são os que devem promover a Justiça no país.

Antenor Ribeiro – Destaknews

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