Justiça afasta prefeito de Rolândia e outros

Prefeito de Rolândia é afastado do cargo

Luiz Francisconi, prefeito da cidade de Rolândia, a trinta quilômetros de Londrina, Norte do Paraná, foi afastado do cargo pela Justiça. Além dele, oito secretários municipais e uma servidora de carreira da Prefeitura foram igualmente afastados de suas funções e devem ser monitorados por tornozeleira eletrônica a pedido do do MP, que deflagrou a operação na manhã deste dia 10 de Setembro, contra suposto esquema de fraudes em licitações e pagamentos de propina. Duas empresas do mesmo grupo também estariam envolvidas. O valor de direcionamentos de contratações ultrapassariam os R$ 7,8 milhões e pagamento de propinas foi, de acordo com os promotores, mais de R$ 236 mil.

De acordo com informações do MP, foram afastados dos cargos o prefeito Luiz Francisconi (PSDB), o chefe de gabinete, Victor Hugo da Silva Garcia; os secretários municipais Dário Campiolo, Cláudio Pinho, Fernando Pina. Rosana Alves e Vanderlei Massussi; o procurador-geral do município, Carlos Frederico Viana Reis e o subprocurador Lucas Fernando da Silva; e ainda a servidora de carreira Carolina Erdei Garcia, mulher do chefe de gabinete e lotada na secretaria de Cultura.

Também serão monitorados os empresários Edgar Fernando e Euclides Antonio Rufatto, do grupo Somopar e Jeferson marques da Silva, da Vysa Transportes. Todos os investigados estão proibidos de manterem contato entre si, colaboradores e testemunhas.

A ação foi deflagrada apelos núcleos londrinenses do GAECO, e do Gepatria, após uma investigação executada entre dezembro de 2017 e Julho deste ano.

Há indícios de que Francisconi e alguns secretários teriam recebido R$ 150 mil em propina, que resultou em uma licitação datada de 2016 com cláusulas que restringiam a cessão de um barracão do município à Empresa SMP, que faz parte do grupo Somopar/Rufato. Durante as investigações foram apreendidos cheques das Somopar depositados nas contas de três secretários municipais.

A investigação detectou também contrato de prestação de serviços de transporte público e escolar com indícios de superfaturamento e pagamentos por serviços não restados; cobrança de propina a empresa de metalurgia que teria, como contrapartida, prioridade nos pagamentos realizados e direcionamento em contratações posteriores e uso da empresa para desvios de recursos públicos, com adoção de notas fiscais falsas. A emissão de notas falsas também foi adotada na contratação de empresa de locação de som para justificar o aluguel de brinquedos para o Dia do Trabalhador sem formalidades legais.

Antenor Ribeiro – Destaknews

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