Jordânia quer vingança contra Estado Islâmico

Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar

 

A execução do piloto jordaniano Maaz al-Kassasbeh por militantes do Estado Islâmico (conhecido pela sigla ISIS) uniu o povo e políticos do país. A avaliação é da jornalista jordaniana Taghreed Risheq, repórter especializada em política externa do jornal Alghad, baseado em Amã. “Os jordanianos estão furiosos. Eles querem vingança”, disse hoje (5) em entrevista à Agência Brasil.

Segundo ela, mesmo os muçulmanos sunitas do país que ainda apoiavam a ofensiva do ISIS na Síria e no Iraque mudaram sua opinião. “Até mesmo aqueles que eram contra a participação da Jordânia na coalizão [de países contra o ISIS], agora estão favoráveis ao aumento da participação do país [na coalizão]”, afirmou Taghreed.

Ontem (4), após a publicação do vídeo que mostra a execução do piloto, o rei da Jordânia, Abdullah II prometeu uma resposta severa ao grupo. Segundo a jornalista, os partidos políticos se uniram em torno dessa causa.

Segundo ela, há um receio de que militantes possam promover atentados em solo jordaniano, como uma resposta aos ataques prometidos pelo rei. Mas, ao mesmo tempo, há uma crença na polícia e no Exército da Jordânia para impedir tais tentativas.

O ISIS ocupa vastas áreas da Síria e do Iraque, dois países que fazem fronteira com a Jordânia. Para Taghreed, a atuação do Estado Islâmico tem provocado muitos problemas para seu país, principalmente financeiros, já que o governo jordaniano teve que lidar com milhares de refugiados iraquianos e sírios em seu território.

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