Mortes durante trégua

Pelo menos 22 palestinos morreram e cerca de 150 ficaram feridos depois de uma sequência de ataques do Exército israelense na Faixa de Gaza, quando se imaginava viver uma trégua trégua humanitária.

De acordo com o porta-voz dos serviços de emergência, Ashraf Al Qudra, 15 pessoas morreram e 150 ficaram feridas num ataque a um mercado movimentado no bairro de Chajaya, entre a Cidade de Gaza e a fronteira israelense.

Antes, um ataque aéreo israelense, no sudeste da Faixa de Gaza, matara sete palestinos.

Ambos os ataques ocorreram durante a trégua humanitária de quatro horas anunciada por Israel, a partir das 15h locais (9h, no horário de Brasília) e que foi considerada um golpe publicitário pelo movimento de resistência islâmica Hamas.

O Exército israelense alertou, no entanto, que a trégua não se aplicaria às zonas onde os soldados “estão atualmente envolvidos nas operações”.

Balanço negativo da terça

Segundo agências internacionais, ao menos 100 palestinos morreram nesta terça-feira (29) em bombardeios de Israel contra a Faixa de Gaza, em um dia violento no qual o Exército israelense intensificou sua campanha contra símbolos do Hamas no enclave palestino.

Os números elevam as vítimas fatais do conflito a 1.156 palestinos, segundo o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Kidra.

Desde 8 de julho, quando a ofensiva começou, Israel contabilizou 56 mortos, sendo 53 soldados e três civis.

Nesta terça, uma autoridade da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) anunciou  que os movimentos palestinos – incluindo o Hamas – estão prontos para uma trégua humanitária de 24 horas. Israel, porém, demonstra intenção de continuar atacando, já que em ocasião anterior o Hamas demonstrou intenção de não cessar suas atividades.

Segundo informou a uma agência Yasser Abed Rabbo, secretário-geral da OLP, Israel deve aguentar as consequências caso rejeite o chamado.

“A Autoridade Palestina, o Hamas e a Jihad estão dispostos a uma trégua humanitária de 24 horas e examinam com espírito positivo uma proposta da ONU para um cessar-fogo de três dias no conflito com Israel”, disse ele. Proposta anterior de Israel e da ONU também teve negativa dos palestinos. E com estes desencontros o número de vítimas vai aumentando no conflito armado.

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