Gilberto Carvalho sai para fazer campanha

Alguns ministros do governo estão deixando seus cargos momentaneamente para se dedicar à campanha eleitoral nos estados ou à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Filiados ao PT, pelo menos três chefes de pasta já estão de licença ou férias, ou vão entrar nos próximos dias, como é o caso do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência. O londrinense deve entrar de cabeça na campanha, onde a candidata à reeleição tem perdido terreno para a adversária Marina Silva. Um dos fundadores do PT no Paraná, ele deverá ajudar na campanha de Gleisi Hoffmann no Paraná. A candidata do PT é terceira colocada nas pesquisas.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria-Geral, o ministro se afasta nesta segunda-feira (8), retornando, em princípio, após o primeiro turno das eleições. O despacho da presidenta Dilma com a concessão das férias deve sair nos próximos dias no Diário Oficial da União. Em matéria da Folha de São Paulo desta sexta-feira, o ministro Gilberto Carvalho aparece como autor de telefonema para um motorista da Presidência da República, que estaria disposto a procurar o Ministério Público Federal para falar sobre ação suspeita do Presidente do Banco do Brasil. O ministro tentou demover o motorista “Ferreirinha” da idéia, mas não logrou êxito.

Autorização semelhante foi publicada na última quarta-feira (3) em favor do ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, que também tem vínculo com Londrina, onde foi secretário municipal em administração petista. Segundo sua assessoria de imprensa, o ministro fica fora de 3 a 12 de setembro. Paulo Bernardo é casado com Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil que concorre ao governo do Paraná pelo PT.

No ministério do Desenvolvimento Agrário, a informação é que o ministro Miguel Rossetto vai sair de licença, mas a assessoria de imprensa ainda não especificou o período. Rossetto esteve nesta manhã em Esteio (RS), onde participa, ao lado de Dilma, da abertura da 37ª Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários.

Já Ricardo Berzoini, ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, ainda não decidiu se vai deixar o cargo para se dedicar à militância, mas ele não descarta a possibilidade. Como entrou há pouco tempo na pasta, no final de março, o ministro teria de deixar o cargo, e não somente entrar de férias.

Antenor Ribeiro – Destaknews

Com informação da Ag. Brasil e Folha de São Paulo

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