Partes de corpos encontrados nos entulhos

Partes de corpos de vítimas são encontradas nos entulhos dos prédios que desabaram no centro do Rio

Rio de Janeiro – O secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, Sergio Simões, confirmou a localização de partes de corpos de vítimas do desabamento nos entulhos levados para um terreno às margens da Rodovia Washington Luiz, que liga o Rio de Janeiro a Petrópolis.

“Encontramos despojos que podem ser importantes para propiciar o reconhecimento de um corpo”, disse Simões, após culto ecumênico na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, no centro da cidade.

Simões declarou que ainda é possível encontrar corpos de vítimas no local do desmoronamento, em uma área junto ao anexo do Theatro Municipal que ainda não foi vasculhada. “Aqui passamos a considerar o improvável. Temos que ter absoluta certeza que não tem nenhum corpo aqui.”

Pertences encontrados em escombros no Rio devem ficar sob a guarda do estado e município

O Tribunal de Justiça fluminense determinou que o estado e o município do Rio de Janeiro sejam responsáveis pela guarda e devolução de pertences encontrados nos escombros dos três prédios que desabaram na semana passada. A decisão é da juíza Angélica dos Santos Costa, do Plantão Judicial.

A Justiça também determina que as autoridades estaduais e municipais guardem os corpos de vítimas do desabamento e os coloquem à disposição dos parentes, para que sejam identificados. Outra determinação é que as autoridades permitam que representantes dos interessados acompanhem o trabalho de triagem dos entulhos.

Segundo os bombeiros, alguns corpos podem ter sido levados, equivocadamente, junto com os destroços para o depósito da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb).

O pedido à Justiça foi feito por advogados do escritório Blatter e Galvão, que funcionava no 13° andar de um dos prédios que desabaram. Ana Betiza, advogada do escritório, disse que há um descaso das autoridades com relação à guarda dos pertences.

“Há um desencontro de informações e um descaso total das autoridades. Não só em relação aos pertences, como também a alguns corpos, que estavam sumidos. A verdade é essa”, disse.

Advogados do escritório decidiram criar a Associação de Vítimas da 13 de Maio (nome da rua onde ficavam os prédios que desabaram), que deve acompanhar os trabalhos de triagem dos entulhos.

 

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