BC intervém no mercado de dólar

O Banco Central vendeu na manhã desta segunda-feira a totalidade dos 14 mil contratos de swap cambial, ofertados em operação para rolagem de títulos que vencem em 1° de dezembro. A operação totalizou US$ 680,2 milhões.

Os contratos foram oferecidos com dois vencimentos. Para vencimento em 3 de novembro do próximo ano, foram vendidos 4,3 mil contratos, no valor de US$ 209,9 milhões. Para 4 de janeiro de 2016, foram negociados 4,7 mil contratos, no valor de US$ 470,3 milhões.

swap cambial é uma operação de câmbio em que há, simultaneamente, compra e venda de moedas. As operações do tipo são usadas para conter a alta do dólar e oferecer proteção (hedge) a empresas e bancos. Na sexta-feira (14), o dólar fechou acima de R$ 2,60 pela primeira vez desde 2005.

Alerta aceso

Em alta pelo terceiro dia seguido, a moeda norte-americana ultrapassou a cotação de R$ 2,60 e encerrou o pregão cotado a R$ 2,5940, com elevação de 0,07%, um dos maiores patamares da moeda norte americana em nove anos.

O Banco Central (BC) informou hoje (14) que fará, na segunda-feira (17), operações de swapcambial. Essas operações são usadas para suavizar a alta do dólar e oferecer proteção (hedge) cambial às empresas e instituições financeiras.

O leilão será para rolagem de contratos com vencimento em 1° de dezembro de 2014. As propostas serão recebidas das 11h30 às 11h40. O resultado será divulgado às 11h50. Serão ofertados 14 mil contratos, com vencimento em 3 de novembro de 2015 e 4 de janeiro de 2016.

Na quinta-feira o dia foi marcado pela volatilidade no mercado financeiro. No início da manhã, a cotação estava praticamente estável, mas a alta acelerou a partir das 14h. Por volta das 15h, a moeda chegou a ultrapassar R$ 2,60, mas diminuiu a alta perto do fim da sessão. O dólar acumula alta de 4,68% em novembro e de 10,47% no ano.

De acordo com analistas, a incerteza em relação à troca de ministros para o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff tem provocado turbulências no mercado financeiro. A instabilidade é agravada pelo cenário externo, principalmente depois que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, encerrou o programa de injeções de dólares na economia mundialmotivado pela recuperação do emprego nos Estados Unidos.

O dólar não tem caído apesar de o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) ter aumentado a taxa Selic (juros básicos da economia) para 11,25% ao ano. Em tese, os juros domésticos mais altos ajudam a derrubar o dólar porque ampliam a diferença das taxas brasileiras em relação às dos Estados Unidos, tornando o Brasil mais atrativo para os aplicadores internacionais.

Na Bolsa de Valores, a quinta-feira também teve perdas. O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a sessão com recuo de 2,14%. As ações da Petrobras, as mais negociadas, caíram 3,61% e puxaram a queda.

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