Descartado feminicídio em Londrina

Em Londrina o Instituto Médico Legal corrigiu as informações sobre as lesões encontradas no corpo da mulher que morreu após caiar de um prédio na área central da cidade, no mês de Junho. Com a retificação, a polícia Civil informou que não há prova de que tenha ocorrido um feminicídio.

Olga Aparecida dos Santos morreu aos cinqüenta e um anos de idade, após vizinhos e uma funcionária do prédio em que ela morava com o marido, presenciarem uma briga do casal. Um laudo foi divulgado cinco dias após a morte, informando que as lesões eram diferentes dos cortes feitos em uma cirurgia bariátrica à qual a vítima se submetera.

A polícia civil pediu um novo parecer sobre o laudo de necropsia do corpo de Olga após comparar fotos do corpo da à vítima feitas pelos legistas com outras imagens que ela tirou quando fez a operação de redução de estômago. As lesões eram nos mesmos lugares. “O IML corrigiu o laudo. Onde consta o termo “ferida incisa”, o médico legista corrigiu para “ferida contusa”, ou seja, aquelas que questionamos como sendo provocadas por arma branca, na verdade foram provocadas por queda”, disse a delegada Geanne Timóteo. O IML confirmou que foi feita a correção no laudo, mas não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

“No final, não vamos indiciar as pessoas que estavam sendo investigadas por que não há prova de que realmente tenha ocorrido crime. O que está mais contundente nesse caso é a probabilidade de suicídio, mas ainda estamos aguardando a conclusão dos demais laudos que ainda não ficaram prontos”, informou a autoridade policial.

Antenor Ribeiro – Destaknews

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