Defesa de Colli pretende alegar “parafilia”

Defensor de Marcos Colli constroi defesa baseada na “parafilia”

Segundo informação do site “odiario.com”, a defesa de Marcos Colli, ex-presidente do PV e ex-assessor da Presidência da Câmara Municipal de Londrina, pretende defender a tese de que seu cliente sofre de “parafilia”, que de acordo com o Manual de Classificação, Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiatra Americana (DSM-III-R: Diagnostic and Statistical Manual ofMental Disorders, American Apsychiatric Association, 1987) caracteriza-se por fantasias sexuais específicas, necessidades e práticas seuxias geralmente repetitivas e angustiantes para o indivíduo.

Ainda de acordo com o manual, as principais categorias deste tipo de desvio são a pedofilia, o exibicionismo, o sadismo e o masoquismo sexual, o voyeurismo, o fetichismo e ofrotteurismo.

A defesa do primeiro processo de Marcos Colli, acusado de estupro de vulnerável, deverá ser apresentada ainda na tarde desta segunda-feira (29). O advogado Mateus Vergara deverá sustentar que seu cliente é doente e que os pais foram coniventes com os crimes praticados. A primeira denúncia apresentada pelo Ministério Público aponta abusos de crianças de 6, 9 e 13 anos.

Apesar da perícia médica ainda não ter sido realizada, no caso em questão, o advogado irá defender que Colli é vítima dessa patologia chamada parafilia, termo utilizado para os transtornos da sexualidade. “Não é estratégia de defesa. É uma doença. Ele é tão vítima quanto as próprias crianças”, afirmou.

O advogado também vai levantar a hipótese de prostituição dos menores. “Este é o maior caso do Brasil de prostituição infantil dentro de uma mesma família”, comentou. De acordo com ele, a acusação ignorou a proteção das crianças. “O caminhão da acusação tomou um rumo tão violento que esqueceu de proteger as crianças”, disse.

Uma das vítimas, apresentada na segunda denúncia, teria sido abusada aos 13 anos. Hoje a jovem tem 24 anos. De acordo com o advogado, ela seria tia das crianças que o MP arrolou como vítimas no caso Marcos Colli.

A defesa chegou a pedir a unificação das denúncias apresentadas, no entanto, teve pedido negado pela justiça. A intenção é que o recurso seja impetrado nos próximos dias. O advogado alega que é preciso julgar apenas um processo com a junção de todas as vítimas. “Se a própria promotora alega que encontrou a ponta do iceberg, o iceberg é um só”, disse.

Para o MP, esta é uma manobra para atrasar o julgamento do caso, bem como o momento de propor um eventual pedido de soltura do acusado.

Marcos Colli está preso desde o dia 20 de maio. Ele segue detido em uma sala especial do 5º Batalhão de Polícia Militar (5ºBPM). À época da prisão, ele foi afastado da presidência do Partido Verde (PV) e também de seu cargo de assessoria da Câmara Municipal de Londrina.

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