CEI dos Alvarás ouve Raul Fulgêncio

Acompanhado do filho e de lideranças empresariais, o idealizador do Complexo Empresarial Marco Zero, Raul Fulgêncio foi ouvido na manhã de sexta-feira (15/8), pelos vereadores que integram a CEI dos Alvarás. O imobiliarista defendeu a legalidade do empreendimento que ocupa área uma área de aproximadamente 250 mil metros na zona Leste da cidade e é objeto de investigação da Comissão do Legislativo.Os vereadores buscam esclarecer quais normas legais permitiram ao gestor do complexo empresarial a doação de vias públicas municipalizadas entre os anos de 67 e 70 pelo antigo proprietário do lote, e novamente incluídas no processo de parcelamento do solo do novo empreendimento liderado por Fulgêncio, procedimento que ocorreu entre os anos de 2004 a 2008.

Em entrevista coletiva à imprensa, o empresário disse que a antecipação de doação de áreas ao município para obras públicas é prática reconhecida pela administração municipal, tanto que está sendo usada no processo de duplicação da avenida Angelina Ricci Vezozzo (zona Norte) e foi utilizada para viabilizar a abertura da avenida Ayrton Senna (zona Sul). “Assim, quando você vai de fato parcelar o loteamento, esta antecipação de doação é considerada, caso contrário o empresário é penalizado duas vezes”, argumentou Fulgêncio. De acordo com a legislação municipal, no processo de parcelamento do solo dos loteamentos, o empresário doa ao município 35% de área que devem ser destinados ao sistema viário, serviços público e praças.Tentativas de redução deste percentual já ocorreram no Legislativo, porém sem êxito.

Tensão – Embora Raul Fulgêncio não tenha permanecido por mais de 30 minutos na sala de reuniões do Legislativo para prestar esclarecimentos, o clima foi tenso desde a chegada do empresário à sede do Legislativo.Primeiro, Raul Fulgêncio solicitou que o depoimento fosse público, aberto à participação de empresários e imprensa, pedido que foi aceito pela CEI dos Alvarás, depois que o imobiliarista formalizou a sua vontade de abrir mão do sigilo das informações prestadas à CEI. Na sequencia, ao responder aos questionamentos do vereador Padre Roque (PR), relator da Comissão, o empresário não poupou críticas à condução dos trabalhos da CEI dos Alvarás, presidida pelo vereador Jamil Janene (PP), que tem condenação por suposta participação em recebimento de propina de empresário londrinense em doação de área.

Não vou me preocupar com isso; o empresário quer desviar o foco das investigações, mas a CEI está apenas buscando informações sobre a legalidade do empreendimento que até hoje não conta com autorização definitiva da prefeitura para funcionar”, disse o vereador Jamil Janene. O vereador informou ainda que a CEI dos Alvarás encerrou a fase de oitivas e a partir de agora todo o esforço será dirigido à elaboração do relatório final que deverá ser entregue até o final de agosto e abranger também supostas irregularidades na liberação de alvarás e habite-se para obras no Jardim Colúmbia ( zona Oeste). Ao lado de Janene e Padre Roque, o vereador Gustavo Richa (PHS) também participa da CEI dos Alvarás.

Com informação da Assessoria de Comunicação da CML

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *