• 01/04/2016

    Gripe A ameaça e preocupa

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    Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

    A grande procura pela vacina contra a gripe H1N1 está lotando as clínicas que oferecem a imunização na capital paulista. As filas de espera chegam a cinco horas em alguns locais.

    A advogada Priscila Belvilacquía chegou às 7h30 em uma das instituições particulares que oferece a vacina e às 11h46 ainda não tinha sido atendida. “A gente não sabia se vinha ou não. Mas agora que eu vim, a gente vai ficar até o final”, disse Priscila, que também levou a filha Laura, 6 anos, para ser imunizada.

    Na segunda-feira (28), o secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que a capital paulista está passando por um surto da doença. Este ano, oito pessoas morreram devido à evolução da gripe causada pelo H1N1 para síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Na maior parte dos casos de morte (87,5%), os pacientes apresentavam comorbidade, ou seja, tinham outra doença que foi agravada pelo H1N1. No ano passado, nenhuma morte por H1N1 foi registrada na cidade.

    No estado de São Paulo, até o último dia 22, foram notificados 324 casos de SRAG. Desse total, 260 foram relacionados ao vírus A (H1N1). Devido ao número de ocorrências, a Secretaria Estadual de Saúde resolveu antecipar a vacinação de 3,5 milhões de pessoas, prevista inicialmente para começar em 30 de abril. A partir do dia 8, os profissionais de saúde de hospitais públicos começarão a ser imunizados, e no dia 11 a vacinação será aberta para as crianças maiores de seis meses e menores de cinco anos, além de gestantes e idosos.

    Fora desses grupos, considerados de risco, a estudante Tamires Vasconcelos aguardava sentada na calçada em frente à clínica de vacinação na região dos Jardins, zona oeste paulistana. A jovem de 22 anos aproveitou o tempo para adiantar os exercícios do curso de engenharia civil. “Ainda tenho que ir para a faculdade, sai da aula para vir para cá”, disse. “Venho todos os anos, só para prevenir”, acrescentou.

    Em outra clínica, na região do Ibirapuera, na zona sul paulistana, a espera também durava várias horas. Segundo os funcionários que organizavam o público, as senhas para atendimento esgotaram às 9h30, mas ao meio-dia ainda chegava gente procurando a vacina. Por volta desse horário, o empresário Rogério Damasceno, que havia chegado às 9h, calculava que ainda teria de esperar mais 2h30 para ser atendido. “Acho que vale a pena, principalmente para ele”, disse, apontando para o filho Miguel, 2 anos.

    Risco superestimado

    A infectologista do Hospital Emílio Ribas Rosana Richtmann disse que, apesar da possibilidade do H1N1 evoluir para casos graves, há um pouco de exagero sobre o perigo da doença. “Acho que esse risco está superestimado. O risco de fato existem mas, sobretudo, nas populações mais vulneráveis”, ressaltou a médica em entrevista à Agência Brasil.

    A especialista explicou que, de acordo com os dados disponíveis até o momento, o vírus H1N1 é uma variedade da gripe que provoca mais casos graves e mortes do que os tipos mais comuns da doença. “Todo o Influenza [vírus da gripe] dá um quadro clínico muito semelhante. Não dá para saber, pelo quadro clínico, se é Influenza B ou H1N1. Agora, a hora que você vai ver estatisticamente, você acaba tendo uma tendência a ter formas mais importantes, levando aos hospitais e à terapia intensiva quando é o H1N1”, explicou.

    Segundo Rosana, a intensidade da doença também está relacionada ao estado de saúde e à resistência do paciente. As crianças, no entanto, merecem atenção especial, de acordo com a médica. “As crianças excretam mais vírus do que um adulto, do que um idoso. As crianças funcionam como multiplicadores dos casos”, disse, ao destacar a importância da vacinação dessa parcela da população. “Para uma proteção individual, sem dúvida a vacina é a mais adequada.”

    A especialista disse ainda que, em caso de sintomas apresentados por idosos, crianças ou gestantes, é importante procurar atendimento médico. “No caso de um paciente do grupo risco, se ele tiver sintomas respiratórios, associados à febre alta ou dor de garganta, é bom procurar o serviço médico para ter acesso ao antiviral nas primeiras 48 horas”, recomendou.





    12/02/2016

    Saúde confirma microcefalia pelo Zika

    microcefalia

    Boletim divulgado hoje (12) pelo Ministério da Saúde mostra que 462 bebês nasceram com microcefalia, 41 deles relacionados à infecção pelo vírus Zika. A pasta ainda investiga 3.852 notificações de malformações em recém-nascidos.

    Em relação à semana passada, são 24 novas notificações. Outros 765 casos notificados foram descartados por apresentarem exames normais, ou por apresentarem microcefalias por causas não infeciosas. Os dados são referentes à notificações feitas de outubro de 2015 a 6 de fevereiro. Ao todo, no período, foram 5.079 casos suspeitos de microcefalia no país.

    Pernambuco permanece com o maior número de casos confirmados da malformação relacionada ao vírus Zika (33), seguido do Rio Grande do Norte (4), Paraíba (2) e Ceará e Pará com um caso cada. Apenas Amapá e Amazonas não têm nenhum registro de casos suspeitos de microcefalia.

    No total, foram notificados 91 mortes por microcefalia, após o parto (natimorto) ou durante a gestação. Destes, 24 foram investigados e confirmados para microcefalia, sendo que oito foram descartados. Outros 59 continuam em investigação.

    Segundo o Ministério da Saúde, o vírus Zika está circulando em 22 unidades da federação: Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Roraima, Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

    No ano de 2014, quando o registro da malformação não era obrigatório, foram notificados 147 casos. Em outubro de 2015, após o aumento do número de casos, o registro passou a ser obrigatório. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos, além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral, mas nem toda gestante que tiver estas infecções terá necessariamente um bebê com a malformação.





    12/02/2016

    Combate à dengue continua intenso

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    Dados divulgados hoje (12) pelo Ministério da Saúde indicam que 23,8 milhões de imóveis foram vistoriados por agentes de saúde e homens das Forças Armadas no combate ao Aedes aegypti. O número inclui domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais e representa 35,6% dos 67 milhões de imóveis selecionados para receber visitas em todo o Brasil.

    No levantamento anterior, 20,7 milhões de imóveis haviam recebido equipes de combate. Ao todo, 4.251 municípios (dos 5.570 definidos para serem vistoriados) contabilizaram a presença de agentes e militares. Ainda segundo a pasta, todos os estados e o Distrito Federal registraram ações das equipes.

    Entre os estados, a Paraíba e o Piauí permanecem entre os que registraram maior percentual de imóveis percorridos: 79,1% e 77,8%, respectivamente. Na sequência, aparecem Minas Gerais, com 67,7% de cobertura; São Paulo, com 4,3 milhões (26,3%); e Rio de Janeiro, com 3,2 milhões (48,6% do total).

    Agentes e militares identificaram, até agora, 844,8 mil imóveis com focos do mosquito. O número representa 3,6% do total de estabelecimentos visitados. A meta é reduzir o índice de infestação para menos de 1%. O levantamento contabilizou ainda 5,6 milhões de imóveis fechados.

    Desde o dia 1º deste mês, o governo federal autoriza a entrada forçada de agentes públicos de combate ao Aedes aegypti em imóveis públicos ou particulares que estejam abandonados ou em locais com potencial existência de focos, no caso de ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local.

    Ao todo, 266,2 mil agentes comunitários de saúde e 46,5 mil agentes de controle de endemias, além de aproximadamente 2 mil militares, atuam no combate ao vetor. Durante as visitas, eles procuram por focos, orientam os moradores e aplicam larvicidas quando necessário.

    Amanhã (13), o governo federal realiza uma ação nacional de educação em saúde, com 220 mil militares das Forças Armadas, junto a profissionais de saúde de estados e municípios, indo às ruas para orientar a população. A mobilização vai ocorrer em mais de 350 municípios de todas as unidades da Federação.





    09/09/2015

    Suicídio: “Falar é a melhor solução”

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    O dia 10 de setembro é a data escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como o Dia de Prevenção ao Suicídio. A Secretaria de Estado da Saúde também aderiu à campanha de conscientização ‘Falar é a Melhor Solução’ com o objetivo de educar, derrubar os tabus e compartilhar informações sobre o assunto.

    O chefe do Departamento de Atenção às Condições Crônicas da Secretaria da Saúde, Juliano Gevaerd, afirma que é possível prevenir o suicídio com profissionais de saúde aptos a falar sobre o tema e reconhecer fatores de risco. “Queremos preparar tecnicamente diversos profissionais de saúde para que possam avaliar, investigar e abordar o assunto de forma adequada e, dessa maneira, auxiliar na redução das taxas de suicídio no Paraná”, explica.

    VÍNCULO – De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria e o Conselho Federal de Medicina, a principal orientação para descobrir se a pessoa tem pensamentos suicidas é conversar sobre o assunto. Ao contrário do que muitos pensam, falar sobre suicídio não irá estimular a realização da ação, mas sim estabelecer um vínculo e abordar o tema gradualmente, fazendo com que a pessoa se sinta compreendida, além de aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem.

    O apoio emocional e o foco nos aspectos positivos da vida, com a lembrança de problemas anteriores que foram resolvidos, são formas de motivação e auxílio à pessoa em risco. Se não houver melhoras com ações como essa, é importante o encaminhamento a um profissional de saúde mental.

    MULTIPROFISSIONAL – A Rede de Saúde Mental, lançada pelo Governo do Paraná em 2014, oferece atendimento multiprofissional gratuito para casos de transtornos mentais e decorrentes do uso de álcool e outras drogas em qualquer Unidade de Saúde e Pronto Atendimento 24h, em um dos 53 Ambulatórios de Atenção Especializada em Saúde Mental e um dos 116 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) por todo o Paraná.

    RISCO – Os principais fatores de risco são transtornos mentais e histórico de tentativas de suicídio. Psiquiatras alertam que é importante ficar atento a familiares ou amigos com comportamento retraído e dificuldade de sociabilização, doença psiquiátrica, alcoolismo, ansiedade, mudança de personalidade, histórico familiar de suicídio, mudança de hábito alimentar ou de sono, tentativa de suicídio anterior, perda recente importante, doença física crônica, menções repetidas sobre morte, sentimentos de solidão, entre outros.

    Dependentes do álcool também fazem parte do público de risco, pois aumenta a impulsividade e, consequentemente, a possibilidade de atentar contra a própria vida. Transtornos de personalidade e bipolaridade também são distúrbios com altas taxas de suicídio.

    É elevado o número de suicídio entre os idosos, principalmente devido a fatores como perda de parentes, sobretudo do cônjuge, solidão, existência de enfermidades degenerativas e dolorosas, sensação de estar dando muito trabalho à família e ser um problema para os outros.

    DADOS – No Brasil, entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes por suicídio, sendo observado um aumento de mais de 30% em jovens. Especificamente entre eles, os principais fatores de risco incluem humor depressivo, abuso de drogas lícitas e ilícitas, problemas emocionais, familiares e sociais, história familiar de transtorno psiquiátrico, rejeição familiar, negligência e abuso físico e sexual na infância.

    Dados do Paraná mostram que as lesões autoprovocadas estão entre as cinco primeiras causas de mortalidade. Foram 617 mortes autoprovocadas no Estado em 2014. Os meios mais utilizados foram enforcamento, envenenamento e lesões por arma de fogo. Entretanto, estes números podem ser ainda maiores, pois muitas mortes por suicídio não são notificadas.





    29/08/2015

    Dia Nacional de combate ao fumo

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    Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

    No Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado hoje (29), governo e entidades da sociedade civil alertam para os malefícios provocados pelo uso do narguilé, uma espécie de cachimbo comumente usado em países orientais. O slogan da campanha promovida este ano pelo Ministério da Saúde é “Parece inofensivo, mas fumar narguilé é como fumar 100 cigarros”.

    De acordo com a psicóloga e consultora técnica de Prevenção e Promoção da Saúde da Fundação do Câncer, Cristina Perez, uma sessão de narguilé dura, em média, de 60 a 80 minutos e, durante esse período, a pessoa fica exposta aos mesmos componentes tóxicos presentes na fumaça de uma centena de cigarros – inclusive o tabaco e a nicotina.

    Os riscos são os mesmos associados ao fumo e incluem as doenças cardiovasculares, respiratórias e alguns tipos de câncer, segundo Cristina. Há ainda, no caso específico da narguilé, o agravante da socialização, já que a proposta é que o mesmo cachimbo seja utilizado por um grupo de pessoas. O uso coletivo aumenta a exposição a doenças como herpes, hepatite C e tuberculose.

    “Algumas pessoas acreditam que porque o narguilé contem água, não faz mal. Mas, na verdade, ele também contém fumo do tabaco e causa os mesmos malefícios”, disse a especialista. “A indústria do tabaco sabe que as pessoas entendem que o cigarro faz mal, causa doenças e provoca mortes e tenta diversificar suas vendas para manter o mercado. As alternativas são, por exemplo, o narguilé e o cigarro eletrônico, mas ambos usam tabaco, contêm nicotina e causam dependência”.

    Dados da Pesquisa Especial de Tabagismo, promovida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) em 2008 indicam que havia 300 mil consumidores de narguilé no Brasil naquela época.

    Já a pesquisa Perfil do Tabagismo entre Estudantes Universitários no Brasil, do Ministério da Saúde, também destacou a alta proporção de usuários de narguilé entre estudantes universitários de alguns cursos selecionados da área da saúde no ano de 2011. Em Brasília e São Paulo, dos estudantes que declararam consumir com frequência algum outro tipo de produto derivado do tabaco,  60% e 80%, respectivamente, fizeram uso do narguilé.

    De acordo com o Inca, cerca de 200 mil pessoas morrem todos os anos no país em decorrência de doenças provocadas pelo fumo. O câncer de pulmão é um dos maiores indicadores do impacto do tabagismo sobre a saúde, já que 90% dos casos são registrados entre fumantes ou ex-fumantes. No Brasil, este é o tipo de câncer que mais mata homens e o segundo que mais mata mulheres.





    06/08/2015

    Anvisa suspende venda de aparelhos para redução de gordura

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    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou hoje (6) a suspensão da fabricação e da distribuição dos produtos Critotec Criolipólise e Lipocavitaçao, Criotec Portátil, Criolipólise e Lipocavitação, Cavitec Lipocativição e Radiofrequência e Membrana para Criolipólise. A medida proíbe também a divulgação e comercialização dos produtos no site da empesa Lipotec.

    A Anvisa determinou a apreensão e inutilização de todas as unidades dos produtos, que são anunciados como redutores de gordura. Clínicas de estética e sites femininos explicam na internet que a criolipólise é o “novo método de esculpir o corpo”. Segundo a agência reguladora, nenhum dos produtos tem o registro, documento que deve ser pedido pela empresa à Anvisa e que é concedido ou não depois de análise sobre a eficácia e a segurança do produto.

    Procurado pela Agência Brasil, o sócio da empresa que importa o produto no Brasil e responsável pelo site,  Ivan Latalisa de Sá, disse que o site é apenas uma forma de a empresa fazer pesquisa de mercado. Segundo ele, o produto não é vendido no país.

    criolipolise 2No entanto, há relatos de pessoas que sofreram queimaduras sérias em razão do mau uso do aparelho no Brasil. Para muitos se trata apenas de mais um aparelho lançado para explorar a vaidade feminina, visando alcançar mulheres com dificuldades para perder as famosas gordurinhas localizadas e que se submetem a todo tipo de tratamento para embelezamento do corpo.





    27/07/2015

    Doentes com hepatite C terão 90% de chance de cura

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    Aline Leal – Repórter da Agência Brasil

    Os pacientes com hepatite C da rede pública contarão com tratamento mais moderno e que, segundo o Ministério da Saúde, cura 90% dos casos da doença, enquanto os medicamentos usados atualmente chegam no máximo a 47% de chance de cura. A expectativa do governo é tratar 30 mil pessoas em um ano.

    Os novos remédios apresentam menos efeitos colaterais e custam menos aos cofres públicos. O tratamento atual custa U$24 mil por paciente. Agora, as combinações feitas a com daclastavir, simeprevir e sofosbuvir custam U$9,6 mil por paciente. Os Estados Unidos adotaram os três remédios há um ano.

    “É uma revolução no tratamento da hepatite C muito semelhante à que aconteceu com os coquetéis contra a aids”, disse o ministro. Ele explica que há “uma diminuição do tempo de tratamento de nove para três meses”.

    O ministro destacou uma melhoria na administração dos remédios. “Hoje os medicamentos disponíveis são injetáveis e nós passamos a ter o tratamento por via oral”, disse Arthur Chioro.

    Outros pacientes beneficiados com o novo tratamento são portadores de hepatite C que têm HIV/Aids ou que passaram por transplante de fígado. Eles não podiam ser tratados com o remédio que será substituído, porque as reações do organismo contraindicavam a medicação. Com os novos medicamentos, eles poderão se tratar contra a hepatite C.

    O novo protocolo clínico facilita também o diagnóstico da doença para o início do tratamento. Antes, para o paciente começar a se tratar, era necessário passar por uma biópsia, exame invasivo que não é feito em todo lugar.

    Diretor do departamento de HIV/Aids e hepatites virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, explica que, com a nova diretriz, o paciente vai primeiro passar pela triagem de posto de saúde. Caso seja necessário, será encaminhado para o serviço especializado, que indicará a necessidade de novos exames.

    Todos os anos surgem cerca de 10 mil casos de hepatite C no Brasil. Ao todo, 120 mil casos da doença foram confirmados desde que surgiu o diagnóstico, em 1993. Mais de 100 mil pessoas fazem tratamento pelo Sistema Único de Saúde. A estimativa do Ministério da Saúde é que 1,4 milhão de pessoas estão infectadas, mas, como a doença não apresenta sintomas, a maioria não sabe.





    25/05/2015

    Dengue vai continuar crescendo

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    ministro da Saúde, Arthur Chioro, reforçou hoje (25) o apelo para que a população continue apoiando o trabalho dos agentes sanitários na prevenção e no combate aos focos do mosquitoAedes aegypti, transmissor da dengue. De acordo com o ministro, a perspectiva é que o número de casos da doença continue aumentando no país.

    “Temos 745 mil casos registrados até o dia 18 de abril e sabemos que esse número aumentará, porque continuam chegando novas informações epidemiológicas. O Brasil vive uma situação de epidemia concentrada em nove estados”, disse, explicando que essas unidades da Federação são as que registram mais de 300 casos por 100 mil habitantes.

    De acordo com Chioro, só foi observado diminuição de casos de dengue nos estados do Amazonas e Espírito Santos e no Distrito Federal. Ele solicitou que os serviços públicos e privados de saúde mantenham o cuidado com a identificação de casos e possíveis agravamentos da doença. “Principalmente para casos de suspeita de dengue que tenham dor abdominal contínua e vômitos persistentes, para que se possa ter um menor número de casos graves e de óbitos”, disse.

    O ministro destacou que os cuidados com a dengue são os mesmos para evitar a incidência da febre chikungunya, que, apesar de ser menos grave, tem sintomas mais persistentes. Atualmente, os casos da doença estão concentrados principalmente no Amapá e nos arredores da cidade de Feira da Santana, na Bahia. Nessas duas regiões foram registrados mais de 2 mil casos este ano.

    O ministro da Saúde esteve nesta segunda-feira em Volta Redonda, cidade fluminense, onde visitou as obras de construção do Hospital Regional do Médio Paraíba Zilda Arns. A previsão é que a unidade fique pronto no fim do ano. Chioro anunciou que o ministério será responsável pelo custeio de 70% das cirurgias e internações. “O governo do Rio de Janeiro faz um esforço para construir, mas depois para manter todos os anos custa muito”, destacou.

    Chioro se reuniu com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e com 12 prefeitos da região. Mais tarde, participou da inauguração da Unidade Básica de Saúde de Arrozal, em Piraí.





    24/03/2015

    Anvisa suspende venda de estimulante

    Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

     Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hoje (24) no Diário Oficial da União suspende a distribuição, a comercialização e o uso de todos os lotes fabricados no período de agosto a outubro de 2014 do produto Arcalion (sulbutiamina) 200 mg pela empresa Laboratórios Servier do Brasil Ltda.

    De acordo com o texto, a própria empresa comunicou a Anvisa sobre resultados fora da especificação durante estudo de estabilidade acelerada (que avalia a estabilidade do medicamento em condições forçadas de armazenamento) envolvendo o produto.

    Por meio de comunicado, a Laboratórios Servier do Brasil Ltda. informou que já suspendeu a fabricação do produto e que a decisão foi tomada para que a empresa possa melhor avaliar os resultados obtidos.

    “Como parte do nosso compromisso com a classe médica e pacientes, a Laboratórios Servier do Brasil reforça que está adotando todas as medidas necessárias para que a fabricação e abastecimento de Arcalion [sulbutiamina] 200 mg seja normalizada o mais breve possível.”

    Em caso de dúvidas ou para mais informações, os interessados devem entrar em contato com a empresa por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC): 0800-7033431.





    09/03/2015

    Soja transgênica tem substância anti HIV

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    Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

    A biotecnologia está, a cada dia, propondo novos rumos para a indústria farmacêutica. A novidade é que pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conseguiram extrair e purificar a cianovirina, cultivada em soja transgênica, uma proteína presente em algas que é capaz de impedir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano.

    A pesquisa foi publicada pela revista científicaScience e comprova que as sementes de soja geneticamente modificadas constituem, até o momento, a biofábrica mais eficiente e uma opção viável para a produção em larga escala da proteína. “Estamos trabalhando para atingir esta etapa há cinco ou seis anos. Pudemos acumular grande quantidade de cianovirina dentro da soja e conseguimos purificá-la”, explicou o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Elíbio Rech.

    Desenvolvida desde 2005, a pesquisa com biofábricas para a cianovirina é feita em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e a Universidade de Londres. O objetivo é produzir um gel, com propriedades viricidas, para que as mulheres apliquem na vagina antes do relacionamento sexual.

    O pesquisador ressalta que o gel não é uma vacina contra a aids e nem um substituto ao preservativo, mas um coadjuvante importante no sistema. “O nosso foco é principalmente a África, onde grande parte das mulheres são contaminadas com HIV pelos parceiros. Na cultura de muitos países o uso do preservativo não é respeitado. Com esse produto a mulher não precisa da opção do homem em querer usar ou não, ela mesmo pode se prevenir”, disse o pesquisador.

    Segundo a Embrapa, se a soja transgênica for plantada em uma estufa menor do que um campo de beisebol (97,54 metros) é possível fornecer cianovirina suficiente para proteger uma mulher por 90 anos.

    Os biofármacos, ou medicamentos biológicos, são obtidos por fontes ou processos biológicos, a partir do emprego industrial de microrganismos ou células modificadas geneticamente. A técnica consiste em inserir genes de interesse em genomas de plantas que possam assimilar suas propriedades e, a partir daí, produzir proteínas modificadas em larga escala, idênticas às originais.

    Segundo Rech, a origem do trabalho foi voltada para a agricultura. “Então começamos a avaliar o uso da soja e do tabaco não só para o agronegócio, mas dele indo para o setor farmacêutico e para o setor industrial”, revelou Elibio, que também trabalha com biofábricas de tabaco.

    Para ele, as pesquisas com biofármacos fomentam o mercado farmacêutico, fazendo com que os medicamentos cheguem ao consumidor com menor custo, e valorizam ainda mais o agronegócio brasileiro, já que agrega valor às plantas.

    Rech ressalta que a função da Embrapa foi cumprida, a produção do ativo tecnológico. Essa tecnologia será agora enviada a laboratórios e institutos parceiros para testes clínicos e, posteriormente, repassada ao setor industrial.

    No caso do gel viricida, durante as próximas fases de desenvolvimento, os cientistas contarão também com a colaboração do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da África do Sul. Segundo a Embrapa, países em desenvolvimento com altos índices de infestação da aids terão licença de produção e uso interno livre do pagamento de royalties.

    A Embrapa, em conjunto com outras instituições, estuda ainda biofábricas para produção do fator IX, utilizado para tratamento da hemofilia tipo B, uma doença hemorrágica de herança genética, que leva à perda de mobilidade do paciente.

    Os pesquisadores também desenvolvem uma soja que produzirá o hormônio do crescimento humano (hGH), utilizado por pessoas com distúrbios do crescimento, e ainda trabalham com oisolamento de genes de aranhas da biodiversidade brasileira, com o objetivo de desenvolver fibras sintéticas como as da teia de aranha: flexíveis e resistentes. Para explicar os possíveis usos dessa fibra, Rech faz sua comparação com o plástico, ou seja, serve para quase tudo.

    O trabalho intenso com soja tem uma razão para o pesquisador. Além da planta possuir um sistema de produção consolidado no Brasil, biologicamente é excelente, pois 40% da semente é proteína e o restante é óleo. “A soja é uma planta maravilhosa, e nós temos a possibilidade de fazer a engenharia dela, conhecemos seu genoma completo, então fazemos a manipulação que quisermos”, explicou Elíbio Rech.



 

 

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