• 31/10/2017

    Atentado contra ciclistas em Nova York

    atentado eua
    Autor do atentado já foi identificado
     A área onde aconteceu o atentado fica a poucas quadras de onde ficavam as Torres Gêmeas e foi rapidamente isolada pelas forças de segurança
    A área onde aconteceu o atentado foi rapidamente isolada pelas forças de segurançaJustin Lane/EFEAtentado em Nova York deixou pelo menos seis mortos e foi apontado como ato terrorista. Motorista que praticou o crime teria gritado palavras em árabe. 

     

    As autoridades de Nova York classificaram como um “covarde ato de terrorismo” o atropelamento ocorrido nesta terça-feira em Nova York e atualizaram o número de mortos para de oito. O atentado aconteceu no sudeste da ilha de Manhattan, quando um homem atropelou com uma caminhonete várias pessoas, algumas delas em uma ciclovia, perto da margem do rio Hudson. A informação é da agência EFE*.

    Até o momento, as autoridades confirmaram que uma pessoa supostamente vinculada com o atropelamento foi detida.

    A área onde aconteceu o atentado fica a poucas quadras de onde ficavam as Torres Gêmeas e foi rapidamente isolada pelas forças de segurança.

    A imprensa americana identificou nesta terça-feira o suspeito do ataque em Manhattan como o uzbeque Sayfullo Habibullaevic Saipov, de 29 anos. O motorista avançou no espaço de uma ciclovia, matando oito pessoas e deixando vários feridos. Ele desceu da caminhonete carregando duas armas falsas. Foi então baleado e detido pela polícia. O caso está sendo tratado como terrorismo, e o FBI se juntou à polícia de Nova York na investigação. A Polícia de Nova York, no entanto, ainda não deu a identificação do motorista que atropelou os ciclistas, apenas informou sua idade.

    Morador de Tampa, na Flórida, Saipov está nos EUA há sete anos, de acordo com informação da CBS.





    10/10/2017

    Dupla da JBS lucrou milhões com delação

    Joesley preso
    Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

    O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) acusa os irmãos Joesley e Wesley Batista, empresários do grupo J&F, de terem lucrado R$ 238 milhões ao comprar e vender ações das próprias empresas, além de dólares, enquanto negociavam um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Eles foram denunciados hoje (10) pelo órgão pelos crimes de uso indevido de informação privilegiada e manipulação do mercado, uma vez que realizaram as transações sabendo que a gravidade dos fatos apontados na delação poderiam abalar o mercado financeiro.

    “Fazendo uso dessas informações, os irmãos Batista fizeram movimentações atípicas no mercado financeiro, atestadas pela Comissão de Valores Imobiliários [CVM] e por perícia da Polícia Federal”, explicou a procuradora Thaméa Danelon. Do valor lucrado, R$ 100 milhões foram adquiridos com a compra de dólares. A outra parte foi obtida por meio da compra e recompra de ações da JBS. “Neste caso não houve lucro, mas eles deixaram de perder”, apontou a procuradora. Wesley pode pegar até 18 anos de prisão e Joesley até 13 anos. Além disso, os irmãos podem ter que pagar multa de até três vezes o valor lucrado.

    O procurador Thiago Lacerda destaca que a denúncia se sustenta porque há um “contexto probatório”. “Primeiro que eles não negam que deram a ordem [para a compra e venda das ações e dos dólares]. Segundo que a CVM já havia detectado movimentação estranha com a queda da bolsa, foi a maior desde 2008 e a valorização de dólar, em um dia, foi a maior desde 2009. São fatos que, somados a uma movimentação atípica, mesmo para dentro dos quadros da empresa, fica muito claro, inclusive apontado por laudos periciais, de que são responsáveis sim”, apontou.

    Segundo a denúncia do MPF, as operações ilegais de venda e compra de ações ocorreram entre 31 de março e 17 de maio. A conversa com o presidente Michel Temer foi gravada por Joesley no dia 7 de março e no dia 28 do mesmo mês os denunciados assinaram termo de confidencialidade com a PGR. No dia 3 de maio, o acordo de delação premiada foi assinado e posteriormente homologado no dia 11 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No dia 17, véspera do fim do sigilo do acordo pelo STF, as informações foram vazadas para a imprensa.

    Em nota, a defesa de Joesley e Wesley Batista reafirmou a regularidade das operações de derivativos cambiais e mercado mobiliário. Os advogados citam pareceres, documentos e relatos prestados às autoridades que comprovariam a legalidade das operações. “Tais operações fazem parte da rotina da empresa, excluindo a hipótese de excepcionalidade. Os executivos confiam na Justiça e continuam à disposição para reforçar todos os esclarecimentos já apresentados.”

    Prisão

    São Paulo - O empresário Joesley Batista, dono da JBS, deixa a sede da Superintendência da Polícia Federal após prestar depoimento (Rovena Rosa/Agência Brasil)
    Empresário Joesley Batista está preso na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo Rovena Rosa/Agência Brasil 

    Os irmãos Batista estão presos desde 9 de setembro na carceragem da Superitendência da Polícia Federal em São Paulo. “A prisão não só não perde sentido, como ganha mais força de ser mantida. São pessoas, posso até pesar nos termos, mas que fizeram com bastante desfaçatez”, disse Lacerda.

    A procuradora Thaméa acrescenta que a prisão se justifica para evitar que novos crimes sejam cometidos. “No que depender do Ministério Público, eles vão continuar presos, porque soltos vão continuar cometendo crimes e cooptando agentes públicos. Para garantia da ordem pública, MPF entende que devem permanecer presos”, declarou.

    Os procuradores referiram-se aos irmãos Batista como “criminosos contumazes”, tendo em vista que se mantiveram cometendo crimes no curso de negociações de acordos de delação. “Os grandes poderosos estão acostumados com impunidade. Praticam crimes por dez, 15 anos e não tem punição efetiva. A crença na impunidade levou os denunciados a praticar crimes no mercado financeiro”, apontou a procuradora.

    Para Thaméa, não houve falha na condução da negociação pela PGR. “Embora o colaborador assine uma colaboração premiada, onde se compromete a não praticar crimes, agora não é possível impedir que os crimes sejam cometidos. Esse crime foi praticado no calar da noite, pois, em princípio, as operações passam anonimamente, mas foi pega pela Comissão de Valores Imobiliários”, explica.





    03/10/2017

    Gilmar Mendes vê “trapalhadas” do Supremo

    gilmar mendes 2017
    Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (3) que os ministros da Corte correm o risco de “acabar nos [programa dos] Trapalhões” por praticar o “direito constitucional da malandragem”.

    Ele deu a declaração ao comentar decisões recentes do STF, entre elas a que afastou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do exercício de seu mandato, cuja validade deve ser revisada nesta terça-feira pelo plenário do Senado.

    “Nós temos já vários senadores e deputados com denúncia recebida. Nesse caso, também nós deveríamos afastá-los? E aí nós podemos afetar a Câmara? A Câmara fica com composição não de 513, mas de 512, 510?”, questionou Gilmar Mendes. “Quer dizer, o direito achado na rua, o neoconstitucionalismo, o direito constitucional da malandragem, permitem esse tipo de coisa?”

    Ele citou ainda o julgamento recente do STF que considerou inconstitucional uma lei do Ceará que regulava a prática da vaquejada, por entender que a prática submete animais a maus tratos. A decisão acabou depois anulada por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) aprovada no Congresso.

    “Nós temos vivido de vez em quando esse tipo de situação. É preciso que tenhamos uma análise crítica de nosso próprio afazer”, disse.

    Para o ministro, ele e seus colegas precisam ter mais sensibilidade e ser mais autocríticos na hora de julgar, para que não ponham pautas pessoais à frente de pautas constitucionais. Isso, na prática, seria tentar reescrever a Constituição, avaliou o ministro.

    “A gente precisa ter muito cuidado com essas questões. Se queremos reescrever a Constituição, vamos lá para o Congresso e assumamos a função de legisladores”, disse ele nesta terça-feira, antes de participar da sessão da Segunda Turma do STF.

    Foro privilegiado

    Gilmar Mendes aproveitou também para voltar a defender a necessidade do foro privilegiado para parlamentares, condição processual que é alvo de uma ação, relatada pelo ministro Luís Roberto Barroso, na qual se pretende restringir a interpretação constitucional sobre o tema, retirando do STF todos os casos que envolvam supostos delitos praticados antes de o político assumir o mandato.

    “Aí você vai dar para o juiz a possibilidade de prender o parlamentar em primeiro grau? De determinar escutas, busca e apreensão?”, indagou Gilmar. “Tudo isso é convite para crise, e a gente já sabe que não vai dar certo”, afirmou.





    02/10/2017

    Massacre nos EUA tem mais de 520 feridos

    massacre eua

    O número de mortos no massacre em Las Vegas subiu para 59 e o de feridos para 527, disseram autoridades locais nesta segunda-feira. A informação é da agência de notícias EFE.

    Em uma entrevista coletiva, Joe Lombardo, xerife do condado de Clark, onde fica Las Vegas, atualizou os dados e acrescentou que o autor dos disparos estava com 18 armas, explosivos e outros dispositivos que estão sendo analisados.

    Stephen Paddock, de 64 anos, fez os disparos do quarto que alugou no 32º andar do hotel Mandalay Bay na direção de milhares de pessoas que assistiam a um show de música country e depois cometeu suicídio.

    Lombardo disse que os investigadores estão focados em quatro cenários principais do crime: o quarto no hotel Mandalay Bay, o local do show, a casa de Paddock na cidade de Mesquite e outra residência que ele tinha no norte do estado de Nevada.

    No carro de Paddock, as autoridades também encontraram nitrato de amônio, segundo Lombardo.

    O xerife foi perguntado sobre a companheira do autor dos disparos, uma mulher de origem asiática identificada como Marilou Danley, que, de acordo com ele, está fora do país, “aparentemente em Tóquio”.

    Lombardo confirmou que também está aberta uma investigação sobre essa mulher para esclarecer se ela ajudou Paddock a planejar o ataque, cuja possível ligação com o terrorismo internacional já foi descartada.

    Por sua vez, o comissário do condado de Clark, Steve Sisolak, agradeceu na mesma entrevista coletiva o apoio popular, já que “há filas de espera de seis a oito horas” em todos os postos de doação de sangue de sua jurisdição.





    25/09/2017

    Coreia do Norte vê “declaração de guerra”

    kim jong un
    Leandra Felipe – Correspondente da Agência Brasil

    O ministro do Exterior norte-coreano, Ri Yong Ho, disse hoje (25) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “declarando guerra”  à Coreia do Norte por meio de sua retórica e que por isso o seu país tem direito de derrubar aviôes de guerra americanos.

    “Temos todo o direito de tomar contramedidas … inclusive para derrubar aviões bombardeiros estratégicos dos Estados Unidos, mesmo quando não estiverem dentro do espaço aéreo do nosso país”, afirmou Ho durante uma rápida conversa com jornalistas, em frente ao seu hotel próximo à sede das Nações Unidas em Nova York.

    Ri Yong Ho estava falando especificamente das últimas declarações do presidente norte-americano sobre a Coreia do Norte postadas no Twitter no fim de semana, quando Trump disse que o líder da Coreia do Norte “não estará lá por muito tempo”, insinuando que destituiria a dinastia de Kim Jong-Un.

    “No fim de semana Trump afirmou que nossa liderança não duraria muito mais tempo e declarou uma guerra no nosso país”, afirmou o ministro norte-coreano aos repórteres.

    Ele frisou que pela retórica de guerra de Trump – o seu país tem direito de reagir. “Teremos todo o direito de tomar todas as medidas contrárias autodefensivas, incluindo o direito de derrubar os bombardeiros estratégicos”, comentou.

    A Casa Branca ainda não se pronunciou sobre os comentários do ministro norte-coreano.

    Guerra de palavras

    A guerra de palavras entre os dois líderes aumenta a cada dia a tensão entre Washington e Pyongyang, especialmente depois do discurso de Donald Trump perante a ONU, em que o presidente americano ameaçou destruir a Coreia do Norte, caso o seu programa de armamento nuclear não seja abandonado.

    No sábado (23) forças norte-americanas sobrevoaram o espaço aéreo próximo às águas norte-coreanas. O ministro do Exterior norte-corean disse que Trump estava em uma “missão suicida”, devolvendo assim as palavras ditas pelo presidente americano na ONU sobre Kim Yong Un, a quem chamou de “homem-foguete”, em uma “missão suicida”.

    “Ninguém além do próprio Trump está em uma missão de suicídio”, disse Ri Ho em um discurso na na Assembléia Geral da ONU. Ele também falou que “se vidas inocentes dos Estados Unidos forem prejudicadas por causa desse ataque suicida, Trump será totalmente responsável”.

    Ainda na ONU, Ri Yong Ho também informou que seu país está entrando na “fase final” do estabelecimento de um sistema nuclear que tem fins de defesa e só será utilizado como “última opção”. A Coreia do Norte já foi sancionada pelo Conselho de Segurança da ONU pela continuidade de testes com missieis balísticos e pelo desenvolvimento de armamento nuclear.





    20/09/2017

    Arlindo Cruz segue internado

    arlindo_cruz
    Ana Luiza Vasconcelos*
    Arlindo Cruz
    Arlindo Cruz está interado desde 17 de março Silvio Tanaka/Wikimedia Commons 

    O cantor e compositor Arlindo Cruz, de 59 anos, permanece na unidade semi-intensivada Casa de Saúde São José, no Humaitá, zona sul do Rio de Janeiro, sem previsão de alta após seis meses de internação.

    O artista foi internado no dia 17 de março deste ano, depois de sofrer um acidente vascular cerebral hemorrágico (AVC) em casa. Ele se preparava para embarcar em um voo para São Paulo, onde cumpriria a agenda de shows, quando teve o AVC, que afetou uma área profunda do cérebro, responsável pelos movimentos.

    De acordo com a assessoria da casa de saúde, o cantor continua em processo de recuperação neurológica, de formal gradual.





    18/09/2017

    Psicologia pode tratar reorientação sexual

    bandeira glbt
    Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

    Um juiz federal do Distrito Federal autorizou, em caráter liminar, que psicólogos possam atender eventuais pacientes que busquem terapia para reorientação sexual. A decisão atendeu a uma ação de três psicólogos que pediam a suspensão de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que estabelece como os profissionais da área devem atuar nos casos que envolvam a orientação sexual de pacientes. O conselho irá recorrer da decisão.

    Publicada em março de 1999, a Resolução nº 1 do CFP proíbe os psicólogos de exercerem qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, bem como de colaborarem com eventos ou serviços que proponham o tratamento e a cura da homossexualidade.

    A determinação, segundo o CFP, baseia-se no entendimento da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a homossexualidade não é uma doença, um distúrbio, nem uma perversão. Assim, na avaliação do conselho, a forma como cada um vive sua sexualidade faz parte da identidade do sujeito, cabendo aos profissionais de psicologia única e exclusivamente contribuir para a superação dos preconceitos e das discriminações.

    Para os autores da ação popular que questiona a resolução, a iniciativa do CFP impede os psicólogos não só de atender eventuais pacientes que procurem ajuda para tentar reverter sentimentos ou comportamentos que lhes provoquem desconfortos ou transtornos, como de desenvolver estudos científicos sobre a possível reversibilidade de práticas homoeróticas, restringido a liberdade de pesquisa dos profissionais.

    A partir das informações fornecidas pelas partes, o juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, acatou parcialmente o pedido dos críticos da resolução. Sem suspender os efeitos gerais da regulamentação do conselho, o magistrado determinou que deve ser facultado aos profissionais interessados a possibilidade de pesquisar o tema ou atender os pacientes que os procurarem buscando a chamada reorientação sexual.

    Rio de Janeiro - Copacabana recebe 21 Parada do Orgulho LGBT que tem como tema neste ano Eu sou minha identidade de gênero (Tomaz Silva/Agência Brasil)
    Resolução do conselho segue diretriz da OMS, segundo a qual a homossexualidade não deve ser tratada como patologiaTomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil 

    Em sua decisão, o juiz afirma que a resolução do CFP não é inconstitucional, embora possa, “se mal interpretada”, levar a equívocos, como a proibição à realização de estudos ou mesmo ao atendimento relacionado à orientação ou reorientação sexual. Para o magistrado, em conformidade com o princípio constitucional que garante a liberdade científica, deve estar claro que os psicológicos estão aptos a estudar ou atender quem, voluntariamente, buscar orientação psicológica acerca de sua sexualidade.

    “Resta evidenciada, pela interpretação da Resolução nº 1 do CFP, no sentido de proibir o aprofundamento dos estudos científicos relacionados à (re)orientação sexual, afetando, assim, a liberdade científica do país e, consequentemente, seu patrimônio cultural, na medida em que impede e inviabiliza a investigação da sexualidade humana”, conclui Carvalho. Segundo o juiz, o impedimento afeta principalmente os “eventuais interessados nesse tipo de assistência psicológica”.

    Apesar da decisão que cassa em parte os efeitos da resolução do CFP, o juiz critica o Projeto de Lei 4.931, que tramita na Câmara dos Deputados, e preconiza a chamada “cura gay”. Segundo ele, a proposta é “passível de críticas, na medida em que parece equiparar a homossexualidade a outros transtornos da sexualidade”.

    Aplicação

    Para o advogado Leonardo Loiola Cavalcanti, que representa os autores da ação popular, a liminar permitirá que os psicólogos comecem a atender adequadamente as pessoas que não se aceitam em sua orientação sexual, sem o receio de serem punidos pelo conselho.

    Já para o CFP, a decisão judicial abre uma perigosa possibilidade de uso de terapias de reversão sexual, prática que o conselho afirma representar “uma violação dos direitos humanos e que não tem qualquer embasamento científico”. O conselho afirma haver evidências científicas, técnicas e jurídicas demonstrando que as terapias de reversão sexual não só são ineficazes, como podem provocar sequelas e agravar o sofrimento psíquico.

    Na avaliação do conselho, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho se equivocou ao definir como os psicólogos devem interpretar a resolução de seu próprio órgão de classe. “O Poder Judiciário se equivoca ao desconsiderar a diretriz ética que embasa a resolução, que é reconhecer como legítimas as orientações sexuais não heteronormativas, sem as criminalizar ou patologizar. A decisão do juiz, valendo-se dos manuais psiquiátricos, reintroduz a perspectiva patologizante, ferindo o cerne da Resolução 01/99.”





    17/08/2017

    EI assume atentado em Barcelona

    atentado barcelona

    O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do atentado terrorista ocorrido hoje (17) em Barcelona, na Espanha, que causou a morte de pelo menos 13 pessoas e deixou mais de 80 feridos, informou a agência de notícias Amaq, ligada aos extremistas. A informação é da agência EFE.

    Em um breve comunicado, cuja autenticidade não pôde ser verificada, o EI disse pela rede de serviços de mensagens Telegram que “uma fonte de segurança afirmou à Amaq que os autores do ataque de Barcelona são soldados do Estado Islâmico”.

    O EI afirmou que a ação terrorista aconteceu “em resposta aos chamados do grupo para atacar os países da coalizão”, em referência à aliança internacional liderada pelos Estados Unidos que atua contra jihadistas no Iraque e na Síria.

    Até o momento, foi preso um suspeito de participar do ataque, identificado como Driss Oukabir, que em 2012 passou um mês na penitenciária de Figueras, na província de Girona, na Espanha, em regime preventivo. Ele tinha sido acusado de abuso sexual, disseram à Agência Efe fontes da investigação.

    Oukabir, de origem norte-africana, tinha residência permanente na Espanha, o que significa que vivia há pelo menos cinco anos no país, segundo fontes da polícia.

    As manifestações contrárias ao atentado que deixou tantos mortos, chegam de todos os pontos do planeta. As reações demonstram todo repúdio ao terrorismo que faz vítimas inocentes, em nome de um fanatismo inexplicável.

    Autoridades da Catalunha se expressaram de forma unânime contra a violência que deixou seu rastro de sangue e dor, prometendo união na luta contra o terrorismo que assusta o mundo. Declarações foram ouvidas de vários governos solidarizando-se com a Espanha e as autoridades de Barcelona.

    Suspeito é preso

    A polícia da região da Catalunha prendeu mais uma pessoa por suposta relação com o atentado terrorista ocorrido nesta quinta-feira em Barcelona, quando uma van atropelou dezenas de pedestres e causou a morte de 13 pessoas e deixou mais de 80 feridas. A informação é da EFE.

    Com isso, segundo a polícia, que não revelou qual seria o vínculo desse suspeito com o atentado, subiu para dois o total de pessoas detidas por suposto envolvimento com o ataque.  O primeiro  detido seria Driss Oukabir, um jovem originário de Marselha, na França, e com raízes norte-africanas.

    Além disso, a polícia encontrou morto o suspeito de atropelar uma agente da polícia em uma blitz após o atentado. O corpo estava dentro de um veículo a cerca de três quilômetros de onde policiais tentaram pará-lo a tiros, depois que ele fugiu da fiscalização.

    A polícia mantém um amplo esquema de segurança antiterrorista nas entradas e saídas de Barcelona.

    Antenor Ribeiro – Destaknews

    Com Agências





    07/08/2017

    Suspenso processo da Samarco

    samarco
    Maiana Diniz – Repórter da Agência Brasil

    O juiz federal de Ponte Nova (MG), Jacques de Queiroz Ferreira, suspendeu o processo criminal que acusa 22 pessoas de homicídio por envolvimento no rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, no dia 5 de novembro de 2015. Entre os réus da ação, estão executivos da mineradora Samarco e suas controladoras, a Vale e a BHP Billinton, além de funcionários da empresa de engenharia VogBR.

    As quatro empresas citadas também são rés no processo, que ficará suspenso até que as companhias telefônicas esclareçam se as escutas telefônicas usadas pela denúncia foram legais.

    O acidente em Mariana ficou conhecido no Brasil como o maior desastre ambiental da história e deixou 19 pessoas mortas, além de destruir o distrito de Bento Rodrigues, contaminar a Bacia Hidrográfica do Rio Doce e comprometer o abastecimento de água e a produção de alimentos em diversas cidades da região.

    A decisão do magistrado acolheu o pedido de anulação do processo pela defesa sob o argumento de que a denúncia do Ministério Público Federal teve como base a obtenção de provas ilícitas. Os advogados do diretor-presidente licenciado da Samarco, Ricardo Vescovi, e do diretor-geral de Operações da empresa, Kleber Terra, entraram com o pedido.

    Os advogados argumentam que “os dados obtidos com a medida cautelar de quebra de sigilo telefônico ultrapassaram o período judicialmente autorizado, tendo as conversas sido analisadas pela Polícia Federal e utilizadas pelo MPF na confecção da denúncia”.

    A defesa também afirma que quando a Justiça determinou que a Samarco apresentasse cópias das mensagens instantâneas e dos e-mail enviados e recebidos pelos executivos entre 1º e 30 de outubro de 2015, a mineradora forneceu dados não solicitados, relativos aos anos de 2011, 2012, 2013 e 2014. A defesa afirma que esses arquivos, entregues pela Samarco, não poderiam ter sido objeto de análise policial e considerados na denúncia, e que houve desrespeito à privacidade dos acusados.

    Na decisão, o juiz argumentou que as questões levantadas pela defesa são graves e “podem implicar na anulação do processo”. Ele determinou a suspensão do processo até que as companhias telefônicas respondam as informações solicitadas pelo Ministério Público Federal (MPF) para esclarecer se as interceptações telefônicas foram legais. As companhias telefônicas têm 10 dias para fornecer as informações solicitadas à Justiça.

    As empresas envolvidas ainda não se pronunciaram sobre o caso.





    06/08/2017

    Operação no Rio tem policial morto

    blitz no rio
    Rio de Janeiro - Forças de segurança ocupam ruas próximas ao Complexo do Lins, na zona norte, na Operação Onerat, deflagrada para coibir roubos de cargas e o crime organizado (Tomaz Silva/Agência Brasil)
    Forças de segurança ocupam ruas próximas ao Complexo do Lins, na zona norte, na Operação OneratTomaz Silva/Agência Brasil

    A operação conjunta realizada hoje (5) pelas forças de segurança estaduais e federais no Rio de Janeiro cumpriu 18 mandados de prisão e prendeu cinco pessoas em flagrante. As informações foram divulgadas no início desta noite pela Secretaria Estadual de Segurança Pública. O balanço informou também a morte de três pessoas em confronto com a polícia e a apreensão de dois adolescentes.

    Em entrevista coletiva na manhã de hoje, autoridades envolvidas na coordenação da operação, batizada de Onerat (carga em latim), já haviam informado que, entre os mandados de prisão cumpridos, nove eram para pessoas que já estavam detidas em presídios. Segundo o balanço divulgado por volta das 18h, um foragido da justiça está entre os detidos que foram encontrados nas favelas.

    A ação buscava cumprir 40 mandados de prisão no Complexo do Lins, na zona norte do Rio, além de 15 mandados de busca e apreensão. Além do conjunto de favelas, houve operações nos complexos do Chapadão e Pedreira, no Morro São João e na Covanca. As Forças Armadas atuaram no cerco a pontos estratégicos do entorno e as polícias foram as responsáveis pelas buscas no interior das comunidades.

    Rio de Janeiro - Forças de segurança ocupam ruas próximas ao Complexo do Lins, na zona norte, na Operação Onerat, deflagrada para coibir roubos de cargas e o crime organizado (Tomaz Silva/Agência Brasil)
    A operação foi deflagrada para coibir roubo de cargas e o crime organizadoTomaz Silva/Agência Brasil

    Foram apreendidas três pistolas, duas granadas e quatro radiotransmissores durante a ação, que busca combater o roubo de carga no estado. Uma moto e 21 automóveis também foram apreendidos pelos agentes, que recuperaram carga roubada. Os itens encontrados incluem material escolar, cosméticos, roupas e parte do carregamento de um caminhão dos Correios que foi roubado e levado para o Morro São João na última sexta-feira. Às apreensões também se somam 4 quilos (kg) de cocaína e 13 kg de maconha.

    A operação começou por volta das 3h30 deste sábado, e a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá teve que ser fechada nos dois sentidos, por sua proximidade com o Complexo do Lins. Os acessos à via foram liberados por volta das 18h.

    Policial morto

    Um policial militar que participava da operação pelo Batalhão de Ação com Cães (BAC) morreu hoje quando transportava dois suspeitos para a Cidade da Polícia. Segundo a Polícia Militar, a viatura em que o PM estava se envolveu em um acidente com um ônibus na zona norte do Rio, no bairro Encantado.

    Os dois suspeitos que estavam sendo transportados e mais um policial militar se feriram no acidente. Os feridos foram levados para o Hospital Salgado Filho, onde o policial militar que morreu chegou a ser socorrido, mas não resistiu.



 

 

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