• 09/02/2018

    Indústria paranaense volta a crescer

    Depois de três anos de resultados negativos, a indústria do Paraná voltou a crescer e encerrou 2017 com um aumento de 4,4% na produção. A indústria do Paraná avançou quase o dobro da brasileira, que fechou o ano com alta mais tímida, de 2,5%, na mesma base de comparação.

    Foi o terceiro melhor desempenho do País, atrás do Pará (10,1%) e Santa Catarina (4,5%). Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgada na quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Com o resultado de 2017, o Estado conseguiu interromper a sequência de resultados ruins gerados pela desaceleração da economia. Com a recessão, a indústria colocou o pé no freio nos investimentos, cortou produção e empregos. Em 2016, a queda na produção industrial havia sido de 4,4%, em 2015 (-8,8%) e em 2014 (-5,1%).

    “O ponto positivo é que se trata de uma recuperação abrangente, de vários segmentos industriais no Estado. A recuperação da demanda interna e as exportações colocaram a indústria novamente no caminho do crescimento”, afirma Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

    Das 13 áreas pesquisadas pelo IBGE, 10 tiveram aumento na produção. As maiores altas foram registradas na produção de máquinas e equipamentos e de veículos, que cresceram 33,6% e 16,4% respectivamente.

    O setor de máquinas e equipamentos, especialmente na produção tratores e colheitadeiras, foi beneficiado pela boa safra agrícola, explica Suzuki Júnior. “Com a safra recorde e o bom resultado do agronegócio, o produtor, com mais dinheiro no bolso, investiu na compra de máquinário”, afirma.

    As montadoras, por sua vez, retomaram o ritmo no chão de fábrica com a venda de automóveis principalmente para a Argentina e com a recuperação das vendas no mercado interno. Além da melhora do cenário de crédito, o lançamento de novos modelos ajudou a impulsionar a produção.

    Entre os outros destaques estão a produção de minerais não metálicos, que abrange a área de cimento e calcário (8,2%), borracha e material plástico (5,1%); bebidas (4,6%); produtos de madeira (4%); móveis (3,8%); papel e celulose (2,8%) e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (1,3%). Os resultados negativos vieram da indústria de alimentos, que recuou 1,1% no ano, derivados de petróleo e biocombustíveis (-2%) e produtos químicos (-5,7%).

    EMPREGO – O aumento da produção também fez a indústria voltar a contratar. No ano passado, o setor gerou um saldo positivo de 7.396 de empregos com carteira assinada no Estado. Foi o segundo maior saldo, só atrás do setor de serviços (7.752).

    A previsão para 2018 é de consolidação da recuperação do setor, de acordo com Suzuki Júnior. “A indústria será um dos setores no Paraná que terá crescimento econômico nesse ano. Se em 2017, a safra recorde fez a agropecuária ser um dos principais motores da economia, em 2018 esse papel será da indústria e dos serviços”, diz Suzuki Júnior.





    06/02/2018

    Viaduto desaba em Brasília

    O viaduto que desabou na manhã desta terça-feira (6), no centro de Brasília, deveria ter passado por manutenção pelo menos há sete anos. Em 2011, estudo do Sindicato de Engenharia e Arquitetura (Sinaenco) já havia detectado que esse era um dos viadutos e pontes do Distrito Federal que precisam com urgência de reparos e obras de manutenção.

    Segundo o relatório, o viaduto do Eixão no Setor Comercial Sul apresentava o agravamento dos problemas que já haviam sido detectados em estudo anterior, de 2009, necessitando de “intervenção urgente face ao alto volume de veículos que ali trafega”.

    “Importante sofrer intervenção planejada para não compromenter ainda mais o trânsito de veículos em toda região central de Brasília”, aponta o estudo.

    Em 2013, uma auditoria do Tribunal de Contas do Distrito Federal detectou fragilidades em diversos monumentos de Brasília, entre elas o viaduto. Na oportunidade, a equipe de vistoria recomendou que a obra fosse reformada.

    A auditoria realizada de março a junho de 2012 mostrou que muitos dos bens inspecionados não se encontravam em adequado estado de conservação. No relatório, o viaduto da Galeria dos Estados estava avaliado como local que precisava de manutenção urgente, assim como a Ponte do Braguetto e mais outros quatro viadutos e o estacionamento em frente ao Conjunto Nacional.

    O relatório mostrou ainda que 40,5% das passarelas e 30% das pontes e viadutos não se encontravam em bom estado de conservação.

    Após o acidente, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, reconheceu que o viaduto não recebeu manutenção. “São viadutos antigos. Desde o início do nosso governo, fizemos manutenção em oito viadutos. Seis deles receberam reforço estrutural. Infelizmente, esse não recebeu e agora temos que ver que providências iremos tomar a partir de agora.”





    30/01/2018

    Sanepar cria opções para contas atrasadas

    Uma revisão de contrato entre bancos e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está facilitando a vida de clientes que não pagaram a conta de água na data do vencimento. A mudança amplia a rede de agentes que podem receber contas com mais de 25 dias de atraso. A partir de janeiro, mais de 3.500 postos em todo o Estado passam a receber essas contas.

    Diversas instituições estão credenciadas para fazer o recebimento como farmácias, supermercados, ou os bancos Credicoamo e Sicredi. A Caixa Econômica, além do Internet Banking e caixas eletrônicos, recebe as contas da Sanepar com atraso superior a 25 dias também pela Rede Lotérica. O Banco do Brasil recebe pelo Internet Banking, caixas eletrônicos e Bancos Postais. Já o Santander somente pela internet, caixas eletrônicos ou correspondentes bancários.

    “O aditivo de contrato da Sanepar com as instituições financeiras facilita para o cliente fazer o pagamento de seus débitos, seja qual for o período de atraso”, diz o diretor comercial da Sanepar, Antonio Carlos Belinati. Ele explica que a mudança também agiliza o recebimento, pela Sanepar, de informações sobre as contas pagas, evitando o corte da ligação de água. “Temos contratos em que o envio desse tipo de dado ocorre a cada 15 minutos. Essa agilidade faz com que se evitem transtornos como o corte”, esclarece.

    Para obter informações sobre as instituições autorizadas, os limites de valores, prazos e modalidades para pagamento (boca de caixa, caixas eletrônicos, Internet Banking e débito automático), entre no site da Sanepar, www.sanepar.com.br, e escolha a opção “Onde Pagar”, nos menus “Clientes” ou “Acesso Rápido”.

    DÉBITO AUTOMÁTICO – Para autorizar o débito automático, basta que o interessado entre em contato com o banco onde possui conta. Para mais informações sobre débito automático, o cliente pode acessar nosso site, abrir a aba Clientes/Onde Pagar e clicar no banner “Débito Automático”. Deixar a conta em débito automático é simples e evita transtornos.

    SANEPAR NO CELULAR – Sem precisar se deslocar a uma central de atendimento, o cliente da Sanepar também pode conferir os locais de pagamentos e a situação de seus débitos pelo aplicativo Sanepar Mobile.  Compatível com os sistemas operacionais Android e iOS, o Sanepar Mobile pode ser baixado nas lojas Google Play Store e App Store.

    Pelo aplicativo, o cliente poderá atualizar seu cadastro, solicitar outra data de vencimento ou a entrega da conta em outro endereço, localizar centrais de relacionamento e locais credenciados para pagamento da conta. Poderá também obter código para pagamento, consultar informações sobre pagamentos efetuados, débitos, leitura e consumo e ainda verificar falta d’água, solicitar serviços de conserto de cavalete e de verificação da qualidade da água. Esses serviços também podem ser feitos pelo site: www.sanepar.com.br





    29/01/2018

    Governo entrega mais 164 viaturas

    O governador Beto Richa oficializou nesta segunda-feira (29) a entrega de mais 164 viaturas para o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen). Richa afirmou que a ação faz parte de uma série de investimentos na área da segurança pública e que no próximo mês o Estado repassa mais 600 viaturas para as polícias Militar e Civil.

    As novas viaturas do sistema penitenciário serão distribuídas para todas as regiões do Estado. Além de modernizar a frota das unidades penais, uma parte será destinada para a Seção de Operações Especiais (SOE), grupo de elite do Depen, que atua em situações de crise no sistema prisional.

    Os veículos são utilizados na escolta e transporte de presos, e nas abordagem em penitenciárias e delegacias durante situações de fuga, motins e rebeliões. O investimento total é de R$ 15,7 milhões, sendo R$ 3,8 milhões recursos próprios do Estado e R$ 11,9 milhões do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

    “De 2011 para cá, compramos 3 mil novas viaturas para ampliar a frota da segurança, a maior aquisição de viaturas que um governo estadual já fez. Também fizemos a maior contratação de policiais no Estado, com 11 mil novos profissionais ruas”, disse ele.

    O investimento na área inclui, também, a aquisição de armas, munições e coletes e melhorias nas estruturas e nas condições de trabalhos dos agentes de segurança. “Como resultado, o número de criminosos presos aumentou significativamente no Paraná. No ano passado tivemos uma média de 200 prisões por dia”, destacou o governador.

    EFICIÊNCIA – Do total de veículos entregues ao Depen, 62 são caminhonetes Amarok, 40 veículos Gol, 25 Duster e 37 caminhonetes Oroch. No ano passado, o Depen recebeu outros 45 veículos (25 Duster e 18 camburões para o transporte de presos).

    “Vamos atender a todas as penitenciárias do Estado e a nossa unidade de força, que estará com equipamento à altura do que precisa para que atue de forma eficiente e permanente”, explicou o diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo. Ele antecipou que novos veículos serão entregues. “Nunca na história o Depen recebeu tantas viaturas”, afirmou.

    O diretor da Penitenciária de Francisco Beltrão, Antonio Marcos, disse que a unidade vai receber dois novos veículos, que trarão mais conforto e segurança aos agentes e mais dignidade no transporte de presos. “Os investimentos são necessários, porque no dia a dia lidamos com seres humanos que estão privados de liberdade, mas que logo retornarão à sociedade”, explicou.

    OPERAÇÕES ESPECIAIS – Para o SOE serão destinadas 24 viaturas. O chefe da divisão de operações e segurança, Humberto Benigno, explicou que o grupo atua na intervenção quando há crises no sistema prisional. “Os veículos serão distribuídos nas cinco bases do SOE para serem utilizados nas escoltas e deslocamentos”, informou. “Investimentos como este influenciam de forma direta e eficaz no atendimento das crises e na preservação da vida de todos que atuam nesta área”, salientou.

    PRESENÇAS – Participaram do ato a vice-governadora Cida Borghetti; o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano; o delegado-geral da Polícia Civil, Júlio Reis; o chefe da Casa Militar, coronel Élio de Oliveira Manoel; os secretários de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, Artagão Júnior, e da Cultura, João Luiz Fiani; os presidentes do BRDE, Orlando Pessuti; e da É-Paraná, Sérgio Kobaiashi; o defensor público geral do Paraná, Eduardo Abraão, e os deputados estaduais Luiz Cláudio Romanelli, Alexandre Curi, Guto Silva, André Bueno, Cristina Silvestri, Paulo Litro e Rubens Recalcatti.
    BOX
    Modernização do sistema inclui obras, celas modulares e centros de triagem
    O sistema prisional do Paraná passa por uma modernização. São 14 obras em andamento, entre construções e ampliações de unidades penais. Os trabalhos já foram iniciados. O objetivo é abrir cerca de mais de 9 mil vagas, número suficiente para retirar os presos que estão hoje custodiados em delegacias de polícia, segundo o diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo.

    No ano passado, o Governo do Estado liberou a instalação de celas modulares (shelters), que vão abrir 684 novas vagas no sistema carcerário estadual em 2018. O investimento é de R$ 8 milhões.

    Também está prevista a construção de uma penitenciária modular no Complexo de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, com capacidade para cerca de 600 presos. A previsão de entrega é 2018 e o investimento é da ordem de R$ 35 milhões – recursos do Fundo Penitenciário Nacional transferidos para o Fundo Penitenciário Estadual. O início das obras está previsto para os próximos dias.

    Outro projeto é a instalação de quatro Centros de Triagem no Interior do Estado. As obras emergenciais serão iniciadas no primeiro trimestre deste ano e concluídas em quatro meses.

    “Os projetos estão prontos e sendo adequados à disponibilidade orçamentária da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária”, explicou. “Pretendemos extinguir muito rapidamente a permanência de presos em delegacias de polícia”, ressaltou Cartaxo.





    02/01/2018

    Atividade portuária gera 44,2 mil empregos

    Além dos tributos, a atividade portuária é responsável pela geração de 44.257 empregos em Paranaguá, trazendo desenvolvimento econômico para o município e renda para as famílias. Cerca de 14% das empresas instaladas na cidade estão ligadas ao serviço portuário, atividade que emprega um em cada cinco dos trabalhadores de Paranaguá, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

    A atividade portuária é também a maior fonte pagadora de Paranaguá – dos cerca de R$ 1,6 bilhão injetado na economia da cidade em salários todos os anos, um quarto é proveniente dos empregos ligados diretamente ao porto.

    De acordo com o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, em 2017 a a cidade de Paranaguá e o porto colheram bom resultados. Isso porque os recordes de produtividade obtidos pelo setor portuário e os investimentos para melhoria da infraestrutura refletem diretamente na economia da cidade.

    “A história do Porto de Paranaguá e da cidade se misturam. Se o Porto de Paranaguá é um dos principais da América Latina, muito se deve à cidade”, declarou o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

    OBRAS E MELHORIAS – A Appa executa continuadamente obras e melhoria nas áreas do Porto Organizado, que abrange todo o entorno do Porto de Paranaguá. Paralelamente, investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões foram autorizados em 2017 pelo Governo do Estado para a recuperação da avenida Bento Rocha e a construção de viaduto na avenida Ayrton Senna da Silva, em Paranaguá.

    As obras serão realizadas através do convênio entre a Appa e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER), cabendo à Administração dos Portos o aporte dos recursos e ao DER-PR a licitação e execução das obras.

    “A construção do viaduto na entrada de Paranaguá, interseção entre a BR-277 e a avenida Ayrton Senna da Silva, vai desafogar o trânsito e tornará o trecho muito mais seguro”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

    ACESSO – A Appa incluiu nos programas de compensação ambiental a reforma e construção de trapiches (pontes que servem como atracadouros para pequenas embarcações) nas comunidades ilhadas do Litoral do Paraná. Serão reformados nove trapiches e cinco novos serão construídos nos próximos dois anos.

    O processo já começou com consultas públicas a moradores das localidades que serão beneficiadas. Obras de reforma estão previstas para as comunidades de Europinha, Piaçaguera, Amparo, Eufrasina, Ilha do Teixeira, Vila Maciel, Ilha do Mel e Rocio. A Ilha dos Valadares e os municípios de Antonina e Pontal do Paraná vão receber novos trapiches.

    LIMPEZA PÚBLICA – O cuidado com a limpeza da área portuária e a saúde dos trabalhadores e moradores do entorno tem é prioridade para a Appa. Desde 2013, o porto conta com um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, com a varrição de ruas e avenidas, além do Programa de Combate à Dengue.

    São investidos em torno de R$ 1,7 milhão por ano em ações de coleta de lixo, distribuição de caçambas para a separação correta dos resíduos e a varrição diária das vias de acesso, ruas e avenidas localizadas no entorno da área portuária, no cais do porto e nos terminais portuários.

    Desde julho, a Appa repassa todos os resíduos sólidos recicláveis gerados internamente para a Associação de Catadores de Material Reciclável da Vila Santa Maria, em Paranaguá. Além da coleta seletiva e da destinação correta do lixo produzido, o acordo de cooperação firmado com a entidade garantirá um incremento na renda das famílias que trabalham com a separação dos diversos tipos de materiais recicláveis.

    COMBATE À DENGUE – A Appa mantém ações permanentes de combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti. O trabalho inclui medidas de higiene e limpeza, educação ambiental com foco na saúde pública, divulgação com material informativo em todas as comunidades das baías de Paranaguá e Antonina sobre as formas de prevenção; diagnóstico e monitoramento das áreas prioritárias para ações de combate à dengue e ampliação do trabalho de varrição de ruas e avenidas dentro da área do cais e do Porto Organizado.

    SÓCIO AMBIENTAL – O Porto de Paranaguá desenvolve projetos e ações visando a convivência harmônica entre o porto e a cidade. Nos últimos seis anos, a Appa investiu cerca de R$ 35 milhões em meio ambiente. Até 2018, outros R$ 32 milhões estão previstos para dar continuidade e aprimorar os mais de 40 projetos e programas que estão em andamento.

    Com isso, a Appa garantiu o primeiro lugar em desempenho ambiental. A avaliação feita pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) é composta por 38 indicadores, com base na legislação ambiental e nas boas práticas do setor portuário mundial.

    Outra importante iniciativa do Porto, em parceria com a Prefeitura de Paranaguá, é o Programa Porto Escola, que aplica noções de sustentabilidade e segurança para os alunos do 5º ano da rede municipal de ensino. O projeto que iniciou em 2015 completou neste ano a marca de 6 mil crianças atendidas. Os estudantes são recebidos no porto às quintas-feiras, no período matutino.





    26/12/2017

    Estradas continuam matando em acidentes

    Mortes e atropelamentos nas rodovias estaduais durante o feriado Natal

    Durante o feriado prolongado o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) desencadeou a “Operação Natal” em todo o Paraná para garantir a tranquilidade e a segurança da população paranaense e dos turistas que transitaram pelas rodovias estaduais com o reforço no policiamento. No ano de 2017 o número de mortes, feridos, imagens de radar e autuações no geral reduziu em comparativo com o ano anterior, em levantamento preliminar. As atividades que iniciaram-se às 14 horas de sexta-feira (22/12) e seguiram até às 23h59 desta segunda-feira (25/12), contaram com policiais do serviço administrativo que atuaram nas ações preventivas e ostensivas nos 57 postos de fiscalização.
    As equipes das seis companhias do batalhão reforçaram os mais de 12,8 mil km de rodovias estaduais em pontos estratégicos nos locais e horários de maior incidência de acidentes graves. Foram feitos bloqueios, atividades rotineiras de verificação de documentação e de infrações de trânsito rodoviário para também inibir, além da embriaguez ao volante, outras atitudes perigosas como a ultrapassagem em local proibido e delitos que podem ocasionar acidentes fatais.
    Em todo o Paraná foram registrados 106 acidentes, seis mortes, 95 feridos, dois atropelamentos, nove infrações de trânsito pelo Art. 165 e cinco infrações pelo Art. 306 (crime de embriaguez), além de 369 testes etilométricos, 1.228 autuações gerais, 1.930 imagens de radar e 50 veículos retidos. A sexta-feira (22/12), início do feriado, foi o dia com maior número de testes etilométricos feitos (104) e de autuações por imagens de radar (1.212). O sábado (23/12) foi o dia com maior número de acidentes (39), de mortes (4), de feridos (33) e de autuações gerais (421).
    Uma das mortes foi do prefeito da cidade de Japira, no Norte Pioneiro do Paraná, Walmir Wellington da Silva (DEM), que morreu na tarde de segunda-feira (25), vítima de um acidente na BR-153. A enteada do prefeito, de 4 anos, também não resistiu e faleceu a caminho do hospital. O acidente ocorreu no km 94 da rodovia, dentro do município de Japira.
    Em comparação com o feriado de 2016, neste ano houve uma redução no número de mortes, sendo que no ano passado foram nove e neste feriado seis, bem como diminuiu o número de feridos em -18,10%, pois no ano anterior foram 116 e em 2017 95. Os dados de imagens de radar também caíram de 2.500 em 2016 para 1.930 em 2017 (-22,80%), assim como o número de autuações no geral que passou de 1.404 no ano anterior para 1.228 neste ano (-12,54%); o de veículos retidos que caiu de 64 para 50 neste ano (-21,88%) e o de autuações pelo Art. 306 que passou de seis para cinco em 2017 (-16,67%).
    Já os dados de acidentes aumentaram de 86 em 2016 para 106 em 2017 (23,26%), o número de exames etilométricos subiu de 364 para 369 (1,37%) e o de infrações de trânsito pelo Art. 165 passou de oito para nove neste ano (12,50%). O número de atropelamentos se manteve, ou seja, foram dois casos em 2016 e dois em 2017.

    LITORAL – Nas rodovias estaduais que cortam os municípios da região Litorânea do Paraná, o BPRv contou com uma intensificação no policiamento durante o período de festas, porém no decorrer de todo o verão os policiais atuarão com bloqueios, radares, abordagens e verificação de documentos.

    Na Costa Leste o batalhão registrou na Operação Natal nove acidentes, seis feridos, 80 testes etilométricos, cinco infrações de trânsito pelo Art. 165 e uma pelo Art. 306 (crime de embriaguez), além de 227 autuações gerais, 316 imagens de radar e 10 veículos retidos. “Neste ano tivemos uma diminuição no fluxo de veículos sentido litoral devido ao tempo chuvoso, porém as equipes atuaram nos locais com maior incidência de acidentes e garantiram a segurança daqueles que viajaram”, explica o Comandante da 1ª Companhia do BPRv, capitão Idevaldo de Paula Cunha Júnior.

    No Litoral do Paraná, os dias 22 e 25 de dezembro foram os que mais registraram acidentes (três em cada). Já o sábado (23/12) foi o dia com o maior número de feridos (3) e de imagens de radar (227); a segunda-feira (25/12) registrou o maior número de testes etilométricos (47), de Art 165 (4) e de autuações no geral (83). Na sexta-feira (22/12) registrou-se o maior número de veículos retidos (4) e no domingo (24/12) de infração pelo Art 306 (1).

    Nesta região, em comparação com o feriado de 2016, neste houve uma redução (-200%) no número de autuações pelo Art 306, de três passou para uma, bem como os dados de imagens de radar que também caíram de 714 em 2016 para 316 em 2017 (-55,74%) e de veículos retidos que diminuiu de 26 para 10 (-61,54%).

    Já o número de feridos aumentou de dois para seis em 2017 (200%), de testes etilométricos que passou de 41 para 80 (95,12%) e de infrações pelo Art 165 que subiu de três para cinco (40%). O número de acidentes de manteve, no ano anterior foram nove e em 2017 também. Não houve registro de mortes e nem de atropelamentos nos dois anos.





    21/12/2017

    Morre ex-governador de Minas Gerais

    Júlia Buonafina*

    Morreu hoje (21) em Belo Horizonte o ex governador de Minas Gerais Francelino Pereira, aos 96 anos. O corpo está sendo velado no Palácio da Liberdade, na capital mineira.

    Em nota, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, lamentou a morte de Francelino Pereira e decretou luto oficial de três dias no estado. “Manifesto o pesar pelo falecimento do ex-governador de Minas Gerais Francelino Pereira, homem púbico que pautou sua trajetória de forma íntegra, cumprindo importante papel na redemocratização do Brasil. Como governador, senador e deputado federal sempre defendeu os interesses do nosso estado. Presto minha solidariedade aos familiares e amigos”.

    Francelino Pereira foi presidente da Aliança Renovadora Nacional (Arena) durante o regime militar.  O ex-governador era formado em direito pela Universidade de Minas Gerais e teve o primeiro cargo no Legislativo como vereador e logo depois foi eleito deputado federal, cargo que ocupou durante quatro mandatos, entre 1963 e 1979. Em 1995,  foi eleito senador.





    19/12/2017

    Marcelo Odebrecht troca Curitiba por São Paulo

    Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil
    Marcelo Odebrecht (Reprodução vídeo)
    Marcelo Odebrecht passará a cumprir pena em regime domiciliar

    Reprodução vídeo

    O empresário Marcelo Odebrecht já chegou a São Paulo, onde cumprirá o restante de sua pena em casa, com tornozeleira eletrônica. Ele saiu por volta das 10h de hoje (19) da carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, no Paraná, onde ficou dois anos e meio preso. Ao sair da PF, Marcelo foi encaminhado à sede da Justiça Federal, onde colocou o equipamento na perna. Ele saiu de lá por volta de 12h40.

    Marcelo Odebrecht foi liberado em função do acordo de delação premiada feita com os responsáveis pela Operação Lava Jato, com a garantia de que ele ficaria preso somente até hoje em regime fechado. Ao todo, a pena dele é de dez anos.

    O empresário foi condenado em um processo em março de 2016 e outro em junho de 2017, ambos na Operação Lava Jato. Ele é réu em mais dois processos dentro da operação: um envolvendo o sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, classificado como vantagem indevida ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, e outro que envolve os recibos de aluguel de um apartamento vizinho ao que mora Lula.





    18/12/2017

    Indústria do Paraná retoma crescimento

    Depois da queda registrada em 2016, a indústria de transformação retomou o ritmo e deve encerrar 2017 com avanço na produção acima de 5% no Paraná. É o Estado com maior taxa de crescimento da produção industrial no País neste ano. Em 2016, com a crise econômica, o setor havia registrado uma queda de 4,3%.

    A projeção, feita pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), toma como base a retomada do setor, que ganhou fôlego ao longo dos meses. De janeiro a outubro, o crescimento foi de 5%, de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ficou à frente de Mato Grosso (4,6%), Amazonas (4,4%) e Santa Catarina (4,1%).

    O desempenho no acumulado do ano também é bem superior ao do Brasil, de 1,4% no período. Especificamente em outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado, a indústria do Paraná cresceu 4,2%.

    MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS – Em dez meses, o desempenho da indústria paranaense da transformação (que não inclui a atividade extrativa) foi puxado pelos setores de máquinas e equipamentos e automotivo, com crescimento de 48,2% e 18%, respectivamente. “O setor de máquinas e equipamentos, especialmente na produção tratores e colheitadeiras, foi beneficiado pelo crescimento do agronegócio, com a boa safra agrícola”, afirma Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Ipardes.

    Segundo ele, além do avanço da renda no campo, que permitiu ao produtor investir mais na compra de maquinário, o segmento também vem registrando bons resultados nas exportações.

    Com relação aos automóveis, o crescimento é atribuído à retomada do mercado interno, aumento das exportações e o lançamento de novos produtos. “O polo automotivo do Paraná é considerado o segundo maior em valor adicionado, reconhecido pela modernidade das plantas industriais, o que vem atraindo investimentos na produção de novos modelos”, diz.

    O setor de minerais não metálicos, que abrange a área de cimento e calcário, recebeu investimentos de várias fábricas nos últimos anos no Estado e registrou o terceiro maior crescimento, de 9%, no acumulado do ano.

    Outros destaques foram a fabricação de bebidas (2,5%), de produtos de madeira (1,8%), celulose e papel (2,3%), borracha e material plástico (4,9%), metal, exceto máquinas e equipamentos (1,1%) e móveis (2%).





    12/12/2017

    PIB do Paraná é muito maior que o brasileiro

    A economia do Paraná cresceu 2,9% no terceiro trimestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. Com a evolução, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado alcançou R$ 101,675 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

    O crescimento do PIB do Paraná foi mais do que o dobro do Brasil, que cresceu 1,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano, a economia do Paraná registra alta de 2,1%, contra 0,6% do Brasil.

    O resultado do Paraná foi influenciado por performances positivas em todos os setores. No terceiro trimestre, na comparação com igual período do ano passado, a agropecuária cresceu 11,1%, a indústria 2,5%, os serviços 2,1% e a geração de impostos 3,1%.

    “O Paraná demonstra que o trabalho dos paranaenses, na indústria, no campo, no comércio e serviços, apoiado por uma administração pública voltada ao desenvolvimento socioeconômico, promove resultados melhores que os do país”, afirma o governador Beto Richa. “Deixamos a crise para trás antes, mas o Brasil, felizmente, também segue o caminho de recuperação”.

    O diretor presidente do Ipardes, Julio Suzuki Júnior, ressalta que os dados comprovam que o Paraná saiu da crise em uma velocidade mais rápida e em um ritmo mais contundente que o Brasil. “O bom desempenho na agropecuária se estendeu aos demais setores ao longo do ano, o que faz com que o Estado tenha um desempenho mais positivo que a média”, explica.

    Com o resultado, o Ipardes revisou mais uma vez a previsão de crescimento da economia do Estado para 2017. A projeção inicial, que era de 1,5%, passou para 2% e agora está em 2,3%. “O Paraná deve crescer mais de duas vezes que o Brasil em 2017, cujas estimativas variam de 0,7% a 1%”, diz.

    AMBIENTE – Na avaliação do secretário do Planejamento e Coordenação Geral (SEPL), Juraci Barbosa Sobrinho, o crescimento da economia paranaense é resultado do bom ambiente econômico no Paraná, decorrente de fatores como investimentos em infraestrutura e contas em dia. “O Estado, sendo o maior comprador, contribui nas cadeias produtivas locais”, comenta ao acrescentar ainda a crescente contribuição do Estado ao PIB nacional.

    Suzuki Júnior também entende que o ajuste fiscal e o ambiente mais favorável a investimentos no Estado contribuem para o bom desempenho da economia. “O setor produtivo se sente mais seguro em investir em um Estado que soube fazer o ajuste, cumpre as suas obrigações salariais e preserva, dessa maneira, o poder de consumo da população”, diz o economista.

    TRIMESTRE – No campo, o destaque do terceiro trimestre foi a safra de inverno, com o crescimento da colheita de milho. No setor industrial, a expansão de 2,5% foi favorecida pela indústria de transformação, na qual se destacam a produção de máquinas e equipamentos (14,8%) e veículos automotores (11,4%). O período também foi marcado pelo resultado positivo da construção civil, após vários trimestres no negativo nesse comparativo.

    No trimestre, houve recuperação de vendas no comércio, em que sobressaiu a comercialização de combustíveis, de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação. Também foram registrados crescimentos da área de transportes, armazenagem e correios, e de serviços prestados às famílias.

    As contribuições negativas ficaram por conta da produção de energia elétrica, afetada pela redução dos níveis dos reservatórios, com relação à observada em 2016. Ao mesmo tempo, serviços de informação e comunicação impediram melhor desempenho no setor de serviços.

    ACUMULADOS – A safra recorde, de 41 milhões de toneladas de grãos, e a expansão da indústria de transformação em todos os trimestres do ano, além da recuperação do setor de serviços, contribuíram para o desempenho no acumulado de janeiro a setembro de 2017. A agropecuária cresceu 11% no período, a indústria (1,3%), os serviços (1,4%) e a geração de impostos (1,6%).

    No acumulado de quatro trimestres, a economia do Paraná cresceu 1,5%, acumulando um PIB de R$ 412,784 bilhões. O valor corresponde a 6,4% do PIB nacional. Em termos setoriais, o Paraná responde por 11,8% da agropecuária do País, enquanto a indústria e os serviços são responsáveis por 7,6% e 5,7%, respectivamente.



 

 

Destak News - A melhor informação na Web.
© Copyright 2001-2014 DestakNews- Todos os direitos reservados