• 24/04/2018

    Senadora paranaense denunciada

    O senador José Medeiros (Podemos-MT) apresentou nesta terça-feira (24) uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado contra a senadora Gleisi Hoffmann, após a parlamentar conceder uma entrevista na TV Al Jazeera. O pedido para investigar a possível quebra de decoro da petista foi recebido pelo presidente do colegiado, senador João Alberto Souza (MDB-MA), que o encaminhou à Advocacia do Senado para uma análise prévia.

    Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado durante debate se a CPI da Petrobras será exclusiva ou ampla. Na foto, a senadora Gleisi Hoffmann  (Valter Campanato/Agência Brasil)
    Senador José Medeiros protocolou ação, depois que a senadora Gleisi Hoffmann concedeu entrevista à emissora de TV árabe Al Jazeera
    Valter Campanato/Agência Brasil

    Ao apresentar a petição, José Medeiros alega que Gleisi Hoffmann fez um chamamento a “grupos estrangeiros” para virem ao Brasil após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Medeiros, a senadora estaria incitando o ódio e tentando incendiar o país.

    Na semana passada, a entrevista da parlamentar à emissora árabe repercutiu também no plenário do Senado. Após ouvir críticas da senadora Ana Amélia (PP-RS) por, segundo ela, prejudicar a imagem do Judiciário brasileiro, Gleisi afirmou que a entrevista foi concedida com o mesmo intuito a outros veículos internacionais: o de chamar atenção para a prisão de Lula. Para Gleisi, o “incômodo” com a Al Jazeera só pode ser reputado à “ignorância e xenofobia” com o povo árabe.

    A depender do parecer dos advogados do Senado, o presidente do conselho João Alberto pode optar por reconhecer a denúncia contra a senadora, dando início ao processo, ou arquivá-la de ofício.





    16/04/2018

    Carceragem onde está Lula terá inspeção

    Um grupo de senadores vai fazer inspeção, nesta terça-feira (17), na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente Lula cumpre pena de prisão desde o último dia 7 de abril. A autorização foi dada pela juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal, em despacho publicado na tarde de hoje. Na semana passada, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado aprovou a diligência, com o objetivo de “verificar as condições de encarceramento” do ex-presidente e de outras pessoas presas no local.

    De acordo com o senador Paulo Paim (PT-RS), durante pronunciamento na tribuna do Senado, os próprios parlamentares vão arcar com as despesas da viagem até Curitiba. Além dele, fazem parte da comitiva a senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), e os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Telmário Mota (PTB-RR), Roberto Requião (MDB-PR), Paulo Rocha (PT-AM), João Capiberibe (PSB-AP), Fátima Bezerra (PT-RN), Lídice da Mata (PSB-BA), Humberto Costa (PT-PE), José Pimentel (PT-CE) e Ângela Portela (PDT-RR).

    Em seu despacho, a juíza Carolina Lebbos informou à PF sobre a diligência dos senadores, mas ressaltou que não teria chegado ao conhecimento dela informação sobre violação de direitos humanos de pessoas custodiadas no local.

    A magistrada disse ainda que solicitou manifestação do Ministério Público Federal (MPF) sobre outros pedidos de visita ao ex-presidente, entre eles o do vereador paulistano Eduardo Suplicy (PT-SP); o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi; do deputado federal André Figueiredo (PDT-CE); e do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que é pré-candidato à presidente. Também solicitou autorização de visita, o vencedor do prêmio Nobel da paz, o argentino Adolfo Pérez Esquivel.

    A juíza também pediu pronunciamento do MPF sobre a petição da defesa do ex-presidente para que seja garantido a Lula o direito de receber visitas da presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Os advogados alegam que é direito das pessoas que se encontram presas receber visitas de parentes e amigos. “A relação política e a amizade entre o peticionário [Lula] e a senadora Gleisi Hoffmann justificam o deferimento da pretensão aqui analisada de acordo com a lei e sua regulamentação”, diz um trecho do pedido.

    Não se tem conhecimento da preocupação da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado com as condições gerais das prisões do país.

    Antenor Ribeiro – Destaknews

    Com AG. Brasil





    14/04/2018

    TJPR determina saída de manifestantes em Curitiba

    Débora Brito – Repórter da Agência Brasil

    O Tribunal de Justiça do Paraná determinou que os manifestantes acampados nos arredores da sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso, devem pagar multa diária de R$ 500 mil, caso não cumpram ordem judicial de deixar a área. A decisão foi proferida ontem (13) pelo juiz substituto da 3ª Vara da Fazenda Pública, Jailton Juan Carlos Tontiniu.

    Os movimentos citados na decisão são: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Partido dos Trabalhadores (PT-PR), Movimento Curitiba contra Corrupção, Movimento Brasil Livre (MBL) e o Movimento UFPR Livre. Segundo a prefeitura de Curitiba, cerca de 500 pessoas, favoráveis ou contrárias a Lula, estão acampadas no entorno do prédio da PF “causando transtornos e a precarização na prestação dos serviços públicos aos moradores pelo bloqueio às ruas”.

    No despacho, o juiz explica que a medida visa a evitar o uso da força policial e dissuadir os réus que descumpriram a liminar concedida semana passada pela Justiça à prefeitura de Curitiba. A liminar proíbe os manifestantes de transitar nas áreas determinadas, impedir o trânsito de pessoas e montar estruturas e acampamentos nas ruas e praças da cidade.

    Ontem (13), a prefeitura pediu à Justiça que o ex-presidente Lula seja transferido para outro local, devido a problemas de segurança e reclamações dos residentes do Bairro Santa Cândida. O Sindicato dos Delegados da Polícia Federal também solicitou a transferência de Lula para outro local com mais condições de segurança para a população e servidores.





    12/04/2018

    Filhos de Lula vão visitá-lo na Prisão

    Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil
    Curitiba - PM reforça a segurança ao redor da Superintendência da PF, após a prisão de Lula (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
    O  ex-presidente Lula está preso desde a semana passada  na  carceragem  da  Polícia  Federal  em Curitiba Marcello Casal Jr

    Arquivo/Agência Brasil

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quinta-feira (12), na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, a visita dos filhos Fábio Luís, Luís Claudio e Lurian e do neto Thiago, acompanhados do advogado Cristiano Zanin Martins. Foi a primeira visita ao ex-presidente desde que ele foi preso, no dia 7 deste mês, em São Bernardo do Campo (SP).

    Do lado de fora, grupos que permanecem em vigília pedindo a libertação de Lula fizeram debates e receberam parlamentares do PT, entre os quais os deputados Carlos Zarattini (SP) e Henrique Fontana (RS). Ainda estava prevista a realização de um ato com a participação da presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

    Dirigentes do PT criticam as condições em que o ex-presidente está preso, principalmente a dificuldade de visitar Lula. Na terça-feira (10), a 13ª Vara Federal de Curitiba negou autorização para a entrada de nove-governadores e três senadores na carceragem para uma visita ao ex-presidente.

    Diligência

    Ontem (11) a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou requerimento da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) para realização de diligência sobre as condições de encarceramento do ex-presidente e dos demais presos na PF na capital paranaense. O pedido será formalizado à direção da unidade.

    Na Câmara dos Deputados, cinco partidos – PT, PSB, PDT, PCdoB e PSOL – pediram na terça-feira (10) a criação de uma comissão externa para acompanhar a situação de Lula na prisão. Segundo a proposta, não haveria custos para a Casa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda não respondeu.

    Nota da PF

    Também ontem, a Polícia Federal divulgou nota afirmando que os procedimentos relativos à custódia de Lula “são os mesmos aplicados aos demais custodiados, salvo exceções específicas autorizadas pelo Juízo da 12ª Vara Federal de Curitiba”. Esta é a vara responsável pelas execuções penais. A nota acrescenta que o espaço em separado para o ex-presidente foi determinado por Sérgio Moro, responsável pelo processo.

    De acordo com o texto, não foi aprovado “qualquer outro benefício que não se aplique aos demais custodiados que se encontram atualmente na unidade policial”. Além disso, apenas os servidores envolvidos com a segurança do ex-presidente têm contato com ele, os direitos estão sendo cumpridos e a defesa sabe da situação de Lula, acrescenta a nota.

    TRF

    A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou embargos da defesa de Lula no habeas corpus que pedia a inclusão da oitiva com o advogado Tacla Duran no processo sobre a propriedade de imóveis em São Bernardo do Campo (SP). Tal processo é diferente daquele que resultou na condenação e prisão do ex-presidente, que envolve um apartamento no Guarujá, litoral paulista.

    A defesa apontava contradições na análise do habeas corpus, que não negado antes do julgamento do mérito. Os advogados também questionavam o fato não terem sido consideradas informações prestadas pela JBS na comissão parlamentar de inquérito (CPI) criada para apurar denúncias de favorecimento à empresa e a políticos. O desembargador João Pedro Gebran Neto disse que não cabia ao tribunal entrar no exame de provas nesta etapa do processo.





    11/04/2018

    Requião liderava caravana para visita a Lula

    Justiça nega visita coletiva a Lula

    A juíza Carolina Moura Lebbos negou o pedido para que ex-governadores e outros políticos visitassem o ex-presidente Lula na Superintendência da polícia Federal em Curitiba. Disse a juíza em seu despacho: “Com efeito, não há fundamento para a flexibilização do regime geral de visitas próprio à carceragem da Polícia Federal. Desse modo, deverá ser observado o regramento geral. Portanto, incabível a visitação das pessoas indicadas na petição de evento 4. Indefiro o requerimento”, afirmou a juíza da 12ª Vara Federal de Curitiba.

    Liderados pelo senador paranaense Roberto Requião (MDB), políticos pediam permissão para uma visita ao condenado ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recentemente foi preso e iniciou cumprimento da pena de 12 anos e um mês na Polícia Federal da capital paranaense. Instalado em uma sala de 15 metros quadrados, o ex-presidente não terá regalias, além das já concedidas, como sala de estado maior.

    Estavam na lista, além do senador paranaense Roberto Requião, o Governador do Acre, Tião Viana, governador de Alagoas, Renan Filho; governador do Amapá, Valdez Góes; governador da Bahia, Rui Costa; Governador do Ceará, Camilo Santana; Governador do Maranhã, Flávio Dino; Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho; Governador de Pernambuco, Paulo Câmara; Governador do Piauí, Wellington Dias; Governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria; Governador de Sergipe, Belivaldo Chagas; o Senador Liondbergh Farias, a senadora do PT Gleisi Hoffmann, e aina Márcio Costa Macedo, vice-presidente do PT e Ângelo Vanhoni, ex-deputado federal petista.

    Antenor Ribeiro – Destaknews





    10/04/2018

    Governador vai mudando o Secretariado

    Na primeira reunião de trabalho com a equipe governo, realizada na manhã desta segunda-feira (9), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, a governadora Cida Borghetti indicou o nome do novo presidente da Copel. O engenheiro civil Jonel Iurk, que até então era presidente da Compagas, vai comandar a estatal de energia.

    Cida sustentou a importância da integração e afirmou que pretende fazer reuniões semanais com toda a equipe de governo. Ela também apresentou o deputado estadual Pedro Lupion como o novo líder do Governo na Assembleia, e os novos secretários de Estado já anunciados na última sexta-feira (6).

    “Priorizamos uma gestão eficiente”, disse a governadora. “Os que entram na equipe agora, e aqueles que prosseguem, são fundamentais para dar continuidade ao que tem sido feito no Estado”, afirmou Cida, reforçando que em nove meses é possível fazer muita coisa. “Vamos dar respostas com trabalho sério e eficaz”.

    Novo secretário do Desenvolvimento Urbano, Silvio Barros, será responsável pela coordenação dos trabalhos e acompanhamento da execução dos projetos do governo do Estado. Ele também vai acumular interinamente a chefia da Casa Civil. “Minha função principal será assegurar que projetos estratégicos para o Paraná aconteçam”, afirmou Barros.

    Outros integrantes apresentados foram Antônio Carlos Nardi, na pasta da Saúde; Lucília Felicidade Dias, na chefia de Gabinete; coronel Maurício Tortato, na chefia da Casa Militar; e a coronel Audilene Rosa de Paula Dias, que assume o comando-geral da Polícia Militar.

    Continuidade das ações será também a base da gestão na Secretaria da Saúde, disse Nardi. “Vamos dar prosseguimento às políticas públicas da área da saúde e estreitar ainda mais o diálogo com a população e os prestadores de serviço”, disse ele. “Além disso, também vamos focar em políticas de prevenção na saúde da mulher, da criança, do idoso e do homem”, reforçou.

    COPEL – Indicado para a presidência da Copel, o nome de Jonel Iurk deve ser referendado pelo Conselho de Administração da companhia. Ele afirmou que dará continuidade ao trabalho que vinha sendo feito na companhia sob a presidência de Antonio Sérgio Guetter.

    Engenheiro civil e matemático formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, tem especialização em Gestão e Engenharia Ambiental pela Universidade Federal do Paraná e mestrado em Ciência do Solo pela mesma instituição. No Paraná, foi engenheiro de desenvolvimento de operações e coordenador de estudos ambientais da Sanepar (1992-2002), coordenador do plano de saneamento ambiental da Comec (1994-1995), diretor executivo do Ibama Paraná (1995-1999), secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (2011-2013) e passou por diversos cargos na Copel entre 2012 e 2017. Desde junho do ano passado, preside a Compagas.





    06/04/2018

    Lula não se apresenta à PF

    Terminou às 17h de hoje (6) o prazo estipulado pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal no Paraná, para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresentasse voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba. Até o momento, o ex-presidente não se manifestou sobre se irá se entregar à PF. Ele também não fez nenhum pronunciamento desde a expedição de sua ordem de prisão.

    Desde ontem (5), quando a ordem de prisão foi emitida, Lula está no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). No sindicato, o ex-presidente reuniu-se com lideranças do partido e seus advogados e passou a noite no local. Do lado de fora, militantes permanecem em uma vigília de apoio a Lula. Minutos antes do fim do prazo, os manifestantes fizeram uma contagem regressiva. Logo após às 17h, aplaudiram e gritaram: “Não tem arrego”. Muitos gritam que não deixarão o ex-presidente ser preso.

    “Relativamente ao condenado e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17h do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”, decidiu Moro na ordem de prisão.

    Polícia Federal

    Em Curitiba, o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula informou que estava negociando com a defesa do ex-presidente para que ele se apresentasse. De acordo com o delegado, não está descartada o prosseguimento da negociação mesmo após o fim do prazo estabelecido pela Justiça.

    O delegado disse que a intenção é evitar confrontos, já que o ex-presidente está no sindicato cercado por apoiadores. Igor de Paula acrescentou que é remota a chance de a Polícia Federal entrar no sindicato para prender o ex-presidente.

    STJ

    Antes das 17h, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer negou habeas corpus protocolado pela defesa do ex-presidente  para anular o decreto de prisão assinado pelo juiz federal Sérgio Moro.

    Na decisão na qual decretou a prisão, Moro explicou que Lula não ficará em uma cela “em atenção à dignidade cargo que ocupou”. De acordo com o juiz, o ex-presidente deve ficar separado dos demais presos para “preservar sua integridade física e moral”.

    A prisão de Lula foi decretada com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), fixado em 2016, que autorizou a execução provisória da pena de condenados pela segunda instância da Justiça. Na quarta-feira (4), a defesa do ex-presidente tentou reverter o entendimento, mas, por 6 votos a 5, a Corte negou um habeas corpus preventivo para evitar a prisão.

    Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão, em regime fechado, na ação penal do triplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato.

    A defesa do ex-presidente ainda busca, junto ao Supremo, em nova tentativa, um HC que impeça sua prisão. A nova iniciativa, no início da noite, teve distribuição para o relator da Lava Jato, Edson Facchin.

    Antenor Ribeiro – Destaknews

    Com AG. Brasil





    30/03/2018

    Paranacidades recebe 2 veículos elétricos

    A frota do Paranacidades, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano, conta agora com dois veículos elétricos. Os modelos Zoe da marca Renault foram apresentados para o governador Beto Richa nesta quarta-feira (28), no Palácio Iguaçu, pelos coordenadores da montadora no Brasil, Luiz Oliveira e Carlos de Paula. Os carros serão os primeiros veículos abastecidos com energia renovável testados no Estado.

    O governador Beto Richa disse que a entrega dos veículos acontece um dia após a inauguração da primeira eletrovia do país. “Isso mostra o compromisso do Governo do Estado com a utilização de energia limpa”, afirmou.

    A eletrovia do Paraná vai abranger cerca de 700 quilômetros da BR-277, entre Paranaguá e Foz do Iguaçu. Ao todo, serão oito unidades ao longo do trajeto para abastecimento de veículos elétricos.

    Os veículos foram cedidos pela montadora e ficarão em testes por cerca de três meses na instituição. Nesse período será avaliada autonomia, segurança e funcionalidades. “Vamos utilizá-los no dia a dia do Paranacidades e verificar as potencialidades do carro. A ideia futura do projeto-piloto é apresentá-lo como alternativa para a renovação das frotas dos municípios”, explicou o secretário estadual do Desenvolvimento Urbano João Carlos Ortega.

    Para o secretário, os veículos representarão mais economia ao Estado. “Como já temos postos da Copel para o abastecimento, ficará muito mais barato”, disse.

    O coordenador de projetos de veículos elétricos para as Américas da Renaut do Brasil, Luiz de Oliveira, afirmou que o Paraná sai à frente com a iniciativa. “O Estado tem se mostrado pioneiro em diversas áreas e agora também na questão de energias renováveis. Esta parceria vai disseminar a tecnologia dos carros elétricos e contribuir muito para a preservação do meio ambiente”, afirmou.

    Os carros ainda não estão disponíveis para a venda direta no Brasil.





    26/03/2018

    Defesa de Lula segue tática protelatória

    Após a Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ter rejeitado hoje (26) o último recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda instância da Justiça Federal, a defesa de Lula informou que deve apresentar um novo recurso.

    “A defesa aguardará a publicação do acórdão relativo ao julgamento dos embargos de declaração para definir o recurso que será interposto para impugnar a ilegal condenação imposta ao ex-Presidente Lula pela Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região no último dia 24 de janeiro”, disse Cristiano Zanin, um dos advogados de Lula.

    A Oitava Turma decidiu, por 3 votos a 0, negar o embargo de declaração do ex-presidente. O julgamento foi rápido, pois não houve sustentação oral de defesa ou acusação, apenas breves votos dos desembargadores João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF4, Leandro Paulsen e Victor Laus.

    Com o recurso, a defesa pretendia reverter a condenação, mesmo que o embargo de declaração não preveja mudança de um julgamento, apenas esclarecimentos sobre seu resultado.

    Logo após a publicação da decisão, em um prazo de até 10 dias, a rejeição do embargo deve ser comunicada ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância e que condenou Lula, em junho do ano passado, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP).

    Em tese, a defesa de Lula ainda pode apresentar um novo embargo no TRF4, contra a rejeição do primeiro embargo, mas os desembargadores, nesses casos, costumam considerar esse tipo de recurso como protelatório.

    Execução provisória

    No acórdão (sentença do colegiado) em que confirmou a condenação de Lula e aumentou sua pena de 9 anos e 6 meses para 12 anos e 1mês de prisão, a Oitava Turma do TRF4 determinou também que, após o julgamento do embargo, Moro fosse notificado para que pudesse ordenar a execução provisória de pena pelo ex-presidente.

    A determinação citou entendimento estabelecido em 2016 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que em três ocasiões naquele ano assentou que condenados em segunda instância podem começar de imediato a cumprirem suas penas.

    O plenário do STF, entretanto, emitiu na semana passada um salvo-conduto que garante a liberdade de Lula ao menos até o dia 4 de abril, quando está marcado o julgamento de um habeas corpus preventivo do ex-presidente, com o qual ele pretende não ser preso enquanto recorre a instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    Eleição

    A confirmação final da condenação de Lula pela segunda instância da Justiça pode ainda impedir que ele se candidate à Presidência nas eleições deste ano.

    Pela Lei da Ficha Limpa, sancionada pelo ex-presidente em 2010, aquele que for condenado por órgão colegiado, como é o caso do TRF4, por determinados crimes, entre eles o de lavagem de dinheiro, fica sujeito à inelegibilidade por oito anos, a contar da data da publicação do acórdão.





    06/03/2018

    Renault inaugura nova fábrica no Paraná

    A montadora Renault do Brasil ampliou o investimento no Paraná e inaugurou nesta terça-feira (06), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, uma nova fábrica de alumínios para blocos e cabeçotes de motores. O investimento, de R$ 350 milhões, tem o apoio do programa de incentivo Paraná Competitivo, do Governo do Estado. O governador Beto Richa participou da solenidade e reafirmou o compromisso do Estado com o setor produtivo.

    “Estivemos em várias inaugurações da Renault aqui no Paraná. Essa nova unidade, como as outras, representa mais geração de renda, riquezas e oportunidades de emprego para quem mora em nosso Estado”, disse Richa. O governador enfatizou que o Estado resgatou a confiança do setor produtivo, que estava abalada, graças ao diálogo aberto com os empreendedores, programas de incentivo, como o Paraná Competitivo, e segurança jurídica. “Esse conjunto de fatores nos levou a ter hoje o maior ciclo industrial de toda a nossa história”, afirmou Richa.

    Desde o início do programa Paraná Competitivo já foram mais de R$ 42 bilhões em investimentos produtivos no Estado. A Renault tem como benefício do programa o diferimento do pagamento do ICMS da fatura de energia elétrica e do gás natural da fábrica de injeção de alumínio por 48 meses.

    O presidente da Renault do Brasil, Luiz Pedrocci, afirmou que a construção da nova unidade só foi possível devido ao profissionalismo do Governo do Estado. “O Paraná, que consideramos nossa casa, estimula o investimento e a atividade das empresas”, afirmou ele.

    Para o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, o Paraná se destaca, também, pelas vantagens logísticas e pelo peso de sua indústria. “O Paraná, com suas fábricas de caminhões e automóveis, além de todo o setor de fornecedores, é um grande motor de desenvolvimento para o Brasil”, disse.

    FÁBRICA – Com uma área construída de 14 mil metros quadrados, a Curitiba Injeção de Alumínio – CIA, nome dado à nova fábrica da Renault, tem capacidade produtiva anual de 250 mil blocos e 250 mil cabeçotes do motor 1.6 SCe. Aproximadamente 100 profissionais trabalham na unidade atualmente, em dois turnos. Além dos R$ 350 milhões na nova unidade, o grupo investiu mais R$ 400 milhões na ampliação de sua fábrica de motores.

    A CIA se soma à fábrica de automóveis, a de automóveis leves e a de motores, que compõem o Complexo Ayrton Senna, conjunto de empresas da Renault instalado em uma área de 2,5 milhões de metros quadrados em São José dos Pinhas.

    No Brasil, a Renault tem cerca de 7.300 colaboradores diretos e gera cerca de 25 mil empregos indiretos. A marca atingiu em 2017 seu recorde, com 7,7% de participação no mercado automotivo, além do recorde de exportações, com mais de 98 mil unidades – um aumento de cerca de 40% sobre 2016.

    CONTRAPARTIDA – Durante a solenidade, a Renault do Brasil doou um microbus, no valor de R$ 170 mil, para o Hospital Erasto Gaertner, que é parceiro da empresa do setor automotivo. As chaves do veículo foram entregues ao superintendente do hospital, Adriano Lago, pela secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa.

    Para a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, como contrapartida ao apoio recebido do Governo do Estado pelo Paraná Competitivo, a Renault entregou, desde 2011, 28 veículos Master adaptados (para municípios do programa Família Paranaense) e um minibus (não adaptado) para atendimento de pessoas com deficiência do município de Irati, no Centro-Sul do Estado. O investimento soma R$ 4,8 milhões.

    PRESENÇAS – Participaram da solenidade os secretários de Estado da Família e do Desenvolvimento Social, Fernanda Richa; do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antonio Carlos Bonetti; da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e da Comunicação Social, Deonilson Roldo; o prefeito de São José dos Pinhais, Toninho da Farmácia; o presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Luiz Tarcísio Mossato Pinto; o diretor-presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento, Adalberto Netto; os deputados estaduais Ratinho Júnior, Maria Victoria e Francisco Bührer.



 

 

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