• 20/11/2017

    Homenageadas mulheres que promovem igualdade racial

    Afrodescentes

    O Governo do Paraná homenageou nesta segunda-feira, 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, dez mulheres que se destacam pelo compromisso com a promoção da igualdade racial e pelas ações de valorização da população negra. Elas receberam do governador Beto Richa o “Diploma de Personalidade Afro-Paranaense”.

    A solenidade, no Salão Nobre do Palácio Iguaçu, fez parte das ações do Mês da Consciência Negra, realizadas pela Secretaria de Estado da Cultura, com o objetivo principal de resgatar, valorizar e divulgar a cultura afro-paranaense.

    “É uma merecida homenagem prestada por todos os paranaenses, que reconhecem a importância dos afrodescendentes para o desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou o governador. “Vários atos estão sendo realizados ao longo deste mês em comemoração ao Dia da Consciência Negra, culminando nesta homenagem às mulheres afro-paranenses, que dão sua grande contribuição, em todas as áreas da sociedade e da economia”, ressaltou.

    Foram homenageadas Ana Maria Santos da Cruz (Comunidades Quilombolas), Clemilda Santiago Neto (História), Clemildes Ferreira Bahr (Cultura Popular), Dalzira Maria Aparecida (Religião de Matriz Africana), Dora Lucia de Lima Bertulio (Direito), Dulcinéia Novaes (Comunicação), Edna Aparecida Coqueiro (Educação), Geisa Costa (Artes), Michelle Mara (Juventude) e Nará Souza Oliveira (Educação).

    Richa destacou a importância da data para refletir sobre a questão racial e combater o preconceito. “O principal objetivo das comemorações, atos e solenidades que acontecem neste mês é, justamente, evitar a intolerância, o preconceito e a discriminação racial. É preciso buscar a convivência harmônica, reconhecer a importância do nosso semelhante, no caso, os negros que dão grandiosa contribuição ao Brasil e ao Paraná”, afirmou.

    MOMENTO HISTÓRICO – A escolha dos nomes das homenageadas foi da Secretaria da Cultura e do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Consepir), com a participação da Rede de Mulheres Negras do Paraná. “É um momento histórico em que o Governo do Paraná faz o reconhecimento a mulheres importantes, guerreiras afro-paranaenses, que constroem um estado melhor e mais justo”, disse o secretário da Cultura, João Luiz Fiani.

    RECONHECIMENTO – A presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Paraná, Edna Aparecida Coqueiro, destacou a importância do reconhecimento das mulheres negras. Ela, que é também coordenadora no departamento de Diversidade da Secretaria de Estado da Educação, foi homenageada como destaque na Educação. “O 20 de novembro é um marco na luta por uma sociedade melhor, uma referência à cultura afro-brasileira e africana e um chamamento para que toda a sociedade reflita e contribua com o combate ao racismo”, ressaltou.

    “Faltava no Paraná este tipo de reconhecimento, de que a comunidade negra e os afrodescendentes precisam ser protagonistas de nossa história”, disse a jornalista Dulcinéia Novaes. “É preciso que a contribuição dos afrodescendentes na história do Brasil e do Paraná tenha esta visibilidade”, afirmou.

    Advogada e procuradora da Universidade Federal do Paraná, Dora Lucia de Lima Bertulio, afirmou que importância da reflexão sobre a contribuição da população negra. “Esta homenagem tem o valor simbólico de fazer com que as pessoas percebam o mal que o racismo faz à sociedade e voltem a discutir a questão racial”, afirmou. “O Dia da Consciência Negra tem que ser mais celebrado. Espero que eventos como este contribuam para diminuir o racismo, superar os comportamentos racistas e para ter informação sobre como mudar esses comportamentos.”

    PRESENÇAS – Participaram da solenidade a secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa; o secretário de Administração e Previdência, Fernando Ghignone; o assessor especial de Juventude, Edson Lau Filho; a diretora-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Mônica Rischbieter; o presidente do Instituto Brasil-África, Saul Dorval da Silva; o diretor de Relações Institucionais da Federação Árabe Palestina do Brasil e conselheiro Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Ualid Rabah; e os vereadores de Curitiba Mestre Pop e Maria Letícia Fagundes

    BOX
    Comemoração com música, exposições e palestras

    Apresentações musicais, exposições, palestras e oficinas compõem a programação do Mês da Consciência Negra. “Esta é a terceira edição deste evento e, com isso, consolidamos este espaço de discussão, pensamento e construção de uma sociedade mais justa”, afirmou o secretário da Cultura, João Luiz Fiani.

    As atividades foram abertas no dia 5 de novembro, com um concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná, no Guairão, dedicado ao músico parnanguara Waltel Branco, ícone vivo da música brasileira.

    Outro músico relembrado é o sambista Palminor Rodrigues Ferreira, o Lápis. Nesta segunda-feira, às 18h30, o Museu da Imagem e do Som do Paraná inaugura “Todas as pontas do Lápis”, mostra que resgata a memória e a obra do compositor paranaense, que fez sucesso nos anos 1960 e 1970, embalando a boemia curitibana da época.

    A programação é composta por atividades desenvolvidas pela Secretaria da Cultura em parceria com o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, Universidade Federal do Paraná e ações promovidas pela Fundação Cultural de Curitiba e parceiros. São mais de 70 atrações.

    Além de Curitiba, outros municípios participam do Mês da Consciência Negra com atividades como oficinas, apresentações de capoeira, maracatu, bumba-meu-boi e street dance, desfile étnico, palestras, exposição, exibição de filmes, teatro. Participam as cidades de Colombo, Cruzeiro do Oeste, Lapa, Maringá, Mato Rico, Nova Esperança, Porecatu e Uraí.





    07/11/2017

    Lula quer liberar bens bloqueados

    André Richter – Repórter da Agência Brasil
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz pronunciamento sobre a denúncia apresentada contra ele pelo Ministério Público Federal no âmbito da Operação Lava Jato
    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve os bens bloqueados Reprodução/TV

    A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje (7) novo recurso contra o bloqueio de bens determinado pelo juiz Sérgio Moro em um dos processos da Operação Lava Jato. O recurso foi protocolado no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alegre.

    Em julho, ao determinar o bloqueio, Moro entendeu que a medida seria necessária para reparação de danos à Petrobras em razão da condenação do ex-presidente a nove anos e meio de prisão no caso do apartamento tríplex no Guarujá (SP). Lula teve imóveis e veículos bloqueados, além de R$ 606,7 mil de contas bancárias e mais de R$ 9 milhões em planos de Previdência.

    De acordo com Cristiano Zanin, advogado de Lula, o bloqueio é ilegal e a suspensão deve ser anulada para garantir a subsistência do ex-presidente.  “O próprio juiz [Moro], ao julgar embargos de declaração opostos contra a sentença pela defesa de Lula, reconheceu que nenhum valor proveniente de contratos da Petrobras foram dirigidos ao ex-presidente”, argumenta o defensor.

    A questão será decidida pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato na segunda instância da Justiça Federal, que já rejeitou o mesmo pedido por questões processuais.





    24/10/2017

    Restaurante Popular de Curitiba será revitalizado

    O Governo do Estado repassou cerca de R$ 1 milhão para a Prefeitura de Curitiba investir no Restaurante Popular do Capanema e revitalizar outras quatro unidades. O convênio é com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e foi assinado pelo governador Beto Richa, pelo prefeito Rafael Greca e pelo secretário Norberto Ortigara, nesta terça-feira (24), no Palácio Iguaçu.

    Richa também liberou R$ 229 mil para aquisição de vigas e lajotas que serão usadas na construção de cinco pontes pela prefeitura da capital. Ele reforçou o caráter municipalista de seu governo, que prioriza o apoio às prefeituras, para que possam atender as necessidades da população.

    “Temos uma grande parceria não só com Curitiba, mas com todos os 399 municípios do Paraná, o que permite mais desenvolvimento às cidades e serviços de melhor qualidade à população”, disse o governador. “Hoje, conseguimos fazer grandes investimentos e o Paraná é um grande canteiro de obras, porque fizemos a nossa parte com o ajuste fiscal”, complementou.

    Com os recursos do Governo do Estado, a prefeitura vai finalizar a construção do novo restaurante popular localizado sob o viaduto do Capanema, próximo à Rodoferroviária. A previsão é que a unidade seja inaugurada em dezembro. A verba também será usada para a compra de equipamentos e material de consumo para as unidades dos bairros Sítio Cercado, Cidade Industrial de Curitiba (CIC), Pinheirinho e Centro.

    Hoje, cerca de 4,2 mil pessoas são atendidas por dia nos restaurantes. “Graças a essa parceria com o Governo do Estado, vamos conseguir passar para perto de 6 mil refeições, tornando a cidade mais justa e mais digna na área de segurança alimentar”, disse o prefeito Rafael Greca. “Sempre estaremos ao lado do prefeito para ajudar na boa administração em favor dos curitibanos”, reforçou o governador.

    COMBATE À POBREZA – O recurso repassado a Curitiba é do Fundo Estadual de Combate à Pobreza do Paraná (Fecop), uma das medidas criadas dentro do programa de ajuste fiscal implantada pelo Governo do Estado. “É um mecanismo que provê meios para ajudar as pessoas mais vulneráveis não só na área de segurança alimentar, como estamos fazendo agora, mas também em habitação popular e diversas outras questões sociais”, explicou o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.

    Os quatro restaurantes populares da Prefeitura oferecem alimentação saudável, nutricionalmente balanceada, originadas de processos seguros. O preço é de R$ 2,00, incluindo sobremesa. Todos os dias o cardápio muda, mas é o mesmo nas quatro unidades. Os locais ficam abertos para almoço de segunda a sexta-feira, das 11 às 14horas.

    INFRAESTRUTURA – De acordo com o vice-prefeito da capital e secretário municipal de Obras, Eduardo Pimentel, as vigas e lajotas que a prefeitura vai comprar com recursos repassados pelo Estado serão empregadas na construção de cinco pontes. As obras vão acontecer na Rua Vitorino Kaviski, sobre o córrego Campina do Siqueira; na 25 de Agosto, sobre o córrego Evaristo Veiga; na Aleixo Schluga, sobre o córrego Jardim Cruzeiro; na Mathias de Andrade Rocha, sobre o córrego Alto Boqueirão, além de uma sobre o Rio Atuba, no bairro Colombo.

    O fornecimento de materiais faz parte do programa do Governo do Estado que atende diretamente os municípios fornecendo vigas de concreto, guarda-rodas e lajotas para a construção ou restauração de pontes. Mais de 200 municípios já foram atendidos. “É mais uma ação do Estado em favor do desenvolvimento das cidades paranaenses”, disse o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. “Outros convênios importantes estão por vir”, complementou ele.





    23/10/2017

    Paraná viabiliza cirurgias para transexuais

    Reunião sobre transgenitalização.Curitiba,23/10/2017Foto:Venilton Küchler

    O Governo do Estado vai viabilizar cirurgias relacionadas ao processo transexualizador no Paraná. Atualmente, apenas cinco estados brasileiros contam com centros hospitalares credenciados para cirurgias de redesignação sexual (mudança de sexo). A intenção é habilitar o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná junto ao Ministério da Saúde. Enquanto o credenciamento não ocorre os procedimentos serão pagos com recursos do tesouro estadual.

    Os anúncios foram feitos em reunião na Secretaria de Estado da Saúde nesta segunda-feira (23). “Nós abrimos nossas portas com o objetivo de melhorar as questões relacionadas à transexualidade, pois tudo que tem algum impacto na vida dos cidadãos paranaenses nós temos que resolver. Vamos aproveitar a disponibilidade de HC e não permitir que o conservadorismo atrapalhe o que diz respeito à saúde pública”, salienta o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto.

    O Estado, em parceria com a Prefeitura de Curitiba, também vai agilizar o processo de habilitação do serviço de redesignação sexual, além de procedimentos como a mastectomia (retirada de mamas), plástica mamária (incluindo a colocação de próteses) e a histerectomia (retirada do útero). O pagamento administrativo será repassado pelo Estado à prefeitura, que fará o repasse ao Hospital.

    “O HC existe para atender às necessidades da população, além de também ter um importante papel formador. As cirurgias do processo transexualizador são uma lacuna que ainda temos no Paraná, mas com esta parceria vamos avançar na habilitação dos serviços e preencher esse espaço”, garante a superintendente do Hospital de Clínicas, Claudete Reggiani.

    DEMANDA – De acordo a secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, essa é uma demanda antiga da população transexual. Estima-se que 200 pessoas busquem o procedimento no Estado atualmente. “Há mais de uma década os transexuais clamam pela possibilidade de fazer a cirurgia aqui no Estado e a gente não tinha condições de oferecer esse serviço. Agora estamos em um momento muito propício para avançar nesta política pública e conquistar mais este progresso do SUS no Paraná”, ressalta.

    Segundo a coordenadora do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública, Camille Vieira da Costa, a impossibilidade de fazer a cirurgia no Estado foi sempre uma questão acolhida pela Defensoria Pública. Entretanto, foi priorizada a retificação de nome e gênero, que estava mais próxima da concretização. Agora que a questão foi superada, mesmo ainda sendo desafiadora, foi dado início às discussões com o poder público sobre os procedimentos cirúrgicos.

    “Ficamos muito surpresos com a abertura dada pela Secretaria da Saúde, pois sabemos que esta é uma pauta que ainda enfrenta muitos preconceitos. Também contamos com o apoio da secretaria municipal, do Conselho Regional de Medicina (CRM/PR), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PR), e de outras instituições predispostas a concretizar essa política no Estado. Estamos muito otimistas”, comemora Camille.

    Desde 2013, por meio do Centro de Pesquisa e Atendimento para Travestis e Transexuais, o Governo do Estado já oferece acompanhamento médico e psicológico, além de hormonioterapia para travestis e transexuais. Apenas no primeiro semestre de 2017 houve cerca de 400 consultas médicas e 780 atendimentos psicológicos. No mesmo período foram dispensados em torno de 43 mil compridos e 700 ampolas de hormônio.

    SAGA – A transexual Natália Rivelini teve acompanhamento no Hospital de Clínicas por um ano e meio, mas um dia foi informada que o processo não poderia continuar ocorrendo lá. Ela solicitou, então, um tratamento fora de Curitiba. Oito meses depois foi encaminhada a Porto Alegre e durante quatro anos foi quinzenalmente até a cidade para o acompanhamento.

    “Eu fui a cada 15 dias, de ônibus, em um trajeto de 12 horas, por quatro anos. Foi muito difícil e muito trabalhoso, mas valeu a pena. Durante esse período vi muitas pessoas desistirem do processo. A implantação desse serviço em nosso Estado vai facilitar para que outras pessoas transgênero não precisem fazer esse mesmo roteiro que um dia precisei fazer para atingir o meu objetivo”, diz Natália.

    CAPACITAÇÃO – Durante a reunião também foi abordada a necessidade de capacitação aos profissionais que participarão dos procedimentos no HC. “Vamos analisar as necessidades e os custos e estamos dispostos a viabilizar também a capacitação desses profissionais na Universidade de São Paulo para que o serviço oferecido em nosso Estado seja de muita qualidade”, complementa Caputo Neto.

    PRESENÇAS – A reunião contou com as presenças dos representantes do Conselho Regional de Medicina do Paraná, Luiz Ernesto Pujol; do Transgrupo, Marcela Prado; da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-PR; da Universidade Federal do Paraná; do Conselho Regional de Psicologia do Paraná e da sociedade civil.





    19/10/2017

    Frente fria traz chuva e ventos fortes

    Ventos fortes @ Helmuth Kühl/Diário do Sudoeste

    A frente fria que avança pelo Paraná nesta quinta-feira (19) está provocando chuvas e vendavais em todo o Estado. Pela manhã, rajadas de vento chegaram a 100 km/h em Santa Helena e a 102 km/h em Marechal Cândido Rondon, na região Oeste. Em Curitiba, os ventos chegaram a 70 km/h no início da tarde, derrubando galhos e árvores em diversos bairros da capital.

    O boletim divulgado pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil às 16h22 mostra que os temporais e vendavais afetaram 496 pessoas em nove municípios. Em Pato Branco, no Sudoeste do Estado, 78 casas foram danificadas pelas rajadas de vento, afetando 390 pessoas. Duas pessoas estão desalojadas e 75 foram afetadas pelos vendavais em Matelândia, no Oeste, onde dez casas foram danificadas.

    Os outros municípios atingidos foram Céu Azul, Mercedes, Pato Bragado, Ponta Grossa, Santa Izabel do Oeste, Toledo e Vera Cruz do Oeste.

    ALERTA – O volume de chuvas também foi alto e atingiu 38 milímetros no município de Toledo, no Oeste. O Simepar mantém o alerta meteorológico para esta tarde, especialmente no Centro, Norte, Campos Gerais e na Região Metropolitana de Curitiba.

    A previsão do Instituto é que os temporais continuem até o domingo (22). Na segunda-feira (23) as chuvas cessam, mas as temperaturas caem. A previsão é de mínimas de 5ºC em Guarapuava, 8ºC em Cascavel e 10°C em Foz do Iguaçu. Em Curitiba, as temperaturas devem variar de 12°C e 20ºC no início da próxima semana.





    16/10/2017

    Ricardo Barros pode ser afastado do Ministério

    Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

    O Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF-PE) pediu à Justiça que determine o afastamento cautelar (preventivo) do ministro da Saúde, Ricardo Barros, do cargo. Na ação civil pública, a procuradora da República Silvia Regina Pontes Lopes acusa o ministro de atuar para “esvaziar” a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), de suas atribuições institucionais.

    Segundo a procuradora, Barros tinha o propósito de retirar das instalações da estatal – criada em 2004 e vinculada ao Ministério da Saúde – em Pernambuco a produção de medicamentos hemoderivados usados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar pessoas com Hemofilia A, transferindo a fabricação para seu estado e reduto eleitoral, o Paraná. A planta da empresa, ainda incompleta, está instalada no município pernambucano de Goiana.

    Além do afastamento cautelar do ministro, a procuradora também pede a manutenção do acordo que a Hemobrás firmou, em 2012, com a empresa Baxter/Baxalta (atual Shire Farmacêutica Brasil) e pelo qual a estatal se comprometia a adquirir o Concentrado de Fator de Coagulação Fator VIII Recombinante e pó liófilo injetável, recomendados para o tratamento de coagulopatias hereditárias.

    As coagulopatias hereditárias, como a hemofilia do tipo A, são doenças resultantes da deficiência de proteínas plasmáticas responsáveis pelo processo de coagulação que ajuda a estancar sangramentos. O tratamento consiste, basicamente, na reposição da proteína do sangue (fator) por meio de medicamentos injetados na corrente sanguínea.

    A procuradora da República justifica a iniciativa alegando que ela visa a assegurar, “em tempo hábil e com a observância dos contratos vigentes e a legislação pertinente”, a aquisição dos medicamentos. Além disso, Silva Regina sustenta na ação que, uma vez que a comercialização de hemoderivados é proibida pela Constituição Federal, e que estes são a única opção terapêutica para o tratamento da Hemofilia A, é “dever constitucional do Ministério da Saúde garantir o tratamento aos pacientes portadores de coagulopatias, já que é detentor do monopólio da aquisição, produção e distribuição dos hemoderivados e fatores de coagulação no país”.

    Procurado, o Ministério da Saúde informou que ainda não foi notificado pela Justiça Federal. A pasta, no entanto, garantiu que todas as ações adotadas até o momento estão em conformidade com as leis vigentes voltadas à manutenção do abastecimento de hemoderivados.

    O ministério também nega a intenção de “esvaziar a Hemobrás” de sua atribuição institucional. “A pasta tem buscado soluções para a política de sangue do país, e já encontrou investidores privados para a conclusão da fábrica da empresa, em Goiana (PE)”, garante o ministério, informando que estão em curso dois processos de compra do Fator VIII Recombinante – o primeiro, iniciado em maio de 2017, está em análise, o que motivou o ministério a, a partir de agosto e por seis meses, comprar o produto por licitação.





    04/10/2017

    Paraná prepara Operação Verão

    O chefe da Casa Militar coronel Élio de Oliveira Manuel se reuniu nesta terça-feira (03), em Curitiba, com representantes de secretarias e órgãos governamentais para tratar questões sobre a Operação Verão Paraná 2017/2018. Ele será o responsável por coordenar as atividades que abrangerão os sete municípios litorâneos durante o verão. A temporada está prevista para iniciar no dia 21 de dezembro deste ano e terminar em 18 de fevereiro de 2018, depois do Carnaval.

    Esta primeira reunião serviu para integrar diferentes órgãos do governo estadual que atuam na Operação: segurança, saúde, energia, saneamento, trânsito, cultura, esporte e meio ambiente. As áreas começarão a definir as estratégias que serão implantadas durante a temporada, para melhor atender os veranistas.

    “Vamos trabalhar em conjunto, de forma integrada, tanto aqui quanto no Litoral para receber bem os veranistas,” afirmou o coronel. “Esperamos que esta temporada seja melhor, pois estamos muito mais preparados do que nos anos anteriores”, disse.





    03/10/2017

    Brasil quer eliminar aftosa até 2026

    vacas em rebanho

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento aprovou a versão definitiva do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa). O plano começa a valer este ano e continua até 2026. O objetivo é que o Brasil seja considerado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um país livre da doença sem vacinação a partir de 2023.

    Para atingir o status sanitário de área livre de aftosa sem vacinação, o Pnefa determina critérios técnicos, estratégicos, geográficos e estruturais. Para que seja implementado, as unidades da Federação foram agrupadas em cinco blocos. Segundo o Ministério da Agricultura, esse agrupamento tem como objetivo facilitar o processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação de forma regionalizada.

    O bloco 1 é formado por Acre e Rondônia. A primeira reunião do bloco com representantes do ministério, com a participação de estados e países vizinhos – Bolívia e Peru – está marcada para os dias 23 e 24 deste mês. O grupo 2, com reunião prevista para 7 e 8 de novembro, é formado por Amazonas, Amapá, Pará e Roraima. O grupo 3 (Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Alagoas) tem reunião agendada para 21 e 22 de novembro.

    A mudança incluída na versão final foi a reorganização dos blocos 4 e 5. Antes o bloco 4 englobava 11 estados: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. O grupo 5 tinha apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Agora, o bloco 5 incorpora o Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os blocos 4 e 5 deverão reunir-se com representantes do Ministério da Agricultura, apenas em 2018.

    Segundo a pasta, a alteração foi feita para ampliar a proteção do Brasil nas fronteiras com a Argentina, o Uruguai e o Paraguai.

    De acordo com a pasta, o plano está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa, que visa à erradicação da doença na América do Sul.

    Febre aftosa

    O vírus da febre aftosa é altamente contagioso. O animal afetado apresenta febre alta que diminui após dois a três dias. Em seguida, aparecem pequenas bolhas que se rompem, causando ferimentos. O animal deixa de andar e comer e, no caso de bezerros e animais mais novos, pode até morrer. A transmissão pode ocorrer por meio da ingestão de água e alimentos contaminados pela saliva de animais doentes. O vírus é resistente, podendo sobreviver durante meses em carcaças congeladas.

    Atualmente, o Brasil é considerado, na maior parte das regiões, livre da febre aftosa com vacinação. Não há focos registrados da doença desde 2004. A intenção é retirar totalmente a vacinação do país entre 2019 e 2023, quando o Brasil deverá ser reconhecido pela OIE como livre da doença sem vacinação.

    Em junho deste ano, os Estados Unidos suspenderam a importação de carne fresca brasileira. Segundo o Ministério da Agricultura, os problemas comunicados pelo governo americano podem ser decorrentes da vacinação contra a febre aftosa, que poderia causar inflamações. O governo investiga os casos para verificar se se trata de problemas na fabricação da vacina ou na aplicação.





    28/09/2017

    Governador entrega novas moradias populares

    beto richa entrega casas

    Mais 354 famílias de Colorado e Indianópolis, na região Noroeste do Paraná, receberam as chaves de suas novas moradias nesta quinta-feira (28), em solenidades com a presença do governador Beto Richa. O investimento feito na construção dos dois residenciais soma R$ 17,5 milhões, num trabalho conjunto do Governo do Estado, governo federal e as prefeituras.

    “Somos o primeiro governo a executar obras de habitação nos 399 municípios do Paraná”, destacou o governador. Segundo ele, o Estado conseguiu organizar os projetos e firmar a maior parceria nacional com a Caixa Econômica Federal para realizar obras de habitação. “O resultado é uma verdadeira revolução na área habitacional”, afirmou Richa.

    O governador destacou a abrangência das ações do Estado para garantir moradia à população. Ele ressaltou que de 2011 para cá os projetos de habitação beneficiam 105 mil famílias com novas casas, urbanização e regularização fundiária. “Duvido que outro estado do Brasil tenha a capacidade que temos”, completou o presidente da Cohapar, Abelardo Lupion.

    O gerente regional da Caixa Econômica no Noroeste do Estado, Clever Iecher, afirmou que o Paraná tem se destacado nacionalmente com sua política de habitação. “A parceria que mantemos com o Governo do Estado gera muitos benefícios, como casas mais baratas e de qualidade superior nas construções”, disse.

    O trabalho conjunto foi também enaltecido pelo presidente da Cohapar, Abelardo Lupion. “A parceria foi essencial para o desenvolvimento destes dois empreendimentos, garantindo construção com muita qualidade e economia”, afirmou.

    COLORADO – O Residencial Jardim Esperança passa a abrigar 272 famílias de Colorado que pagavam aluguel ou moravam de favor. O investimento é de R$ 11,7 milhões. São unidades que vão de 37 a 48 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

    Com os benefícios concedidos pelos programas Minha Casa Minha Vida e Morar Bem Paraná, os novos moradores pagarão prestações entre R$ 147 e R$ 427 ao mês, valor inferior a média do aluguel na região. Além dos subsídios, o projeto teve assessoria técnica da Cohapar (contratação, execução e fiscalização das obras e acompanhamento social das famílias). A Copel fez instalação subsidiada da rede de energia elétrica, o que reduziu os custos de financiamento.

    “O projeto é uma demonstração muito clara da qualidade das moradias entregues aos nossos cidadãos”, afirmou o prefeito de Colorado, Marcos Mello. “Ressalto a importância de o poder público respeitar as comunidades. Quando um governo olha para esse lado, consegue fazer obras com qualidade. Estamos entregando 272 moradias ajustadas, adaptadas e com qualidade”, disse Mello.

    MAIS CONFORTO – O governador esteve na nova residência de Marinês Ortelam, que se muda para uma casa adaptada para cadeirante. “É maravilhosa, amei tudo”, disse ela. Até agora, Marinês e o marido, Heleno Rodrigo da Rocha, pagavam aluguel. “Agora temos uma casa própria e que ainda torna a vida mais fácil para mim, pois tem rampa, banheiro adaptado, janelas mais baixas. Pedi uma casa adaptada e fui atendida. Agradeço a Deus e às pessoas que nos ajudaram.”

    Richa também visitou o centro comunitário que foi implantado no residencial com recursos que sobraram da construção das casas.

    O pedreiro Ivens Anderson Marciano, 35 anos, pagava R$ 500 por mês de aluguel. “Agora, com a economia desse dinheiro, vou conseguir mexer na minha casa, aumentar e colocar muro. Estou muito feliz”, comemorou ele. “Construí muitas casas durante a vida, mas agora vou trabalhar na minha própria residência”, afirmou.

    INDIANÓPOLIS – As 82 famílias de Indianópolis, que receberam suas chaves no encontro com o governador Beto Richa, vão morar no Residencial Vila Nova II. O empreendimento, de R$ 5,8 milhões, tem três unidades adaptadas para pessoas com deficiência. Todas têm dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

    As prestações do financiamento variam entre R$ 263 a R$ 523. “Graças ao apoio do governo estadual, estamos realizando o sonho destas pessoas”, disse o prefeito Paulo Cezar Martins.

    O casal Andrey Pinati, 37 anos, e Andressa Lopes, 25 anos, é um exemplo da esperança que tinham em conquistar uma casa própria. Eles moravam de favor em sítio da família, há oito anos. “Foi difícil conseguir um financiamento que a gente pudesse pagar, mas agora conquistamos”, disse Andrey. “Adorei a casa, é muito bem-feita e ajeitada. Fico sonhando como vai ficar tudo mobiliado, na minha casinha nova e com conforto para os nossos filhos”, disse Andressa.

    VEÍCULO - Em Indianópolis, na solenidade de inauguração das moradias, o governador Beto Richa também entregou uma van de 16 lugares para o transporte de pacientes para hospitais de Cianorte, Londrina e Maringá. O investimento é de R$ 120 mil, feito pela Secretaria de Estado da Saúde. “É um recurso livre, podíamos escolher onde investir e decidimos pela saúde, que prioridade em nosso município”, disse o prefeito Paulo Cezar Martins.

    O município já possui um micro-ônibus, comprado também com recursos do Governo do Estado. “Nossos pacientes vão para centros maiores, como Londrina e Curitiba, e temos que ter veículos novos para garantir transporte mais seguro e mais qualidade de vida a essas pessoas”, afirmou o prefeito.

    PRESENÇAS – Em Indianópolis, também participaram do evento os deputados estaduais Luiz Claudio Romanelli, Marcio Nunes e Tião Medeiros, o vice-prefeito de Indianópolis, Jocimar Paleta, e o prefeito de Cianorte e presidente da Associação dos Municípios do Médio Noroeste (Amenorte), Claudemir Bongiorno.

    Em Colorado, participaram o gerente regional da Caixa, Jair Bertoco; o prefeito de Floraí e presidente da Amusep, Fausto Eduardo Herradon; o presidente do Rotary Clube de Colorado, João Geraldo Soares; o coordenador regional da Cohapar, Djalma Timóteo da Silva, prefeitos e vereadores da região, os deputados estaduais Luiz Claudio Romanelli e Márcio Nunes.





    27/09/2017

    Governo do Paraná aumenta investimentos

    Os números do fechamento do segundo quadrimestre de 2017 mostram que as despesas totais do Governo do Paraná tiveram queda real (descontada a inflação) de 2,19% de janeiro a agosto, na comparação com igual período do ano passado. Já os investimentos do poder executivo tiveram crescimento real de 9,84%.

    Os dados foram apresentados pelo secretário de Estado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, em audiência realizada na Assembleia Legislativa do Paraná, nesta quarta-feira (27). “Os números mostram que as ações de controle das despesas estão dando resultados, o que permitiu o aumento nos investimentos, sem atrasar pagamentos a fornecedores de bens e serviços e, ainda, destinando R$ 1,4 bilhão para promoções e progressões de servidores”, ressaltou Costa.

    As despesas totais do governo somaram R$ 27,9 bilhões até agosto. Os investimentos do poder executivo chegaram a R$ 1,2 bilhão e, somados os realizados por estatais, o valor alcançou R$ 2,9 bilhões no acumulado do ano.

    Na área de segurança, por exemplo, foram investidos R$ 151 milhões, com crescimento de 122% sobre o mesmo período do exercício anterior. O investimento em educação foi 31% maior, saúde registrou crescimento de 17% e o segmento de transporte teve incremento de 6,7%, para R$ 589 milhões. Nas estatais, só a Copel investiu R$ 1,15 bilhão e a Sanepar, R$ 434 milhões.

    O ritmo de realização de obras deve continuar crescendo no Estado, segundo o secretário. Até setembro, do orçamento inicial de R$ 3,9 bilhões previsto para investimentos pelo poder executivo, foram liberados para gastos R$ 2,5 bilhões e estão empenhados R$ 1,3 bilhão. “Até o fim do exercício há a expectativa de que sejam liberados e empenhados os R$ 3,9 bilhões”, diz Costa.

    RECEITAS – As receitas totais registraram crescimento real de 3,26% e somaram R$ 30,1 bilhões nos oito meses. Elas foram puxadas pelo aumento de 0,82% nas receitas tributárias, que respondem por quase 70% do total. A arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cresceu 0,97%.

    Outros destaques apresentados aos deputados foram o crescimento real de 0,39% nas despesas com pessoal e encargos, que somaram R$ 14,6 bilhões até agosto. “Ainda preocupa o Estado os gastos com pessoal e encargos, por causa do crescimento vegetativo da folha, em virtude dos planos de cargos e salários, bem como as despesas com inativos e pensionistas”, comentou o secretário.

    MUNICÍPIOS - Até agosto houve aumento nominal de 3,29% nas transferências de ICMS aos municípios paranaenses, que receberam R$ 4,46 bilhões, e o acréscimo de 2,92% nas transferências de IPVA, que somaram R$ 1,5 bilhão nos oito meses. “Além disso, em janeiro, o Governo do Paraná fez repasse extra de R$ 431 milhões em ICMS, o que impactou positivamente as contas municipais”, acrescentou Mário Ricardo Costa. Somados os valores de IPVA, ICMS e a cota extra, os 399 municípios receberam R$ 630 milhões a mais no período.

    UNIÃO – O secretário mostrou que, em 2017, o Paraná contribuiu com 4,44% da arrecadação nacional e recebeu como transferência da União apenas 1,6% dessa arrecadação. De janeiro de 2013 a agosto de 2017, de cada R$ 100 de tributos federais arrecadados no Paraná, a União retornou para o Estado R$ 37,47, ficando com R$ 62,53.

    EDUCAÇÃO E SAÚDE – De janeiro a agosto, o Paraná aplicou 34,49% da Receita Líquida de Impostos (RLI) em educação, ou R$ 6,63 bilhões – R$ 281 milhões a mais que em igual período de 2016. Em saúde foram aplicados 12,13% da RLI, ou R$ 2,33 bilhões. Nos dois casos, o Estado ficou acima das porcentagens mínimas estabelecidas para as duas áreas – 30% e 12%, respectivamente – sem considerar a receita extraordinária de janeiro.



 

 

Destak News - A melhor informação na Web.
© Copyright 2001-2014 DestakNews- Todos os direitos reservados