Camargo Corrêa devolverá R$ 700 milhões

A Construtora Camargo Corrêa assinou acordo de leniência com o Ministério Público Federal no qual se comprometeu a devolver R$ 700 milhões aos cofres públicos. No acordo, a empreiteira, que é investigada na Operação Lava Jato, reconheceu a prática dos crimes de formação cartel e fraudes de licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. A indenização será parcelada e corrigida pela taxa Selic.

Com o acordo, a empresa se comprometeu também a entregar novas provas sobre o esquema de corrupção na Petrobras e em outras estatais. Em troca, o Ministério Público não oferecerá denúncia criminal e civil contra os envolvidos. Segundo a força-tarefa de investigadores da Lava Jato, o acordo tem objetivo de garantir a devolução do dinheiro desviado.

“O acordo atende ao interesse público por diminuir a litigiosidade judicial, por alcançar o mais rapidamente possível a recomposição do patrimônio público, por diminuir os custos do Judiciário com procedimentos judiciais longos e inefetivos e pela produção de informações e provas novas sobre crimes relacionados também a outras empresas, potencializando o ressarcimento ao erário”, diz nota da força-tarefa.

É o segundo acordo de leniência da Camargo Corrêa com investigadores da Lava Jato. Na quarta-feira (19), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) homologou acordo entre a empresa e dois de seus ex-executivos, Dalton Avancini e Eduardo Leite, que assinaram acordo de delação premiada. A construtora concordou pagar mais de R$ 104 milhões em indenização.

Essas ações demonstram uma forma mais célere de se buscar ressarcimento aos cofres públicos. Na esfera criminal a situação não tem o mesmo panorama. Apesar dessa confissão, clareando em muito alguns pontos ainda duvidosos da apuração que vem sendo feita, persiste para muitos a opinião de que tudo isto é “armação da oposição” para derrubar o governo do PT. Este é o maior escândalo revelado nas últimas décadas e muito provavelmente na história do país. Os maiores beneficiários deste esquema de corrupção, no entanto, aparentemente ainda não foram alcançados. Os operadores aparentes, enviados especiais, cobradores, e intermediários de menor expressão, já foram identificados e há também uma parcela da ala Vip já devidamente enquadrada na apuração da lei. Porém, a expectativa é grande com relação ao que ainda brotará dessa operação que tem à sua frente um juiz que já entrou para a história do país: Sérgio Moro.

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