Brasil vence e Dilma é hostilizada

A abertura da Copa do Mundo no Brasil teve momentos distintos. Sem a solenidade oficial dentro dos parâmetros da Fifa, não se ouviu discurso de Joseph Blatter e nem da Presidenta Dilma Roussef. Manifestações ocorreram em São Paulo e outros locais do país, porém sem a intensidade que se imaginava. A cerimônia não empolgou na sua apresentação artística, onde faltaram muitos elementos que realmente identificam o Brasil que o Mundo conhece. Foi simples e matemático. Talvez no Padrão Fifa que passou a ser exigido desde que o país assumiu a responsabilidade de organizar o Mundial.

No Estádio construido para esta finalidade, público superior a 60 mil pessoas para assistir à estreia do Brasil contra a Croácia. Quando os times entram em campo, momentos antes do apito inicial, a torcida passou a se comportar como na Copa das Confederações. E deu seu show particular na execução do Hino Nacional Brasileiro. A emoção tomava conta e então uma boa parte do público presente resolveu “homenagear” a presidenta Dilma, que teve o nome citado em refrão desagradável. Nas redes sociais, anteriormente, muitas mensagens falavam sobre o que iria acontecer. E aconteceu.

Com a bola rolando o jogo mostrou o que se esperava: a Croácia defendia e o Brasil tinha domínio da partida. A posse de bola era do Brasil em praticamente 70% do tempo. Porém, foi para a Croácia o primeiro gol. Marcelo, contra. Uma jogada pela direita, em cima da região que deveria ser defendida por Daniel Alves, que ficou no campo croata, em um avanço que foi rechaçado pela zaga croata. 1 x 0 para a Croácia e a torcida emudeceu momentâneamente.

Com a sequência do jogo a Seleção do Brasil demonstrou que o gol contra não abalara a equipe. Continuava dominando… e em uma jogada no meio-campo a bola sobrou para Neymar, que avançou e de fora da área bateu de perna esquerda, sem muita potência, mas fora do alcance do goleiro adversário, que se esticou e viu a bola morrer no fundo de suas redes, decretando o empate. Vibração da torcida. A igualdade no marcador repunha a Seleção do Brasil no jogo, já que jogava melhor, era mais ofensiva, mas sofrera um tento inesperado.

Muita gente estava de olho no árbitro do jogo, que apitara a partida em que a Holanda eliminou o Brasil na última Copa. E ele se envolveu em polêmica ao assinalar um pênalti sobre Fred, numa jogada em que a mão de um zagueiro croata puxa o ombro de Fred, atacante brasileiro, mas não o suficiente para fazê-lo desabar como aconteceu, numa encenação que rendeu a penalidade máxima para o Brasil. E Neymar cobrou como manda o figurino, porém o arqueiro da Croácia ainda tocou na bola, antes que ela fosse para as redes, decretando a vantagem do Brasil numa virada do placar.

A festa agitava torcedores na Arena São Paulo e pelo país todo. A partida estava sob controle, o placar era favorável e depois de muito tempo a seleção também demonstrava poder de reação, contra um adversário qualificado, duro, que exigia cuidados. Para completar a felicidade do torcedor brasileiro, em nova jogada que nasceu no meio campo, a bola sobrou para Oscar, que resolveu individualmente e concluiu de bico, numa jogada que lembrava Ronaldo e Romário, atacantes que já passaram pela Seleção. 3 x 1 no placar e a alegria geral do brasileiro.

Na escolha do melhor em campo no jogo foi Neymar o contemplado. Autor de 2 gols, o ex-santista jogou bem e nas entrevistas deixou claro que sua meta é o título e não a artilharia. Que venha o México, pois o Brasil, como disse Felipão, está pronto.

Antenor Ribeiro – Destaknews

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