Bastidores políticos estão agitados

2014 é ano eleitoral e a campanha já começou. A movimentação é intensa em todos os estados, com viagens, visitas, agendas cheias e muita conversa em gabinetes, bares, lanchonetes e restaurantes. O eleitor, imperceptivelmente, vai também sendo alcançado por essa campanha não oficial, já que só após as convenções e registros de candidaturas é que se pode ir às ruas.

Estive com uma eleitora, nesta terça-feira, que se confessou surpresa com uma correspondência que recebeu de uma certa candidata – ela já antecipou que sairá candidata ao legislativo. Nas entrelinhas há um claro pedido de apoio pois “a luta continua!”

Em Brasília os partidos vão buscando ocupar mais espaços e garantir também mais “apoio” financeiro para as campanhas. Mudanças ministeriais devem começar a ocorrer nos próximos dias. Inclusive a Ministra Gleisi Hoffman, candidatíssima ao governo do Paraná, deve deixar a Casa Civil. Retornará ao Senado, de onde sairá o suplente, que já anunciou disposição de concorrer à Câmara Federal.

Apesar de ter sido Secretária municipal em Londrina, a esposa do ministro Paulo Bernardo não é próxima do governo Kireeff e não se sabe de um dedo que tenha mexido para auxiliar os projetos da cidade em Brasília. Mas certamente estará em Londrina e nos outros 398 municípios buscando apoio.

Interessante que alguns deputados – licenciados ou não – não chegam a prestar contas ao eleitor sobre o que fizeram, mas estarão em campanha com o velho e repetitivo discurso que se conhece de cor e salteado, de que pretendem dar continuidade ao trabalho. Que trabalho?

Em Londrina há cobrança de filiados de diversos partidos, que se queixam da inércia dos diretórios, sempre comandados pelos detentores de mandatos, que às vezes só aparecem na hora de movimentar os cabos eleitorais, com a máxima de que “o partido precisa crescer”!

Alguns partidos, que outrora tiveram objetivo claro de alcançar o poder, se tornaram caudatários e hoje só brigam por um número maior de cargos no governo. Com seus aliados o governo vai negociando tudo o que pode para manter o apoio indispensável para a manutenção do poder.

Ao eleitor cabe apreciar as manobras que estão ocorrendo e tirar sua prova dos 9. A campanha, quando começa, é na verdade para enganar. Será mostrado um país bonito, que cresce, se transforma em potência, superando adversidades, marolinhas, enfrentando tsunamis e acenando com um futuro grandioso. Debaixo do tapete estarão os escândalos, o assalto aos cofres públicos, a intenção descarada de perpetuação no poder ou a tentativa de retorno de quem não aproveitou a oportunidade que teve, e a velha conversa de que “precisamos de mais saúde, educação e segurança”!

Quem já foi, tem que mostrar o que fez… sem mentiras! Quem pretende ser tem que demonstrar capacidade e idéias claras. O eleitor já não pode mais ser agraciado com os brindes antigos. Então…” “olho no lance” que o jogo já começou!

 

Antenor Ribeiro – Destaknews

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