Barbosa antecipa ida ao Gaeco

Ex-prefeito cassado Barbosa Neto nega propina e atribui denúncias a adversários políticos em Londrina


O ex-prefeito cassado, Homero Barbosa Neto (PDT), negou o recebimento de propina após depor de maneira antecipada na tarde desta quinta-feira (30), na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ele deveria comparecer, conforme intimação, na sexta-feira. Além da negativa, ele acusou a ex-secretária municipal de Educação, Karin Sabec Viana, de mentir para prejudicar sua campanha à reeleição.

O pedetista foi acusado pela ex-secretária de ter recebido propina do representante da empresa G8, José Lemes, detido na última terça-feira (28). O objetivo seria a declaração da companhia como vencedora da licitação da compra de uniformes escolares. Em depoimento que consta nos autos do processo que corre na 3ª Vara Criminal, Karin afirma que entregou um envelope que conteria R$ 50 mil ao pedetista.

“Nunca vi alguém entregar um envelope com R$ 50 mil, mesmo se for em nota de R$ 100, é muito dinheiro. Isso é muita leviandade, uma afirmação que não tem pé, nem cabeça, mas que se sustenta pelo fato dela estar em conjunto com nossos adversários, na tentativa clara de criar um factóide contra nossa campanha”, disse em entrevista à rádio Paiquerê AM.

Karin está disputando uma vaga na Câmara pelo PR, partido que apoia Marcelo Belinati (PP) como candidato a prefeito, fato que justificaria as denúncias feitas por ela, segundo Barbosa Neto. O pedetista pareceu se sentir traído e afirmou que sempre protegeu a ex-secretária. “Ela pediu um cargo na Sercomtel depois que exonerada, nós encaminhamos e aconteceu, depois na Cohab, mesmo havendo uma resistência nos dois órgãos”, afirmou.

O prefeito cassado afirmou que Karin Sabec Viana poderia ter feito as denúncias na Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Educação, que correu na Câmara, mas preferiu trazê-la à tona agora para afetá-lo com a proximidade do período eleitoral. Questionado se tinha relação com os empresários suspeitos das fraudes, o pedetista disse que desconhecia inclusive o nome de alguns. “Se eles combinaram o preço, não é a prefeitura que tem que ver isso”, defendeu-se o ex-prefeito cassado.

O Gaeco investiga um esquema de fraude e corrupção supostamente encabeçado por um grupo de empresários para a vitória em licitações. Três deles já foram detidos e um continua foragido.

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