Assessores de Lupi pediam propina de R$ 1 mi

Veja detona mais uma bomba

Chega o fim de semana e a expectativa é sempre grande com respeito a alguma reportagem que desvende algum novo escândalo no governo. Se não atinge diretamente a Presidência da República, respinga em alguns setores. O Ministério do Trabalho viveu um episódio recente, onde o seu titular apareceu em situação irregular, ainda não devidamente esclarecida. No passar dos dias, novas revelações chegaram ao conhecimento da imprensa, contribuindo para desconstruir a imagem do ministro Carlos Lupi. Uma delas mostra que no período de 2000 a 2006 o atual ministro era assessor fantasma na Câmara dos deputados. Recebia dos cofres públicos, mas trabalhava apenas no PDT.

E a revista Veja estampa em sua edição que já circula pelo país, uma atividade nociva no ministério. Assessores de confiança do ministro cobrariam propina para emitir o registro sindical. E nesse caso o governo teria sido alertado para a ocorrência, por sindicalistas ligados ao PT, mas nada foi feito. Aí a situação já traz outra análise: por que o Secretário Gilberto Carvalho não fez nada? O mecânico Irmar Silva Batista denuncia que quando tentava criar o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo, foi apresentado por Luiz Antonio de Medeiros ao assessor Eudes Carneiro, que lhe pediu um milhão de reais para liberar o registro. Como se recusou a pagar, o registro não saiu até hoje.

Inconformado com o pedido de propina, Irmar enviou por e-mail uma carta para a Presidente Dilma Roussef e para o Secretário-Geral da Presidência, Ministro Gilberto Carvalho. Ele narrou o ocorrido e pediu providências. O palácio do Planalto atestou que recebeu a correspondência, em 9 de março, mas curiosamente, na semana passada, a assessoria de imprensa da Presidência informou que não foi possível fazer nada, e por motivos técnicos. Alegam que o trecho que narrava a denúncia, estranhamente, teria sido cortado na mensagem recebida. A reportagem da revisa ouviu as pessoas citadas por Irmar e todos negaram o pedido de propina.

 

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